Cidades

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Acordo judicial encerra conflito fundiário entre indígenas e produtores em MS

A conciliação encerra uma disputa de mais de 30 anos envolvendo a Terra Indígena Jarará, em Juti

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A homologação do acordo entre proprietários rurais e a comunidade da Terra Indígena Jarará, publicada no Diário da Justiça nesta segunda-feira (26), coloca fim a um conflito fundiário que durou mais de 30 anos.

Como acompanhou o Correio do Estado, no dia 16 de janeiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) assegurou a permanência da comunidade da Terra Indígena Jarará, em Juti, município localizado a 311 quilômetros de Campo Grande.

O território possui 479 hectares, foi demarcado como terra indígena em 1992 e abriga uma população de 316 habitantes, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022.

O acordo foi mediado pelo Ministério dos Povos Indígenas e pela Advocacia-Geral da União e celebrado perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabeleceu o pagamento de R$ 6 milhões pela União, o equivalente a R$ 12,5 mil por hectare, por uma parcela da fazenda São Miguel Arcanjo, pertencente à família Subtil.

Ainda conforme o Ministério dos Povos Indígenas, 50 famílias vivem na comunidade, que possui infraestrutura estabelecida e equipamentos públicos, como posto de saúde, escola, rede elétrica e moradias erguidas com verba pública.

Diálogo


O presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, afirmou que a homologação é um exemplo de que, por meio do diálogo, é possível construir soluções que tragam segurança jurídica ao campo.

“Esse acordo mostra que é possível encontrar um caminho resolutivo quando há maturidade de todas as partes envolvidas, que estão dispostas a conversar. Estamos falando de uma família que aguardou por mais de 30 anos uma definição da Justiça em busca de seus direitos, assim como os indígenas”, afirma Bertoni.

A proprietária da terra que estava em conflito fundiário destacou o papel da entidade na resolução de uma disputa que permaneceu por décadas sob discussão judicial.

“O papel da Famasul, por meio do presidente Marcelo Bertoni, foi fundamental para chegarmos a uma negociação. Foi graças a essa representatividade da Famasul perante o governo federal e outras partes do processo que conseguimos achar o caminho. Embora o processo estivesse judicializado, nós temos sentenças a nosso favor em todas as instâncias por onde já tramitou. A solução definitiva, porém, ainda estava por vir, e sabe lá quanto tempo ainda levaria”, afirma a proprietária.

Indenização


Com o acordo, a União pagará R$ 6 milhões de indenização pela propriedade rural, encerrando definitivamente o processo.

Caberá à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) cuidar da transferência do domínio da área no cartório de Caarapó, enquanto a União deverá adotar, até 31 de janeiro, as providências para a expedição do precatório, com pagamento previsto para 2027, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Segundo acordo


Com a homologação deste acordo, este é o segundo celebrado em Mato Grosso do Sul envolvendo proprietários rurais e indígenas.

Em 2024, o Estado registrou, pela primeira vez, um acordo fundiário no município de Antônio João, na região de fronteira com o Paraguai, envolvendo indígenas da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu e produtores rurais, resultado de mediação institucional e da participação ativa de entidades representativas, entre elas a Famasul.

“Há mais de 30 anos, a Famasul e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil trabalham incansavelmente como intermediadoras para chegar a esses acordos. Somente assim os produtores estarão seguros para investir em suas propriedades e contribuir para o desenvolvimento econômico do setor e da região”, ressalta Bertoni.

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barbárie

Briga de trânsito após carreata política acaba em morte em MS

Adolescente de 16 anos teria feito uma séria de disparos depois de ver o pai sendo agredido depois da manifestação bolsonarista na região central de Bonito

25/10/2026 09h46

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

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Atingido com pelo menos três disparos de revólver em meio a uma suposta briga de trânsito ao final de uma carreata bolsonarista na região central de Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu na noite deste sábado (23) momentos depois de receber atendimento médico no hospital da cidade.

Um outro homem, identificado como Alex Machado Leite, também foi atingido e por conta da gravidade dos ferimentos teve de ser transferido para Campo Grande.  Conforme boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 20 horas para atender uma briga generalizada nas imediações de um posto de combustíveis, na região central da cidade.

De acordo com as informações iniciais da Guarda Municipal e divulgadas pelo site Jardim Msnews, o caso teria ocorrido após o término da carreata, depois que uma discussão de trânsito teria evoluído para xingamentos e agressões físicas generalizada, na qual vários pessoas participaram das agressões. 

Ao perceber que seu pai estava sendo espancado, um adolescente que teria 17 anos conseguiu pegar uma arma que estava no veículo do pai e fez uma série de disparos contra os supostos agressores. Ewerton foi atingido no abdômen, no tórax e outro na coxa direita. Alex, por sua vez, levou dois tiros na região do tórax. 

Depois de fazer os disparos, pai e filho teriam fugido em uma caminhonete e até o começo da manhã deste domingo eles não haviam sido localizados. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Civil, o pai foi identificado como Márcio Cossari, de 47 anos. 

Embora não haja indícios de que tenha sido uma confusão com motivações políticas, nas redes sociais o caso descambou imediatamente para este lado.

“O povo mais feliz do mundo, se tornou em um povo agressivo e intolerante consumindo e reproduzindo discursos de ódio propagados pela extrema direita. Qual país você quer para os seus filhos?? Um país com armas entrando nas escolas, nas festas, na cintura do vizinho que vive irritado?? Escolham o lado do diálogo, dos livros, da ciência, do desenvolvimento pessoal através da educação e do trabalho. Ignorem quem promete melhorias atacando e difamando as minorias. Nós brasileiros queremos paz, amor e dignidade para todos”, escreveu internauta.

“O bolsonarismo é o suprassumo da violência e da intolerância. Armados e perigosos”, escreveu outro.

“Não foi durante a carreata, foi uma briga de trânsito após a carreata que terminou horas antes! A polícia já apresentou o BO, o menor que efetuou os disparos, foi buscar a arma após a primeira discussão, retornado ao local, iniciando nova discussão , briga e disparos. Que o pai seja responsabilizado como regem as Leis, e seu filho infelizmente terá apenas medidas “socioeducativas” , pois os mesmos que estão aqui esbravejando indignação, foram a mesma esquerda que votou contra a redução da maioridade penal, e deixarão mais esse criminoso impune! Quanto as “armas”, se houvesse uma única pessoa com direito ao porte legal, o “lírio do campo” que daqui a alguns meses estará solto ao completar 18 anos, talvez não teria essa chance não é mesmo?”, opinou outro internauta.

DEMOCRACIA

Apenas 5 urnas apresentam defeito no início da votação em MS

Em todo o Estado são pouco mais de 7,1 mil urnas eletrônicas e somente uma teve de ser substituída no início da votação do segundo turno

25/10/2026 08h48

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS Marcelo Victor

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Apenas cinco das 7,1 mil urnas eletrônicas instaladas para o início da votação em Mato Grosso do Sul apresentaram problemas logo no começo da votação, segundo boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relativo à contabilização feita até  08:00 horas.Porém, somente uma foi substituída. Nas demais foram feitos ajustes e a votação teve início com alguns minutos de atraso.

No primeiro turno, marcado pelas fortes chuvas, dez urnas eletrônicas apresentaram algum tipo de defeito logo no começo da votação.

Em todo o Estado são 6.990 seções, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, e a única urna que teve de ser trocada foi em Ivinhema. O teclado apresentou defeito e o equipamento foi substituído. No município de Camapuã, dois equipamentos não funcionaram. Em um deles foi feito ajuste na mídia e no outro, e reinicialização acabou resolvendo o problema.

Situação parecida aconteceu com uma urna em Nioaque e outra em Aparecida do Taboado. Em todo o Estado são em torno de 1,8 mil servidores do TRE que estão organizado a eleição. Além destes, porém, existem 27.960 mesários que desde a madrugada estão a postos para receber os eleitores. 

Apesar de haver previsão de chuva, nas primeiras horas da manhã ela não chegou a Campo Grande, onde foram criados 237 locais de votação  e instaladas 2.242 urnas. Na Capital estão cadastrados 640.453 eleitores, segundo o TRE.

Em todo o Estado, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar neste domingo (4), segundo o TRE. Em Campo Grande, onde está concentrado o maior eleitorado do, são 640.427 pessoas cadastradas.

No estado são em torno 860 urnas prontas para eventuais problemas. Todas elas passaram pelos procedimentos de preparação, carga e lacração e foram distribuídas aos locais de votação conforme o cronograma da Justiça Eleitoral.

Em todo Mato Grosso do Sul, são 7.272 seções. Os locais foram organizados com identificação das salas, sinalização e estrutura para receber os eleitores.
 

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