Cidades

Digitalização

Prefeitura de Campo Grande dá início ao fim dos processos em papel

Decreto estabelece cronograma para extinguir gradualmente a tramitação física de documentos e acelerar a transformação digital da administração municipal.

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A Prefeitura de Campo Grande iniciou uma das maiores mudanças na gestão administrativa dos últimos anos ao regulamentar a substituição gradual dos tradicionais processos em papel pelo Sistema Eletrônico de Informações de Campo Grande (SEI-CG).

Publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (10), o decreto estabelece as regras para que processos físicos passem a tramitar digitalmente, com a promessa de tornar a máquina pública mais ágil, transparente e eficiente. 

A medida vale para toda a administração direta e indireta do município e autoriza que processos atualmente mantidos em papel sejam convertidos para o meio eletrônico sempre que houver viabilidade técnica e administrativa.

A mudança integra a política de modernização da gestão pública e acompanha diretrizes nacionais voltadas ao governo digital e à desburocratização dos serviços públicos. 

Na prática, o decreto cria um procedimento formal para interromper a tramitação física e dar continuidade ao processo em ambiente digital.

A partir desse chamado "ponto de corte", toda movimentação passa a ocorrer exclusivamente no sistema eletrônico, vedando a continuidade paralela em papel, salvo em situações excepcionais previstas na própria regulamentação. 

Segundo o texto, a migração não será obrigatória para todos os processos. A decisão ficará a cargo da administração pública, que deverá avaliar critérios de conveniência, oportunidade, segurança e eficiência.

Processos classificados como sigilosos ou que enfrentem limitações tecnológicas continuarão tramitando em meio físico até que existam condições adequadas para sua digitalização. 

Um dos principais objetivos da nova regulamentação é eliminar etapas burocráticas sem comprometer a segurança jurídica.

Para isso, o decreto estabelece procedimentos detalhados para garantir a autenticidade dos documentos digitalizados, a preservação da integridade das informações e a rastreabilidade de todos os atos administrativos praticados no sistema eletrônico. 

Além disso, cada documento deverá ser digitalizado individualmente, respeitando sua ordem cronológica e sua finalidade dentro do processo. A prefeitura também determina que os documentos eletrônicos produzidos dentro das normas terão os mesmos efeitos legais dos originais em papel. 

Embora a tramitação passe a ocorrer digitalmente, os processos físicos não serão descartados automaticamente. O acervo continuará arquivado conforme as normas de gestão documental e permanecerá disponível para consultas sempre que necessário.

O decreto proíbe expressamente que a simples digitalização seja utilizada como justificativa para eliminar documentos físicos. 

Secretaria Municipal de Administração e Inovação ficará responsável

A Secretaria Municipal de Administração e Inovação (Semadi) ficará responsável por coordenar a implantação da medida, elaborar normas complementares, orientar os órgãos municipais e acompanhar a execução do novo modelo de tramitação eletrônica.

A implantação ocorrerá de forma gradual, priorizando inicialmente setores com maior volume de processos ou onde a migração possa gerar ganhos mais expressivos de eficiência administrativa. 

O decreto também determina que a mudança não poderá interromper prazos processuais nem prejudicar direitos dos cidadãos.

Caberá ao município assegurar a continuidade da tramitação, o acesso aos autos por meios eletrônicos e a transparência das informações durante todo o processo de transição. 

A iniciativa reforça um movimento que vem sendo adotado por órgãos públicos em todo o país desde a criação da Lei do Governo Digital, sancionada em 2021, e do Programa Nacional de Processo Eletrônico (ProPEN), que incentivam a digitalização dos serviços públicos, a redução do uso de papel e a integração de sistemas entre diferentes esferas da administração.

O novo decreto municipal entra em vigor imediatamente e servirá de base para a expansão gradual do processo administrativo eletrônico em Campo Grande.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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