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TERRAS

Acrissul discutirá sobre invasões indígenas

Acrissul discutirá sobre invasões indígenas

DA REDAÇÃO

28/10/2013 - 09h00
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O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, participa no próximo dia 31  de um audiência pública no Senado Federal, em Brasília (DF), para debater o impacto na agropecuária das invasões indígenas de terras por todo o País. Em Mato Grosso do Sul são quase 70 áreas invadidas até agora.

A audiência acontece na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária , a partir das 7h45min, sob a presidência do senador Benedito de Lira.

Para o presidente da Acrissul, apesar do recentemente julgamento final pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que pôs fim ao caso Raposo Serra do Sol, em Roraima, muitos problemas envolvendo conflitos por terras, entre índios e fazendeiros, ainda persistem em Mato Grosso do Sul. “E o pior é que envolve grandes extensões de terras legalmente tituladas pelos proprietários e em áreas estratégicas para a produção de carne e grãos do Estado, como é o caso da região Sul”, exemplifica.

Na região Sul também estão os conflitos mais acirrados. A entidade, que participou ativamente de todas as movimentações em torno da discussão e busca por soluções para a crise fundiária envolvendo índios e fazendeiros, promete cobrar duramente das autoridades e forças de segurança a imediata retirada de indígenas de áreas ocupadas ilegalmente.

Para o ruralista, apesar de a decisão do STF não ter criado “súmula vinculante”, o que valeria para outros processos por todo o País, o entendimento da Suprema Corte cria uma repercussão positiva no universo jurídico, uma vez que a tendência dos outros tribunais agora é de decidir na mesma linha jurisprudencial definida pelo STF. “De qualquer forma isso joga uma pá de cal na farra demarcatória da Funai”, avalia Chico Maia.

A audiência pública foi convocada em virtude de requerimento feitos pelos senadores Ruben Figueiró (MS) e Ana Amélia (RS). 

LUTO NA AVIAÇÃO

Abear e empresas aéreas homenageiam Constantino Júnior

O executivo morreu na manhã deste sábado, aos 57 anos, em decorrência de um câncer

24/01/2026 23h00

Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do Conselho de Administração da Gol

Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do Conselho de Administração da Gol Foto: Eduardo Viana/GOL

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A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e empresas do setor se manifestaram sobre a morte de Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do Conselho de Administração da Gol.

O executivo morreu na manhã deste sábado, aos 57 anos, em decorrência de um câncer. As mensagens de pesar celebraram Constantino como um "visionário" na aviação brasileira.

"A Abear manifesta profundo pesar pelo falecimento de Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do Conselho de Administração da Gol Linhas Aéreas e membro titular do Conselho Deliberativo da Abear. Empreendedor visionário, Constantino foi um dos grandes responsáveis por redefinir o transporte aéreo no Brasil. À frente da criação da Gol, tornou-se a imagem de um novo modelo de companhia aérea no País. Como legado, Constantino deixa inestimável contribuição para a democratização da aviação comercial brasileira", disse a associação.

O Grupo Abra, do qual Constantino foi fundador e onde atuava como presidente do Conselho de Administração, destacou que o executivo foi um "verdadeiro visionário, guiado por um propósito claro: tornar o transporte aéreo acessível a todos".

"Sob sua liderança, a Gol tornou-se a primeira companhia aérea do Brasil a democratizar o transporte aéreo, impulsionando o desenvolvimento e o crescimento em todo o País, e o Abra Group foi criado para expandir esse propósito por toda a América Latina. O Abra continuará seu legado, trabalhando por um ambiente mais equilibrado na América Latina, fortalecendo a conectividade, aprimorando a forma como a região voa e promovendo maior acesso ao transporte aéreo para todos."

A Latam Airlines Brasil lamentou o falecimento de Constantino e se referiu ao executivo como um "empreendedor visionário" e "um dos grandes responsáveis por transformar o mercado da aviação no Brasil". "À frente da fundação da Gol, introduziu um modelo de negócios inovador, que ampliou o acesso ao transporte aéreo, estimulou a concorrência e contribuiu de maneira decisiva para o crescimento e a modernização do setor no País. Sua capacidade de inovar, aliada à coragem de desafiar paradigmas estabelecidos, deixou um legado duradouro para a indústria e para milhões de brasileiros que passaram a voar", disse a empresa.

Hoje a aviação brasileira perde uma de suas figuras mais relevantes, afirmou a Azul Linhas Aéreas. "O falecimento de Constantino de Oliveira Júnior representa uma perda significativa para todo o setor aéreo do País. Empreendedor visionário na fundação da Gol Linhas Aéreas, teve papel decisivo na transformação da aviação no Brasil, ampliando o acesso ao transporte aéreo e deixando um legado que seguirá influenciando nossa indústria por muitos anos."

POR POUCO

Caso da Luigi Salgados quase faz terceira vítima em Campo Grande

Ex-companheira de funcionário morto na quarta-feira foi socorrida após ingerir medicamentos e Corpo de Bombeiros suspeita de tentativa de suicídio

24/01/2026 18h30

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência na casa de Juliana

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência na casa de Juliana Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

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Três dias depois das mortes no estabelecimento Luigi Salgados que chocou Campo Grande esta semana, o caso quase fez sua terceira vítima neste sábado (24).

Na tarde de hoje, o Corpo de Bombeiros atendeu uma ocorrência em que uma mulher estaria passando mal após ingerir diversos medicamentos. Trata-se de Juliana Carolina Albuquerque, ex-companheira de Eduardo Araújo, que matou o empresário e dono da salgadaria André Luis Mitidiero e depois se matou, na última quarta-feira (21).

De acordo com informações, a mulher foi socorrida em sua casa, no Bairro Vila Nova Campo Grande. Os bombeiros suspeitam que Juliana tentou se suicidar.

Vale destacar que ela tem três filhos, frutos do relacionamento com Eduardo, que terminou no final do ano passado e teria sido um dos principais motivos para o ocorrido na salgadaria nesta semana.

Relembre

Esse crime ocorreu em Campo Grande no início da tarde de quarta-feira (21), por volta de 13h30, com André Luis Mitidiero morto aos 46 anos pelo próprio funcionário, Eduardo Araújo, de 32, que tirou a própria vida em seguida em uma ação tida até o momento como "premeditada". 

In loco, a equipe do Correio do Estado apurou com o delegado da Polícia Civil, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, que André levou ao menos dez golpes de faca, que atingiram a região do tórax, pescoço e antebraço. 

Gerente da parte alimentícia da Luigi Salgados, filial que fica na avenida Júlio de Castilho, local onde ocorreu o crime e de propriedade de Mitidiero, Eduardo Araújo chegou a dispensar os funcionários antes de matar o patrão. Em seguida, ele teria usado a mesma arma, apoiado contra uma pilastra e forçado o próprio corpo. 

Segundo o tenente Dermival Caldeira, André, que foi até o local junto do filho de apenas três anos para retirar uma entrega, já estava sem vida quando o socorro chegou. 

Eduardo chegou a receber manobras de reanimação, porém não resistiu aos ferimentos, em uma cena descrita como impactante pelos socorristas que atenderam a ocorrência e populares que rapidamente cercaram a loja. 

Sobre a motivação, segundo relatos recolhidos pela Polícia, é apontado que Eduardo não aceitava o fim do relacionamento com a ex-mulher, Juliana Carolina Albuquerque, com quem teve três filhos, e que também seria funcionária da salgaderia, trabalhando como controladora de caixa.

Sendo que a faca teria sido comprada especificamente para essa finalidade, a linha de investigação apura ainda a tese de premeditação do crime, já que Eduardo chegou a fazer postagens em redes sociais que reforçam o possível planejamento.

No dia seguinte ao crime, na quinta-feira (22), o corpo de André Luis Mitidiero foi velado e sepultado no cemitério Jardim das Palmeiras, localizado na Av. Tamandaré, 6856, e contou com a presença de  amigos e familiares para um último adeus ao empresário.

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