Cidades

"JOGO DOS TRONOS"

Adriane Lopes escolhe novo secretário de Educação; confira mudanças já feitas nas pastas municipais

Diário Oficial desta quinta-feira (10) trouxe a troca de Alelis Izabel por Lucas Bitencourt de Souza

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Campo Grande tem um novo secretário de Educação, Lucas Bitencourt de Souza, nomeado pela prefeita Adriane Lopes para substituir Alelis Izabel de Oliveira. 

Sendo uma das primeiras mudanças de Adriane enquanto prefeita, Nomeada para o cargo ainda em 06 de abril deste ano, Alelis ficou cerca de sete meses na direção da pasta.

Esta mudança foi publicada, na edição desta quinta-feira (10), no Diário Oficial de Campo Grande, e passa a valer para ambas a partir de então. 

Adriane Lopes assumiu a cadeira de Chefe do Executivo Municipal ainda em 1.º de abril de 2022, após a renúncia de Marquinhos, que deixou o cargo para concorrer como candidato ao governo do Estado. 

Vale ressaltar que, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges destacou que a prefeita não necessariamente precisa avisar a Casa de Leis sobre suas mudanças, mas que os vereadores tem condições de ajudar na administração. 

"Os poderes são independentes, mas desde que vivemos numa democracia, acho que temos que trabalhar em harmonia. Tem pessoas com pensamento diferente, competentes, técnicas, em outros partidos que poderia ajudar ela no Patriota", disse.

Por mais que o discurso seja de respeito à posição e escolhas, em forma de aviso e conselho "se fosse a prefeita", como disse Carlão, "ouviria a Câmara para estar trocando de secretário". 

"Até porque se você quer é construir uma base de coalizão, de construção aqui, para dar a ela mais estabilidade de governar a cidade, teria que construir isso com os vereadores e o parlamento. "

Dança das cadeiras

Antes dessa alteração, há dois dias, o cargo de assessor-chefe do gabinete da prefeita foi passado das mãos de Laura Marina Ferreira S. de Miranda Candelório, para Wilton Celeste Candelório. 

Além disso, a Subsecretaria do Bem-Estar Animal teve nova gestão, passada de Ana para Ana, com Cristina Camargo de Castro sendo trocada por Luiza Lourenço de Oliveira. 

A Secretaria Municipal de Assistência Social foi outra que teve mudanças na secretaria adjunta, com  Michele dos Santos Ferreira assumindo cargo equivalente na Secretaria Municipal da Juventude, e deixando a vaga para Inês Auxiliadora Mongenot Santana

Também a secretaria-executiva de Compras Governamentais recebeu um novo regente, após a posse de Adriane Lopes, pela nomeação nomeação de Isaac José de Araujo

Ainda, Thelma Fernandes Mendes foi um dos nomes que se aproximou de Adriane, deixando a secretaria-adjunta da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), e assumindo o cargo de chefe do gabinete da prefeita. 

Confira outras mudanças: 

PASTA SAIU ENTROU
Secretaria de Governo e Relações Institucionais (Segov) Antônio Cézar Lacerda Mario Cesar Oliveira da Fonseca
Secretaria Municipal de Gestão Agenor Mattiello Maria das Graças Macedo
Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) Luciano Silva Martins Paulo da Silva

**(Colaborou Beatriz Feldens)

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Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

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Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h30

Foto: Ministra Marina Silva

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A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

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