Cidades

CAMPO GRANDE

Adriane Lopes completa 100 dias de gestão com foco em dar continuidade a obras

Prefeita fez balanço e disse que investimentos já chegam a R$ 150 milhões

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), completa 100 dias de gestão nesta quarta-feira (13).

Ela assumiu a chefia do Executivo Municipal no dia 1º de abril, após renúncia de Marquinhos Trad (PSD), que deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado nas eleições deste ano.

Para celebrar os primeiros 100 dias de gestão, Adriane percorrer diversas obras na Capital e destacou que o foco neste período foi dar continuidade a projetos e obras já iniciadas, que estavam em andamento ou paradas.

Segundo a prefeita, inicialmente o trabalho foi realizado com a equipe técnica, para ficar a par de todas a estrutura da prefeitura.

Ela também ressaltou que houve período de crises, tendo em vista que assumiu a prefeitura quando havia discussão sobre reajuste de servidores da educação e, mais recente, problemas no transporte coletivo.

“Aos poucos estamos conseguindo imprimir nosso próprio ritmo de trabalho, sem que isso signifique qualquer forma de ruptura”, afirma Adriane Lopes.

A prefeita afirma ainda que uma das marcas de seu mandato, que termina em 31 de dezembro de 2024, será uma maior aproximação com a população.

Obras

Entre as obras retomadas ou iniciadas, a prefeita afirma que foram mais de 27 novas licitações, com investimentos próximos a R$ 150 milhões.

Ela destacou a revitalização de parte do prédio da antiga rodoviária, onde as obras estão em andamento.

"Esta é uma das obras emblemáticas que nós lançamos recentemente. Ela está aí a todo o vapor, é uma das entregas para Campo Grande que vinha há quase 12 anos sendo cobrada", disse, no local.

Ela também as obras do centro de Campo Grande, que fazem parte do Reviva, e afirmou que serão entregues até o fim de agosto.

"Pretendemos entregar neste tempo pra que os comerciantes tenham esse recomeço, essas obras trazendo uma nova possibilidade de crescimento e desenvolvimento", disse.

Além disso, ela também destacou obras do bairro Nova Lima, piscinão da Avenida Mato Grosso, asfalto do Rita Vieira e do Park Dallas e obras no Nova Campo Grande.

No Jardim Presidente, a prefeita visitou a obra de uma Unidade Básica de Saúde, que estava parada há anos.

A diarista Maria Aparecida Borges, moradora da região, disse que a finalização da obra é desejo antigo da população, devido ao prédio abandonado abrigar usuários de drogas.

"Fechado só servia pra fazer coisa errada, era perigoso para a gente e agora a gente está vendo que as coisas estão indo para frente", disse.

Outras obras citadas por Adriane são a Vila dos Idosos e a viabilização do Parque Tecnológico.

"Já temos garantidos R$ 7 milhões para a fase inicial do Parque. Estamos formatando o seu modelo de composição e gestão", disse.

Crescimento

MS atinge 77% de cobertura de esgoto, mas universalização segue distante

Mesmo com avanço recente, estado ainda busca ampliar o acesso ao serviço em diferentes regiões

16/06/2026 18h01

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul ampliou a cobertura de esgoto para 77,04% em maio de 2026, consolidando um avanço de 4,7 pontos percentuais em menos de um ano. Em agosto de 2025, o índice era de 72,34%. O crescimento coloca o estado entre os que mais expandiram o serviço recentemente no país.

Os dados nacionais utilizados para comparação são do Instituto Trata Brasil, organização que monitora indicadores de saneamento básico no país a partir de informações oficiais.

O levantamento aponta que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, evidenciando o contraste entre os avanços registrados em Mato Grosso do Sul e a realidade enfrentada em grande parte do Brasil.

Apesar dos números expressivos, o avanço não elimina distorções históricas no acesso ao saneamento. A leitura dos dados por município revela um cenário desigual: enquanto algumas cidades já se aproximam da universalização, outras ainda avançam em ritmo mais lento, com cobertura aquém do necessário para garantir atendimento pleno à população.

Pelo menos 30 municípios atendidos pela rede estadual superam 90% de cobertura, incluindo Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito. Em localidades como Bataguassu, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo, os índices chegam a 99%.

Na prática, porém, vale alertam que atingir esse percentual não significa, necessariamente, que todo o esgoto gerado esteja sendo coletado e tratado de forma adequada.

Isso porque indicadores de cobertura não detalham problemas recorrentes, como ligações irregulares, redes subutilizadas ou falhas operacionais no tratamento. Também não evidenciam a situação de áreas periféricas e comunidades mais vulneráveis, onde o acesso costuma ser mais limitado.

O avanço está relacionado à ampliação da infraestrutura nos últimos anos, com a implantação de redes coletoras, estações elevatórias, unidades de tratamento e novas ligações domiciliares. 

Ainda assim, o histórico do setor mostra que expansão física não garante, por si só, eficiência nem qualidade no serviço prestado.

Outro desafio está na sustentabilidade desse crescimento. A ampliação da cobertura exige investimentos contínuos não apenas na construção, mas também na manutenção e operação dos sistemas. Sem isso, há risco de deterioração das estruturas e queda na qualidade do atendimento ao longo do tempo.

Novo Marco Legal do Saneamento

A meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento prevê que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Mato Grosso do Sul aparece em posição avançada nessa corrida, mas ainda precisa enfrentar gargalos importantes para transformar índices em universalização real.

Entre eles estão a ampliação do serviço em áreas rurais, a regularização de ligações domiciliares e a garantia de tratamento efetivo de todo o volume coletado. Sem esses avanços, o crescimento percentual pode não se traduzir em melhoria concreta nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

O desempenho recente coloca Mato Grosso do Sul em destaque, mas também amplia a cobrança por resultados mais consistentes.

Mais do que expandir a rede, o desafio agora é garantir que o serviço funcione de forma eficiente, alcance todas as regiões e cumpra o papel essencial do saneamento: reduzir desigualdades e promover saúde pública.

Homicídio

Homem encontrado morto em terreno foi assassinado por enteado de 15 anos

Crime ocorreu após invasão de residência e registro prévio de ameaça contra ex-companheira da vítima

16/06/2026 16h58

Foto: Divulgação Rede Social

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Como noticiado pelo Correio do Estado na segunda-feira (15), um homem foi encontrado morto na madrugada em um terreno baldio no bairro Jardim Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima foi identificada como Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos. No desdobramento das investigações, a polícia passou a apontar como principal suspeito o enteado dele, um adolescente de 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi atingido por diversos golpes de faca, principalmente na região superior das costas. O corpo foi localizado nas proximidades da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, sem documentos de identificação, e apresentava sinais evidentes de violência.

A identificação da vítima foi realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), por meio de exame papiloscópico, ainda na tarde do mesmo dia. A partir da confirmação da identidade, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Conforme apurado, na noite anterior ao crime, a ex-companheira de Alessandro havia procurado a polícia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter sido ameaçada por ele. Horas depois, o homem teria invadido a residência da mulher.

Durante a invasão, o filho da ex-companheira, de 15 anos, tentou conter Alessandro. Nesse momento, segundo a versão investigada, o adolescente desferiu vários golpes de faca contra o homem.

Após o ataque, a vítima foi encontrada vestindo apenas cueca e camiseta. Um casaco e um par de tênis estavam próximos ao corpo, ambos com perfurações, em um terreno baldio.

Agora, a investigação busca esclarecer por que o corpo de Alessandro foi encontrado em outro local, e não na residência onde o crime teria ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da perícia técnica e da Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) também participaram das diligências no local. A arma utilizada no crime não foi localizada.

O caso foi registrado como homicídio e, diante da identificação do adolescente como principal envolvido, o procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), responsável pela apuração de atos infracionais praticados por menores.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa dos fatos e eventuais desdobramentos relacionados ao histórico de violência entre a vítima e a ex-companheira.

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