Cidades

Caiu!

Adriane Lopes exonera secretária de saúde em Campo Grande

Rosana Leite de Melo assumiu a pasta em dezembro de 2022 como secretária-adjunta e foi promovida posteriormente

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A secretária de Saúde de Campo Grande Rosana Leite de Melo foi exonerada do cargo nesta sexta-feira (5), queda oficializada em edição extra do Diário Oficial.

A decisão ocorre após reclamações da população sobre a saúde pública municipal. Conforme apurado pelo Correio do Estado, a pasta será administrada por um comitê, gerido por Ivone Naban, ex-secretária de Saúde de Iguatemi. 

Ao longo de sua gestão, a médica destacou os desafios enfrentados pela saúde pública de Campo Grande e reafirmou seu compromisso com uma gestão igualitária, com foco nas necessidades da população.

“Sabemos dos desafios que esta pasta representa, e temos como princípio fazer uma gestão igualitária que sempre irá observar as necessidades da população, afinal de contas, é por ela que estamos assumindo essa função”, declarou em sua posse como secretária-adjunta.

A mudança ocorre em um momento delicado para a saúde de Campo Grande, que enfrenta um novo modelo organizacional para a rede pública de saúde, conforme anunciado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em agosto.

Na ocasião, o Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) passou a não atender mais demandas espontâneas, passando a se concentrar em emergências, urgências e casos encaminhados pela regulação. Com isso, Campo Grande deixou de contar com hospitais públicos "de portas abertas".

Além da restrição no atendimento no HRMS, a cidade enfrenta uma falta crônica de leitos hospitalares e uma superlotação nos centros de saúde. Hospitais públicos e unidades de saúde estão operando no limite de sua capacidade, o que tem levado a longas filas e espera por atendimento. A sobrecarga tem sido particularmente perceptível nas unidades de urgência e emergência, mais afetadas pela alta demanda.

A crise se intensifica com a escassez de profissionais da saúde, agravada pela saída de médicos e outros profissionais para outras regiões, onde as condições de trabalho são vistas como melhores.

A agora, ex-secretária

Rosana Leite de Melo, assumiu a pasta em dezembro de 2022 como secretária-adjunta e foi promovida a titular da Secretaria Municipal de Saúde em um momento crítico. Natural de Campo Grande e formada em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, ela tem destaque em sua atuação no Hospital Regional de Campo Grande e na coordenação da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid) durante a pandemia.

Rosana Leite de Melo ocupou importantes cargos no Ministério da Saúde e no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul. Entre 2016 e 2017, foi presidente do Conselho Regional de Medicina e, de 2017 a 2018, secretária-executiva da Comissão Nacional de Residência Médica no Ministério da Educação. Ela também exerceu o cargo de diretora de Educação em Saúde do Ministério da Saúde entre 2018 e 2019, antes de ser convidada a coordenar as ações de enfrentamento à Covid-19 no Brasil.

Embora a exoneração de Rosana Leite de Melo tenha gerado expectativas de mudanças na gestão da saúde municipal, a prefeita Adriane Lopes ainda não se manifestou sobre quem assumirá a pasta a partir de agora. A decisão de promover a reestruturação reflete a necessidade de adaptação aos novos desafios enfrentados pela cidade, especialmente no cenário de aumento da demanda e da reconfiguração do sistema de saúde pública.

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Obras

Às vésperas de "tarifaço" sobre pedágio, Motiva conclui primeiro trecho de duplicação na BR-163

Concessionária finalizou obras em três pontos da rodovia federal

22/07/2026 17h45

Duplicação junto ao Km 452, próximo a Campo Grande

Duplicação junto ao Km 452, próximo a Campo Grande Foto: Divulgação

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Às vésperas do reajuste tarifário previsto para o próximo dia 5 de agosto, a Motiva Pantanal anunciou a liberação do 1° trecho de duplicações da BR-163.

Em nota ao Correio do Estado, a concessionária que administra a rodovia federal destacou o término da duplicação de 1,6 quilômetros no trecho entre os km 452,9 e 454,5, próximo à Capital, além da regulização dos acessos entre os quilômetros 515 e 521, bem como a finalização da terceira faixa proximo ao município de Mundo Novo. 

Cabe destacar que o reajuste sobre a tarifa foi autorizado pela a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e entra em vigor a partir da 0h do dia 5 do próximo mês, quarta-feira. 

Publicação por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no diário oficial da União desta quarta-feira (22), autoriza a  reajustar em 40,5% as tarifas nas nove praças de pedágio da BR-163 em todo o Estado. Este será o primeiro tarifaços previsto ao longo dos próximo cinco anos.

A maior parte deste reajuste (33,64%), já estava previsto no contrato de repactuação, que entrou em vigor no começo de agosto do ano passado. Este mesmo contrato prevê mais três reajustes ao longo dos próximos anos. Por conta desta reposição do índice inflacionário, as tarifas sofrerão acréscimo de 5,16% a partir do início do próximo mês.

Com isso, quem percorrer os 845 quilômetros em carro de passeio terá de desembolsar R$ 107,00. Hoje, o custo é de R$ 76,10.

Em nota, a empresa destacou que o acréscimo decorre da aplicação das regras previstas no Contrato de Concessão otimizado e "está diretamente vinculado ao cumprimento das metas de investimento e execução física das obras, auditadas por verificador independente e validadas pela ANTT".

A concessionária espera entregar 5,6 quilômetros de duplicações, 6,12 quilômetros de faixas adicionais, 1km quilômetro de vias marginais, oito dispositivos de retorno e 20 edificações operacionais até o fim de agosto, data em que se encerra o primeiro ano da  nova concessão. 

A empresa já iniciou obras originalmente previstas para o segundo ano da concessão, o que inclui novas duplicações em Nova Alvorada do Sul e no trecho entre São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, além de novas faixas adicionais em Mundo Novo. Nos próximos meses também terão iníciose iniciam novas obras em Eldorado, Nova Alvorada do Sul, Dourados e Jaraguari. 

*Atualizado às 18h30

*Colaborou Neri Kaspary

PRISÃO

Defensoria pede soltura de pais acusados de matar filha de 3 meses

Documento ressalta que laudo apontou broncoaspiração como causa da morte da bebê e pede revogação da prisão preventiva do casal

22/07/2026 17h00

Defensoria Pública pede revogação da prisão preventiva de casal investigado pela morte de bebê em Campo Grande

Defensoria Pública pede revogação da prisão preventiva de casal investigado pela morte de bebê em Campo Grande Arquivo

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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul pediu à Justiça nesta terça-feira (21) a revogação da prisão preventiva de Thiago de Oliveira Alves e Ashley Alves Godoy, presos desde o dia 20 de junho após a morte da filha do casal, Ayla Godoy de Oliveira, de apenas três meses, em Campo Grande. No pedido, a defesa sustenta que novos elementos produzidos durante a investigação afastam os fundamentos que justificaram a prisão e requerem, caso a liberdade não seja concedida, a substituição da medida por outras cautelares. 

Na petição, eles afirmam que a prisão preventiva foi decretada em um momento inicial das investigações, quando ainda havia suspeita de homicídio doloso. Segundo a defesa, o cenário mudou após a conclusão dos laudos periciais e das manifestações do Ministério Público. 

O principal argumento apresentado é o resultad do exame necroscópico da bebê. Conforme o pedido, o laudo e a certidão de óbito apontaram que Ayla morreu em decorrência de asfixia por broncoaspiração, o que, segundo a defesa, confirma a versão apresentada pelos pais desde o início das investigações de que a criança se engasgou após ser amamentada. 

Também é destacado que foram os próprios genitores que levaram afilha ao hospital em busca de atendimento médico. 

A Defensoria também cita uma manifestação da 19ª Promotoria de Justiça, responsável pelos casos do Tribunal do Júri. Conforme o documento, foi concluído que não existem elementos suficientes para atribuir aos investigados a prática de crime doloso contra a vida e causou conflito negativo de atribuição, defendendo que o processo seja analisado por uma vara criminal comum. 

Ainda de acordo com a manifestação citada, as lesões encontradas no corpo da bebê não foram apontadas como causa ou concausa da morte. O órgão também teria entendido que não há indícios de que os pais tenham provocado deliberadamente a broncoaspiração, assumido o risco de produzir o resultado ou retardado o socorro prestado à criança. 

Com base nesses elementos, a Defensoria afirma que deixaram de existir os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal para justificar a prisão preventiva. O pedido ressalta que Thiago e Ashley são primários, possuem residência fixa, não tentaram fugir e permaneceram à disposição das autoridades desde o início da investigação. 

Eles ainda argumentam que a gravidade do caso, por si só, não é suficiente para justificar a manutenção da prisão. Segundo o dcumento, a custódia cautelar deve estar amparada em fatos concretos que demonstrem risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, circunstâncias que, na avaliação da Defensoria, não estão presentes neste caso.

Caso a revogação não seja acolhida, a Defensoria pede que a prisão seja substituída por medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, proibição de ausentar-se da comarca e outras restrições previstas na legislação processual penal. 

Relembre o caso

Thiago e Ashley foram presos em flagrante no dia 20 de junho após a filha do casal dar entrada no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul em parada cardiorrespiratória. Conforme o auto de prisão, além do quadro compatível com broncoaspiração, médicos identificaram hematomas e outras lesões pelo corpo da bebê, além da suspeita de fraturas em costelas, circunstâncias que motivaram a atuação da Polícia Militar e a condução dos pais à delegacia.

Na ocasião, ambos negaram qualquer agressão contra a filha e disseram desconhecer a origem das lesões. Mesmo assim, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante pelo crime de maus-tratos qualificado e representou pela prisão preventiva, posteriormente decretada pela Justiça durante audiência de custódia.

Agora, caberá ao juízo responsável pelo processo analisar o pedido apresentado pela Defensoria e decidir se o casal responderá às investigações em liberdade ou permanecerá preso.

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