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Chikungunya avança e falta de agentes de saúde vira alvo da Justiça em MS

Promotoria instaura procedimento para apurar cargos vagos, falta de convocações de concursados e estrutura das equipes responsáveis pelo combate às endemias

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A estrutura dos serviços de atenção básica e combate às endemias em Dourados passou a ser alvo de acompanhamento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em meio ao avanço dos casos de chikungunya no município.

A 10ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para apurar a existência de déficit de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), além de verificar a falta de convocação de candidatos aprovados em concurso público realizado em 2024.

A medida foi adotada após investigações conduzidas em uma notícia de fato apontarem possível insuficiência de profissionais na rede municipal de saúde. Durante a apuração, o MPMS identificou cargos vagos nas duas categorias e constatou que ainda existem aprovados no concurso aguardando convocação.

Segundo o promotor de Justiça em substituição Amílcar Araújo Carneiro Júnior, o cenário exige atenção diante da situação epidemiológica enfrentada por Dourados. O município decretou estado de emergência em saúde pública após o aumento expressivo dos casos de chikungunya, doença que já resultou em mortes e centenas de confirmações.

Para o representante do Ministério Público, o fortalecimento das equipes é considerado estratégico para ampliar ações preventivas, educativas e de promoção da saúde, especialmente em períodos de alta circulação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Informações encaminhadas pela Secretaria Municipal de Saúde indicam que a rede conta atualmente com 311 Agentes Comunitários de Saúde e 102 Agentes de Combate às Endemias, dos quais 18 são cedidos pela União.

Apesar disso, o MPMS avaliou que os dados apresentados ainda são insuficientes para uma análise completa da situação.

O órgão ministerial aponta que não foram detalhadas informações importantes, como a divisão territorial de atuação das equipes e o número de famílias acompanhadas por cada profissional.

Esses dados são considerados fundamentais para avaliar se a cobertura dos serviços atende adequadamente à população.

Levantamento realizado pelo Ministério Público no Portal da Transparência também identificou a existência de vagas não preenchidas.

Já a administração municipal informou que estudos técnicos sobre a reorganização da força de trabalho ainda estão em elaboração e argumentou que restrições orçamentárias decorrentes de medidas de contenção de despesas têm dificultado novas contratações.

Diante desse cenário, o MPMS notificou a Prefeitura de Dourados e requisitou, no prazo de 20 dias úteis, uma série de informações detalhadas.

Entre elas estão o número atual de profissionais em atividade, a quantidade de cargos vagos, o cronograma para convocação dos aprovados no concurso público, os estudos técnicos em andamento, a distribuição territorial das equipes e o quantitativo de famílias atendidas por cada agente.

Com a instauração do procedimento administrativo, o Ministério Público passará a acompanhar de forma permanente as medidas adotadas pelo município para reforçar a atenção básica e a vigilância em saúde.

Caso considere necessário, o órgão poderá adotar medidas extrajudiciais ou judiciais para garantir a adequada prestação dos serviços à população.

O MPMS quer saber

Entre os dados solicitados estão o número de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias em atividade, a quantidade de cargos vagos, o cronograma de convocação dos aprovados em concurso público e a distribuição territorial das equipes.

O Ministério Público também requisitou informações sobre o número de famílias atendidas por cada profissional, os estudos técnicos em andamento e as medidas adotadas pelo município para reforçar o enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

 

 

CONSTRUÇÃO

Acesso da BR-267 à ponte da Rota Bioceânica avança 8% em quase 1 ano

Com investimento de R$ 472 milhões, o DNIT prevê que as obras das pontes e viaduto sejam concluídas até 2027

19/07/2026 15h00

Rota Bioceânica interliga quatro países da América do Sul

Rota Bioceânica interliga quatro países da América do Sul Foto: Divulgação

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A construção do acesso à Ponte Internacional da Rota Bioceânica na BR-267 chegou aos 38,1% executados do empreendimento.  O trecho tem 13,1 quilômetros de rodovia, que ligará o município de Porto Murtinho, no Brasil, Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

No dia 12 de agosto de 2025, quase 11 meses após o início dos trabalhos, a obra tinha sido 30% executada. Desde aquela data até esta sexta-feira (17), quase um ano depois, houve pouco avanço, já que apenas mais 8,1% do empreendimento foram concluídos.     

O investimento é de R$ 472 milhões, dos quais já foram empenhados R$ 220,7 milhões e utilizados R$ 184,7 milhões. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os R$ 36 milhões que ainda restam serão utilizados na conclusão das Obras de Arte Especiais (OAE). A suplementação orçamentária poderá ser realizada conforme a evolução dos serviços.

As obras começaram no dia 20 de setembro de 2024. À época, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em visita à Campo Grande, afirmou que as obras seriam concluídas em até 24 meses, ou seja, até setembro de 2026. Nesta sexta-feira, em resposta a reportagem do Correio do Estado, o DNIT disse que a "previsão inicial de conclusão da obra" é até 2027.

Fases das obras

De acordo com o DNIT, entre as ações executadas estão: canteiro de obras, instalações industriais (central de concretagem e pátio de concretagem e protensão de vigas), limpeza da faixa de domínio do traçado (13,63 km), implantação de cercas de limite da faixa de domínio e implantação de cercas condutoras de fauna.

Até o momento, a autarquia informa que foram executados 10,1 km de serviços de terraplenagem e de movimentação de terra no segmento.

As Obras de Arte Correntes (OACs), referentes aos bueiros, galerias e passagens de fauna, estão 97% concluídas.

O empreendimento conta com a implantação de sete OAEs, sendo seis pontes e um viaduto, que se encontram com o seguinte percentual de execução:

  • OAE 01 (viaduto na BR-267) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 02 (ponte sobre o Rio Amonguijá) - estrutura concluída;
  • OAE 03 (ponte de vazante) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 04 (ponte de vazante) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos), mesoestrutura (pilares e travessas) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 05 (ponte de vazante - 700m) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos), mesoestrutura (pilares e travessas); fabricação e instalação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 06 (ponte de vazante) - infraestrutura (estacas e blocos) e mesoestrutura (pilares e travessas) concluídas.  Em execução a instalação de vigas longarinas e pré-lajes e concretagem da laje;
  • * OAE 07 (ponte de vazante) - estrutura concluída.

Conexão Brasil-Paraguai

Na última quarta-feira (15), após mais de quatro anos de início das obras, Brasil e Paraguai se uniram através da ponte da Rota Biocêanica. O encontro das aduelas, como é chamada a junção entre os dois lados da estrutura sobre o Rio Paraguai, ocorreu com a colocação da última peça de concreto que fechou o vão entre as duas extremidades.

Para simbolizar a ligação física, houve uma cerimônia com o gesto que ficou conhecido como “o beijo da integração”: um abraço seguido de um beijo entre representantes dos dois lados da fronteira, simbolizando amizade, respeito e o compromisso com um futuro construído em conjunto.

A Ponte Bioceânica integra a chamada Rota Bioceânica, que conectará o Brasil aos portos do norte do Chile, atravessando Paraguai e Argentina, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

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Pente-fino

Anvisa fez 33 operações de fiscalização em farmácias que produzem canetas emagrecedoras em 2026

Destas, segundo a agência, 14 foram realizadas em conjunto com a Polícia Federal

19/07/2026 14h30

Divulgação: Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, em 2026, foram realizadas 33 operações de fiscalização em farmácias de manipulação estéreis, que produzem medicamentos injetáveis agonistas do receptor de GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras.

Destas, segundo a agência, 14 foram realizadas em conjunto com a Polícia Federal, e que, em junho, houve uma redução temporária das vistorias por 15 dias para a elaboração de um Procedimento Operacional Padrão (POP), instrumento de aperfeiçoamento metodológico que é parte da rotina de trabalho das áreas responsáveis por fiscalização.

O órgão regulador negou que tenha ocorrido redução na fiscalização no primeiro semestre e disse que breves períodos dedicados a ajustes de procedimentos e processos são parte de seu fluxo de trabalho. "A agência e têm como maior objetivo tornar as inspeções cada vez mais qualificadas, estratégicas e efetivas, direcionando esforços para situações de maior risco sanitário e potencializando a proteção da saúde da população", disse a Anvisa, em nota.

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