Em busca de condições melhores de vida para a sua familia, o africano Iaia Djau saiu de seu pais, a Guiné-Bissau, para encontrar no Brasil um novo lar para poder morar com sua esposa e filhos.
Há cinco anos vivendo e se adaptando a cultura campo-grandense, Iaia pede ajuda para tirar finalmente a sua familia de condições "miseráveis" na África, começando uma nova vida com eles aqui no Mato Grosso do Sul.
Em entrevista para o Correio do Estado, Iaia Djau, 49 anos, que trabalha como Operador de Produção em um frigorífico, relatou os motivos de se mudar para o Brasil, e sua história de perceverança até chegar a Campo Grande.
"Toda a minha vida morei na Àfrica, mas me mudei para cá [Campo Grande] para ter uma melhor condição de vida. Lá na Guiné-Bissau minha vida com a familia era muito difícil, e miserável, porque ultimamente até refeição só dá para ter uma vez por dia", relata Djau.
Iaia trabalhava como vendedor em Bissau, a capital do país, porém só vivendo no Brasil o africano conseguiu ajudar seus três filhos de 15,13 e uma menina de 5 anos, enviando dinheiro do seu salário mensal para sua esposa.
"Eu não quero voltar para Àfrica, quero trazer minha família para cá. Se eu voltar não vou conseguir trabalhar para comprar comida, porque no meu país não têm empresas que contrata pessoas para trabalho", informou.
De acordo com o Iaia Djau, quem puder e quiser ajuda-lo na compra de passagens aéreas para trazer a esposa e os seus três filhos para Campo Grande pode enviar doações através da conta bancária. Agência: 4336-2, Conta corrente: 23953-4.
Ou podem entrar em contato com ele através deste número: (67) 99607- 4142. Iaia também disponibilizou
Família de Iaia Djau que permanece na cidade de Bissau no continente africanoNÃO FOI FÁCIL
O guineense relatou ao Correio do Estado que com a ajuda de um amigo, ele conseguiu sair do continente africano para desembarcar em busca de uma nova vida na cidade de São Paulo, a seis anos atrás.
"Quando cheguei em São Paulo foi morar com amigo na casa dele, morei com ele 3 meses. Depois um amigo brasileiro me mostrou a casa de acolhimento, morei lá até me mudar para Mato Grosso de Sul", disse Iaia.
Quando morava na casa de acolhimento em São Paulo, Iaia foi cadastrado por assistentes sociais no programa Bolsa Família, no qual recebeu 91 reais por mês em um período de um ano e meio, até bloquearem o seu beneficio.
"Também trabalhei vendendo guarda chuva na praça, recebi uma ajuda de um libanês na época, que comprou 20 guarda chuvas com 200 reais, usei o valor para poder mandar dinheiro a família, para eles comprarem comida".
Recebendo pouco como vendedor informal, e comendo refeições apenas no café da manhã e no jantar na casa de acolhimento, Iaia conseguiu uma oportunidade de trabalhar em um frigorífico em Campo Grande, e desde então ele vive em uma casa de aluguel na cidade, sustentando a familia como pode.
"Desde que eu cheguei aqui no Mato Grosso do Sul, estou trabalhando, não recebi qualquer ajuda aqui em Campo Grande. Atualmente eu e a minha família estamos sobrevivendo do meu salário, é por isso que não estou conseguindo juntar o dinheiro para trazer eles ao Brasil", informou Iaia.
Uma passagem na êconomica só de ida da cidade de Bissau para o Aeroporto de Guarulhos, com uma parada em Lisboa(Portugal), está custando em média R$ 10.000.
Para trazer a familia toda de Iaia ao país, sem contar com a viagem até o Aeroporto Internacional de Campo Grande, Iaia irá precisar de mais de R$ 40.000.




