Cidades

FGTS

Agências da Caixa ficam abertas até mais tarde hoje

Somente na primeira etapa 153.615 pessoas receberam os R$ 500 por conta

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Todas as agências da Caixa Econômica Federal de Mato Grosso do Sul estarão abertas, para liberação do saque de até R$ 500 em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No centro de Campo Grande o movimento nas agências era fraco no ínicio da manhã.

O desossador Erick dos Santos Marques, 26, disse que vai utilizar o valor para pagar contas. "Também trabalho com vendas e preciso pagar boletos para pegar os produtos. O dinheiro vai me ajudar a resolver um pouco a situação das contas".

A doméstica Angelina Erculano, 60, também utilizará os R$500 para pagar as dívidas. "Vou usar o dinheiro para ajudar a pagar energia de água, de luz, que mal chega já tem outra. É a primeira vez que venho tentar sacar, veio em boa hora e vai ajudar a completar a renda", afirmou.

O uso do dinheiro por parte dos entrevistados segue os conselhos do economista ouvido pelo Correio do Estado. “Uma dívida destrói a possibilidade de a pessoa evoluir. Pagou a dívida? Se organize para não fazer outras”, disse o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-MS), Thales Souza Campos, que enfatizou que a principal dica para o trabalhador é analisar as suas finanças. 

O pagamento dos recursos começou no último dia 13. O banco fará o depósito automático para quem tem conta poupança na Caixa, seguindo calendário de mês de nascimento. Quem nasceu entre janeiro e abril recebe primeiro. Os próximos a ter acesso ao saque são os nascidos entre maio e agosto, no dia 27 deste mês. Em seguida, no dia 9 de outubro, será a vez os nascidos de setembro a dezembro.

Somente na primeira etapa 153.615 pessoas receberam os R$ 500 por conta (ativa ou inativa) em Mato Grosso do Sul, serão injetados R$ 67.570.376,78 na economia do Estado. Até o fim do períopdo 1.409.860 terão direito a sacar os R$ 500 em MS. Os pagamentos, que começaram esta semana, vão se estender até março de 2020 e no total, vão injetar R$ 537,2 milhões na economia do Estado.

Os clientes do banco que não quiserem retirar o dinheiro têm até 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais divulgados pela Caixa: site, Internet Banking ou aplicativo no celular. Os clientes da Caixa que têm conta corrente podem fazer o pedido de crédito em conta por meio dos canais de atendimento.

Para aqueles que não têm conta poupança na Caixa, aberta até o dia 24 de julho de 2019, ou conta-corrente, o calendário começa no dia 18 de outubro, para os nascidos em janeiro, e vai até 6 de março de 2020, para os nascidos em dezembro.

Em MS

Pai é condenado a 12 anos de prisão por estupro contra a filha

Além dos anos de reclusão, ele terá que pagar R$ 10 mil em indenização por danos morais à adolescente

16/06/2026 11h45

Foto: Divulgação / MPMS

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Um homem foi condenado pela 1ª Promotoria de Justiça de Caarapó à 12 anos de prisão por estupro contra a própria filha, que na época do crime tinha 15 anos. O caso aconteceu na zona rural do município de Juti, localizado à 311 quilômetros da capital. 

De acordo com a denúncia realizada, o réu praticava atos perversos contra a filha e para forçá-la a realizá-los ele fazia ameaças para intimidar a vítima.

Segundo os autos ele a ameaçava dizendo que à mandaria para um abrigo institucional caso não fizesse o que ele queria. 

Para comprovar os abusos, a adolescente vítima dos crimes realizou a gravação de um audio, que após passar por pericia técnica, foi constatado que o pai estava tentando convence-la a realizar atos sexuais, enquanto ela recusava de maneira insistente. 

Após passar por essa tortura durante um mês, a jovem procurou o conselho tutelar do município para relatar a situação e também apresentou a gravação na oportunidade, o conselho prontamente levou o caso às autoridades policiais. 

Na falha tentativa de se defender, o réu negou os fatos e argumentou que a filha estaria mentindo por vingança, porém no entendimento do juíz a versão é isolada e não se sustenta diante das provas apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Diante dos fatos a Justiça acolheu a denúncia do MPMS, condenando o homem por estupro, com o agravante de se tratar de um crime cometido contra a própria filha.

Dessa forma, o réu foi condenado a 12 anos e 9 meses de prisão, que deverão ser cumpridos em regime fechado, além disso foi determinado o pagamento de indenização de R$ 10 mil por danos morais à vítima. 
 

Neuro Complexus

Médicos usam ações judiciais para desviar verba destinada a cirurgias

A atuação proporcionou vantagem econômica indevida de R$ 6,5 milhões aos envolvidos, causando prejuízo aos cofres públicos.

16/06/2026 10h40

Um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão é o The Place, localizado na Avenida Afonso Pena

Um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão é o The Place, localizado na Avenida Afonso Pena Divulgação: Polícia Ciivl

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação "Neuro Complexus", que apura um suposto esquema criminoso de fraudes envolvendo ações judiciais para obtenção de recursos públicos destinados à realização de procedimentos médicos de alta complexidade. 

A atuação coordenada entre médicos, advogada, empresas da área da saúde e um servidor público aposentado, que agia como intermediador, teria proporcionado vantagem econômica indevida de R$ 6.529.208,57, causando prejuízo aos cofres públicos.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava ações judiciais para obter decisões determinando o bloqueio de recursos públicos destinados ao pagamento de cirurgias e procedimentos médicos com valores superiores aos praticados no mercado.

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento destes, foram apreendidos notebooks, celulares, cartões de memória, documentos e R$ 222.050,00 em espécie.

Um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão é o The Place, localizado na Avenida Afonso Pena

As investigações tiveram início após levantamento realizado pelo Núcleo Estratégico da Procuradoria de Saúde da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MS), que identificou um padrão considerado suspeito em ações ajuizadas contra o Estado de Mato Grosso do Sul para custeio de neurocirurgias.

As investigações apontam que os mesmos profissionais da área médica apareciam de forma recorrente nas ações judiciais, atuando na elaboração de orçamentos, realização dos procedimentos e recebimento dos recursos públicos.

Além disso, a partir de 2022, ao menos 40 ações foram ajuizadas pela mesma advogada com pedidos de bloqueio de verbas públicas para a realização de neurocirurgias consideradas urgentes.

Os crimes que estão sob investigação são: formação de organização criminosa, estelionato contra a administração pública, fraude processual e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais sanções de natureza ético-disciplinar.

As equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestro (GARRAS), da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (DERF) atuaram juntas.

No caso da investigada advogada, as diligências foram acompanhadas pela Comissão de Prerrogativas da OAB/MS.

Nomenclatura

O nome da operação faz referência à elevada complexidade dos procedimentos médicos investigados, especialmente neurocirurgias, bem como à estrutura que teria sido articulada entre os envolvidos para obtenção indevida de recursos públicos por meio da judicialização da saúde.

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