Com a publicação dos últimos nove lotes previstos pelo governo estadual, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) concluiu a abertura das licitações para manutenção e conservação das rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul. Somados, os contratos chegam a aproximadamente R$ 2,1 bilhões em valores estimados.
Os novos editais foram divulgados no Diário Oficial desta terça-feira (26) e contemplam as regiões Norte, Oeste, Pantanal e Sudoeste do Estado. Apenas os nove lotes lançados agora representam cerca de R$ 1 bilhão em investimentos.
As concorrências eletrônicas de números 061/2026 e 062/2026 preveem serviços de manutenção e conservação da malha rodoviária pavimentada e não pavimentada, incluindo recuperação de pistas e conservação de estradas estaduais.
Na concorrência 061/2026, foram incluídos os lotes 11, 12, 13 e 14, todos da região Sudoeste. Os valores variam entre R$ 73,1 milhões e R$ 96 milhões.
Já a concorrência 062/2026 reúne os lotes 5, 15, 16, 17 e 18, abrangendo as regiões Norte, Oeste e Pantanal. O maior valor estimado é o do lote 5, na região Norte, com R$ 188 milhões.
As sessões de abertura das propostas estão marcadas para o dia 15 de junho, por meio do sistema eletrônico do governo estadual. Os contratos serão firmados pelo regime de empreitada por preço unitário e terão validade de três anos.
Outros lotes
Antes da publicação desta terça-feira, a Agesul já havia lançado outros nove lotes, que somavam pouco mais de R$ 1,1 bilhão. Entre eles estavam contratos para as regiões Centro, Leste, Nordeste e Sul do Estado.
O pacote começou a ser divulgado na última semana. Inicialmente, quatro lotes totalizaram R$ 446,7 milhões. Dias depois, outros três editais acrescentaram cerca de R$ 302 milhões. Na sequência, os lotes 9 e 10, destinados à região Sul, elevaram o montante para mais de R$ 1 bilhão antes mesmo da divulgação final.
Ao todo, os 18 lotes lançados pela Agesul incluem serviços em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, com foco na manutenção contínua das rodovias asfaltadas e não pavimentadas.
A nova rodada de licitações ocorre semanas após a operação “Buracos Sem Fim”, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que resultou na prisão do engenheiro Rudi Fiorese. Ele deixou o comando da Agesul no dia 12 de maio e é investigado por suspeitas de fraudes em contratos de tapa-buracos relacionados ao período em que esteve à frente da Secretaria Municipal de Obras de Campo Grande.
Antes da operação, Fiorese havia autorizado a renovação de contratos antigos de manutenção rodoviária com a construtora Rial. Um dos aditivos garantiu aproximadamente R$ 9,9 milhões para conservação de estradas na regional de Camapuã, enquanto outro previa R$ 11,5 milhões para manutenção na região de Três Lagoas.
Os contratos antigos vinham sendo prorrogados sucessivamente e agora devem ser substituídos pelos novos contratos licitados pela Agesul.

