Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Agesul lança pacote de licitações de R$ 88 mi 3 dias após eleições

São cinco avisos de licitação, duas em Fátima do Sul, duas em Dourados e uma em Ribas do Rio Pardo, a maior delas está com valor estimado em R$ 65 milhões e prevê melhoria e restauração da MS-276

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Três dias após o término das eleições, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou um “pacote” com cinco licitações em três municípios diferentes do estado, que somam o valor de R$ 88 milhões, sendo a maior delas visando a restauração de um trecho da MS-276, no valor de R$ 65 milhões.

Partindo na ordem crescente de valor, a primeira delas é em Fátima do Sul, com preço estimado de R$ 4.089.836,21. Essa licitação seria para “pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas ruas” do município. A abertura desta licitação acontece dia 25 de novembro, às 8h30.

Seguindo, a segunda de menor valor acontece em Dourados, sob preço estimado de R$ 4.457.144,45, do qual prevê pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais ao Hospital Regional da cidade. A abertura também vai acontecer no final do próximo mês, dia 28 de novembro.

Mais uma, desta vez de novo em Fátima do Sul, a terceira licitação tem como objetivo pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas ruas no Distrito de Culturama. O preço estimado é de R$ 5.512.289,55 e a abertura para propostas vai acontecer no próximo dia 29.

Mudando de cidade, a quarta licitação é para uma “obra de construção de passagem inferior (túnel para travessia de hexatrens), localizada na rodovia MS-338; trecho: entr. BR-060 (Lagoa Sanguessuga) - entr. MS-357” em Ribas do Rio Pardo. Sob valor estimado de R$ 8.780.957,26, a abertura acontecerá dia 26 de novembro.

A última é a mais cara, com preço de R$ 65.254.179,61, e prevê restauração e melhoria de 29,7 km da MS-276, entre a entrada da BR-163, na Vila São Pedro, até o limite entre os municípios de Dourados e Fátima do Sul, que também inclui a ponte sobre o Rio Dourados. A abertura das propostas acontece no dia 27 de novembro.

Todas essas licitações seguirão no critério de menor preço, ou seja, aquela empresa que oferecer o menor valor para feitura do serviço e tiver os documentos necessários aprovados, sairá como vencedora do leilão. Os editais e outros detalhes dessas respectivas licitações estão presentes no site da Agesul e também no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), do Governo Federal.

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PREJUÍZO

Mais três municípios de MS entram para lista de investidores em fundos do Banco Master

Os institutos de previdência de Tacuru, Três Lagoas e Nova Alvorada do Sul aplicaram recursos em fundos imobiliários e rendas variáveis em empresas ligadas à instituição liquidada

07/02/2026 16h30

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 Divulgação: MPC-MS

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Três Lagoas, Tacuru e Nova Alvorada do Sul estão na lista de pelo menos cem regimes de previdência estaduais e municipais que investiram em fundos financeiros ligados ao Banco Master. O levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, cruzou os dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Previdência, revelando as novidades na lista de órgãos públicos que tiveram prejuízo ao aplicar recursos na instituição liquidada pelo Banco Central.

O cruzamento revela que três previdências estaduais e 98 municipais colocaram recursos em cinco fundos de investimento conectados ao banco de Daniel Vorcaro.

Trata-se do fundo de investimento em ações Texas I e os de investimento imobiliário Áquila, Osasco Properties, São Domingos e Brazilian Graveyard & Death Care, todos com participações da família Vorcaro.

Dos três municípios sul-mato-grossenses, Tacuru foi o que mais teve prejuízo. O município do sudoeste do Estado aplicou R$ 2.018.777,00 em renda variável no Texas I Fundo de Investimento em Ações. 

Em segundo lugar das cidades que mais investiram dinheiro da previdência municipal nas empresas de Vorcaro foi Três Lagoas, com um total de R$ 208 mil no Brazilian Graveyard & Death Care Services FII, aplicados em fundos imobiliários. 

A cidade menos prejudicada foi Nova Alvorada do Sul, que também investiu em fundos imobiliários na empresa Brazilian Graveyard & Death Care Services FII, aplicando um total de R$ 56.931,00. Somando os valores dos três institutos de previdência municipal, a perda foi de R$ 2.283.708,00.

Municípios terão que bancar o prejuízo

O Governo Federal, por meio do Ministério da Previdência Social, concluiu que estados e municípios serão os responsáveis finais por cobrir prejuízos em fundos de previdência caso tenham déficits em investimentos feitos em títulos vendidos pelo Banco Master.

Tacuru, Três Lagoas e Nova Alvorada do Sul se juntam aos municípios de Campo Grande, Angélica, Fátima do Sul, Jateí e São Gabriel do Oeste, e terão que arcar com esta despesa.

Servidores da prefeitura de Fátima do Sul foram os mais prejudicados, pois o IPREFSUL tinha R$ 7 milhões aplicados no Master.

Em Jateí, os servidores também apostaram alto nos juros atrativos prometidos pelo Master e pela consultoria financeira Crédito e Mercado. Com aplicação de 6,7% de todas as suas economias no banco, o saldo até o final de setembro era de R$ 2,837 milhões. 

Em São Gabriel do Oeste, o saldo era de R$ 3,430 milhões (4,14% das economias do instituto). Os servidores de Angélica estavam com R$ 2,293 milhões (4,74%) e o instituto de Campo Grande estava com  saldo de R$ 1,413 milhão no final de setembro. Todos estes fundos previdenciários investiram em Letras Financeiras. 

Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande e o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) ingressaram na Justiça com uma ação de compensação de créditos contra o Banco Master S.A

O objetivo era reter valores de consignados por meio do programa Credcesta, que seriam repassados ao banco e compensá-los com créditos que a autarquia previdenciária possui junto à instituição financeira.

Segundo a petição protocolada na Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Comarca de Campo Grande, o IMPCG aplicou em abril de 2024 o valor de R$ 1,2 milhão em uma Letra Financeira emitida pelo Banco Master, com vencimento previsto para 2029.

Em meados de dezembro, o juiz da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos de Campo Grande, Marcelo Andrade Campos Silva, autorizou a Prefeitura e o instituto a reter os descontos na folha de servidores ativos e inativos que seriam repassados ao Banco Master.

O magistrado ainda mandou o banco se abster de cobrar, negativar ou adotar medidas constritivas contra os servidores.

A medida visa compensar a dívida do Banco Master com o IMPCG, que em 2023 investiu R$ 1,2 milhão e tem um crédito de pelo menos R$ 1,4 milhão com a instituição financeira.

Em 2025, mais de 270 pessoas, a maioria composta de servidores do município de Campo Grande, entraram com processo na Justiça contra o Banco Master, alegando dívidas impagáveis e a condição denominada “superendividamento”, resultado dos juros abusivos cobrados pela instituição.

Esta era uma armadilha que levava o servidor a pensar que estava entrando em um crédito consignado, mas, na verdade, estava sacando dinheiro do cartão de crédito, pagando apenas o valor mínimo descontado em seu salário e vendo essa dívida explodir pelo uso do crédito rotativo do Banco Master.

Lei

A lei nº 9.717/1998 obriga União, estados, Distrito Federal e os municípios a cobrirem eventuais insuficiências financeiras, caso faltem recursos para pagamento de benefícios previdenciários. Por enquanto, o Governo Federal entende que não há necessidade imediata de aporte decorrente do caso Master.

Se faltar recursos nos institutos de previdência para o pagamento das aposentadorias e pensões em decorrência do caso Master, esses valores serão de responsabilidade dos Tesouros dos respectivos entes federativos.

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BANQUETE AMARGO

Operação prende homem que ofertava comida e dinheiro para atrair crianças à sua casa

Após ganhar a confiança dos jovens, o suspeito passava a solicitar atos sexuais em troca de valores entre R$ 50 e R$ 100

07/02/2026 16h00

O investigado se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas para cometer os atos criminosos sob o pretexto de prestar auxílio.

O investigado se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas para cometer os atos criminosos sob o pretexto de prestar auxílio. Divulgação: Polícia Civil

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A Polícia Civil, por meio da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Costa Rica, realizou, neste sábado (7) , o cumprimento de mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar em desfavor de um homem investigado pela prática dos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Durante as diligências, foram colhidos indícios que revelaram um cenário alarmante de exploração sistemática. As investigações confirmaram que o suspeito se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas para cometer os atos criminosos sob o pretexto de prestar auxílio financeiro ou alimentar.

O modus operandi consistia em frequentar praças públicas e locais de lazer para observar e selecionar potenciais vítimas. Ao escolher seu alvo, ofertava refrigerantes, bolachas, doces, dinheiro, presentes e convites para ir à sua residência sob o pretexto de oferecer refeições, como churrascos.

Após ganhar a confiança dos jovens, o investigado passava a solicitar atos sexuais em troca de valores entre R$ 50 e R$ 100. Relatórios e escutas especializadas apontam a existência de ao menos seis vítimas, até o momento.

Prisão

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela expedição de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As medidas foram integralmente acolhidas pela Justiça, que autorizou inclusive a quebra de sigilo de dados dos aparelhos telefônicos.

Na manhã deste sábado, as equipes policiais cumpriram com as orden judiciais e prenderam o indivíduo em sua residência, no bairro Buenos Aires. Ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O material apreendido será periciado para auxiliar na instrução do processo penal e identificar possíveis novos vestígios de crimes, como pornografia infantil.

Banquete amargo

O nome da operação reflete o método usado pelo investigado. "Banquete" simboliza a fartura (especialmente carne) oferecida como armadilha para atrair crianças e adolescentes. O "amargo" representa a face sombria por trás das ofertas e a resposta definitiva do Estado, que põe fim à impunidade.

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