Cidades

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Agetran garante 30 ônibus a mais no domingo

Agetran garante 30 ônibus a mais no domingo

ANAHI ZURUTUZA e Silvia tada

01/10/2010 - 00h00
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As linhas de ônibus troncais (interbairros) e para algumas regiões da Capital serão reforçadas no domingo das eleições. Normalmente, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) dispõe de 192 carros para circular na cidade aos domingos; no dia 3 serão 30 a mais que o normal, chegando a 222. Em cada um dos nove terminais terá três veículos a mais para entrar em operação em caso de necessidade, informou o diretor do Departamento Operacional, Luis Alencar Filho.
Linhas que aos domingos não funcionam, como Parque dos Poderes e Chácara das Mansões, terão viagens programadas. Para a região onde estão localizados todos os cartórios eleitorais haverá uma linha com três carros operando, saindo do centro. Para moradores da saída para São Paulo, próximo da Colônia de Férias, serão cinco viagens – as três que normalmente saem do bairro e mais duas extras.
Um carro a mais sairá do Terminal Nova Bahia com destino ao Parque dos Poderes; os bairros Dom Antônio e Parque do Sol também terão um ônibus a mais. “São regiões que receberam grande número de novos moradores, que às vezes não tiveram tempo para transferir seus títulos de eleitor para próximo de suas casas. Portanto, necessitarão do transporte coletivo”, ressaltou Alencar.

Força-tarefa
Para evitar transtornos aos eleitores, a Agetran e a Companhia Independente de Policiamento de Trânsito (Ciptran) prepararam uma força-tarefa para organizar o trânsito em Campo Grande. No total, 70 homens, entre agentes de trânsito e policiais, estarão nas ruas durante o período de votação e, à noite, enquanto estiver acontecendo a apuração.
O major Alírio Vilassanti Romero, comandante da Ciptran, afirma que 40 policiais vão trabalhar no domingo. “Vamos nos concentrar na região central e nas seções eleitorais mais movimentadas, como a Escola Joaquim  Murtinho, na Afonso Pena, no Dom Bosco, no Lúcia Martins Coelho (Rua Bahia)”.
De acordo com Vilassanti, parte dos policiais ficará circulando em dez viaturas, 15 estarão em motocicletas e o restante estará fazendo a orientação dos motoristas nos cruzamentos. “Estaremos em regime de plantão, por isso, se qualquer cidadão tiver alguma reclamação sobre o trânsito em algum ponto da cidade pode entrar em contato com a Polícia Militar que deslocaremos policiais para o local”.
A Ciptran vai, ainda, auxiliar no serviço de escolta do transporte da urnas eletrônicas até o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS) ao término da votação.

POLÍCIA

Desaparecida em Campo Grande, caso 'Ayla' têm alerta nacional em programa dos EUA

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida; qualquer informação deve ser repassada à polícia no 190 ou pelo whatsapp (67) 3323-2508

09/08/2026 09h30

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida,

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida, Reprodução Amber Alert/ e Arquivo Correio do Estado

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Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida,

Vista pela última vez ainda na quinta-feira (06), o caso da bebê de menos de um mês desaparecida em Campo Grande após sua mãe ser supostamente atraída para uma vaga de emprego ganhou alerta e disparo nacional na plataforma "Amber Alert Brasil". 

Programa estabelecido nos Estados Unidos e adotado no País pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o chamado "Amber Alerts" ativa um comunicado especial encaminhado para as plataformas da Meta, que passa a publicar o alerta em um raio de até 160 quilômetros do local de onde o fato foi registrado. 

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida, uma bebê de curtos cabelos castanhos vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (06), na região da rua Francisco Águiar Pimenta. 

Qualquer informação deve ser repassada imediatamente à polícia, através dos telefones 190 ou do whatsapp (67) 3323-2508.

Entenda

Cabe esclarecer que, até o momento, não há uma versão oficial por parte da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável por conduzir a investigação deste caso.

Como bem acompanha o Correio do Estado, a situação passou a ser contada a partir da ótica de um caso de cárcere de uma adolescente e sua irmã, de 17 e 13 anos respectivamente. 

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê chegou a contar que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

Ela cita que essa adolescente teria aceitado cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$100, recebendo autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada de Ayla e da irmã, de 13 anos, que iria ajudar a mãe da bebê durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam.

"Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", afirmou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

Ainda ontem (08), um suposto envolvido chegou a ser preso e ouvido. Localizado em ação conjunta dos agentes da Depca com membros da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras), esse indivíduo seria o proprietário da casa emprestada para esconder a criança. 

 

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caso lívia

Após morte de garota em MS, Discord entra na mira de agência

Menina de 13 anos cometeu suicídio em Naviraí no dia 22 de julho e a morte foi transmitida pela internet

08/08/2026 19h00

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho, na cidade de Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

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