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Campo Grande 40°

Agosto inicia com maior temperatura do inverno, chegando a 38° C em Campo Grande

A partir de quinta-feira, temperaturas começam a se elevar na região central do Estado ultrapassando os 35° C

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Com mais de 30 dias de inverno, a estação tem registrado dias quentes em Mato Grosso do Sul, com médias elevadas acima da esperada para o período. Neste domingo (30), os termômetros chegaram aos 31° C em Campo Grande, amostra do que vem na primeira semana de agosto, onde as temperaturas devem chegar aos 38° C, conforme indica previsão do Climatempo, se consolidando como maior temperatura desta estação até o momento.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para a manutenção das condições devido à permanência de massas de ar seco e quente, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, ações que se tornaram recorrente nas últimas semanas na Capital.

Contribuindo também para a elevação das temperaturas em grande parte do Estado, o centro meteorológico destaca um inverno ainda mais seco do que o habitual, uma vez que as condições chuvosas também se encontram abaixo da média histórica. “A tendência é de diminuição da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%”, frisa o prognóstico meteorológico do Inmet.

Semana

Iniciando na próxima terça-feira (1º), o oitavo mês do ano chega para aquecer ainda mais o inverno sul-mato-grossense, que de acordo com o Climatempo, terá a partir de quarta-feira (2) máximas a partir de 33° C, em Campo Grande. Em elevação, na quinta-feira (3), a temperatura máxima sobe em 1° C, com céu limpo sem possibilidade de chuva, a sensação térmica se aproxima dos 38° C, confirmando que o inverno deste ano não está para casacos e cobertores.

O sábado (5) terá mínima de 22° C e a maior temperatura do inverno 2023 da Capital, com os termômetros marcando 38° C de máxima e sensação térmica de 40° C. A recomendação dos profissionais de saúde é ingestão de líquidos em abundância e evitar atividades físicas em períodos em que o sol esteja mais intenso.

Segunda maior cidade do Estado, Dourados registra mínima de 17° C na segunda-feira (31) e máxima de 31° C. Com temperatura em elevação ao longo da semana, a terça-feira (1º) se repete a previsão, sem possibilidade de chuva.

Contudo, a partir de quarta-feira (2), os termômetros registram aumento nas médias, com mínima de 18° C e máxima de 33° C. No fim de semana as condições climáticas se acentuam e com o calor batendo os 37° C no próximo sábado e domingo.

Na região pantaneira o clima não é diferente, a onda de calor se espalha por Corumbá, com a segunda-feira (31) e terça-feira (1º), registrando temperaturas entre 17° C e 31° C ao longo do dia, conforme indica o Climatempo.

Na quarta-feira (2), as marcas se elevam oscilando entre 18° C e 33° C, subindo 1° C tanto para a miníma como para a máxima. O fim de semana terá máxima de 37° C e minímas entre 19° C e 20° C.

Em Três Lagoas, a segunda e terça-feira será de sol o dia todo, sem possibilidade de chuva, com a temperatura girando entre 17° C e 31° C. A quarta apresenta elevação nas médias, com a previsão apontando mínima de 18° C e máxima de 33° C. Sexta, sábado e domingo seguem tendência de aumento nas temperaturas e calor será de 37°C de máxima.


Recorde de temperatura

Ao cruzar dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a variação de temperatura chega a 4ºC com base de dados de entre e 2023 para Campo Grande. Em Corumbá, Capital do Pantanal, a elevação na temperatura se eleva ainda mais, no mesmo período, subindo para 7°C. Entre 1931 e 1960, em Campo Grande, julho teve temperatura máxima média de 27ºC, enquanto entre 1961 e 1990 foi de 28,1ºC.

Na sexta-feira (24), por exemplo, termômetros marcaram máxima de 31ºC. Já em Corumbá, em julho, de 1931 a 1960, a temperatura máxima média foi de 28ºC, contra 26,9º entre 1961 e 1990 na última semana a máxima atingiu 35ºC.

Execução

Jovem de 19 anos é executado a tiros em garagem de veículos do pai em MS

Vitor Orsini foi atingido por pelo menos três disparos na cabeça; dupla chegou de motocicleta, fugiu após o crime e segue sendo procurada pela polícia.

07/08/2026 19h47

Perícia realiza levantamentos no local onde Vitor Orsini, de 19 anos, foi baleado em Dourados.

Perícia realiza levantamentos no local onde Vitor Orsini, de 19 anos, foi baleado em Dourados. Foto: Divulgação

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Um jovem de 19 anos, identificado como Vitor Orsini, morreu após ser alvo de vários disparos de arma de fogo na tarde desta sexta-feira (7), em uma garagem de veículos localizada na Avenida Hayel Bon Faker, no Jardim Água Boa, em Dourados. Dois homens em uma motocicleta são apontados como autores do ataque e continuam sendo procurados.

O crime ocorreu em frente à Gauchinho Veículos, estabelecimento de compra e venda de veículos seminovos pertencente ao pai de Vitor, situado em uma das principais vias da cidade. Vitor estava na área externa da loja, entre os automóveis expostos, quando a dupla se aproximou.

Conforme as informações apuradas inicialmente pelas forças de segurança, os suspeitos chegaram em uma motocicleta e um deles efetuou diversos disparos contra o jovem. Pelo menos três tiros atingiram a região da cabeça da vítima.

As primeiras informações levantadas durante a ocorrência indicam que uma pistola calibre 9 milímetros teria sido utilizada no homicídio. A confirmação do armamento, no entanto, dependerá dos exames periciais e balísticos realizados durante a investigação.

Após o ataque, os dois homens deixaram rapidamente o local na motocicleta. Até o momento, não há informação sobre a identificação ou prisão dos envolvidos.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram mobilizadas e realizaram os primeiros procedimentos de emergência. Os socorristas chegaram a fazer manobras de reanimação e colocaram Vitor em uma ambulância para encaminhá-lo ao Hospital da Vida.

Apesar dos esforços das equipes de resgate, o jovem não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu antes de dar entrada na unidade hospitalar.

O pai de Vitor estava nas proximidades e entrou em desespero ao encontrar o filho baleado. A movimentação das equipes policiais e de socorro chamou a atenção de pessoas que estavam na região.

Câmeras podem ajudar a identificar dupla

Após o homicídio, policiais militares isolaram a área para preservar possíveis vestígios deixados pelos autores. A Polícia Científica realizou os levantamentos periciais que deverão auxiliar na reconstrução da dinâmica do ataque.

Investigadores da Polícia Civil também estiveram no endereço e começaram a reunir informações sobre os responsáveis pelo crime.

Imagens das câmeras de segurança da garagem e de outros estabelecimentos próximos deverão ser analisadas na tentativa de identificar a motocicleta utilizada e os dois suspeitos.

A motivação do homicídio ainda é desconhecida e será apurada pela Polícia Civil. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a trajetória dos autores antes e depois do ataque e se Vitor já vinha sendo acompanhado pelos criminosos.

Por causa da ocorrência, parte do trânsito na Avenida Hayel Bon Faker precisou ser interrompida temporariamente durante o trabalho das equipes de segurança e perícia, provocando congestionamento na região.

A avenida onde ocorreu o assassinato é uma das principais ligações viárias de Dourados, atravessando diferentes regiões da cidade e servindo como acesso entre a área central e as rodovias BR-163 e BR-463.

Moto usada no crime é encontrada abandonada

No inicio da noite desta sexta-feira, a investigação ganhou um novo elemento após a Guarda Municipal localizar a motocicleta que teria sido utilizada pelos suspeitos durante o ataque.

A Honda Biz vermelha foi encontrada abandonada no fim da Rua Rui Barbosa, na Vila Cachoeirinha, nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto da Sanesul, após uma denúncia.

O veículo havia sido furtado durante a madrugada, por volta das 1h40, na Avenida Marcelino Pires, e pertencia a uma jovem de 22 anos.

A suspeita é de que a moto tenha sido usada pela dupla para chegar ao estabelecimento e fugir após os disparos. O veículo deverá passar por perícia e pode fornecer novos elementos para auxiliar na identificação dos autores, que permanecem foragidos.

As forças de segurança realizam buscas para localizar os dois homens. O caso será investigado como homicídio pela Polícia Civil.

 

Levantamento

Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

Brasileiro consolidou ideia de que o bom pai é o presente no dia a dia

07/08/2026 19h00

Agência Brasil

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Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos. 

A constatação é de estudo do Instituto Nexus. Foram entrevistados 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Um fator que ficou evidente na pesquisa foi a divergência de percepções sobre o papel do pai entre os homens e as mulheres consultadas.

Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres. 

Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um “bom pai” e aponta que 49% da população considera “ser presente no dia a dia” como a principal característica. Em seguida surge educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%). 

A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens. 

A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a caraterística mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

"O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática", avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. 

"O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, acrescenta.

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