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Água radioactiva começa a ser tratada em Fukushima

Água radioactiva começa a ser tratada em Fukushima

ecosfera

18/06/2011 - 00h00
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A luta para conter o acidente nuclear da central japonesa de Fukushima entrou hoje numa nova fase, com o início da descontaminação de enormes quantidades de água radioactiva acumulada nos edifícios dos reactores.

O material resulta da própria tentativa de arrefecer os reactores, depois do sistema normal de refrigeração ter entrado em colapso com sismo e tsunami de 11 de Março no Japão. Neste momento, há cerca de 110 mil toneladas de água radioactiva acumuladas na base dos edifícios dos reactores. A unidade de descontaminação que hoje entrou em funções deverá tratar 1200 toneladas por dia.

Com os níveis de radiação reduzidos, a água será utilizada no sistema normal de arrefecimento, que a Tepco – empresa que opera a central de Fukushima – conta estabilizar dentro de um mês. Com isso, a empresa espera conseguir, até Janeiro, o encerramento “a frio” dos reactores – ou seja, manter a sua temperatura a um nível tal que a água de arrefecimento não ultrapasse os 100 graus Celsius.

O tratamento da água radioactiva é um alívio para a Tepco, que estava a enfrentar dificuldades em armazenar o material contaminado. Uma parte – com baixos níveis de radioactividade – chegou a ser despejada no mar.

Este novo passo, no entanto, está longe de representar o fim dos problemas de Fukushima, palco do pior acidente nuclear desde Tchernobil, em 1986. Além da água, será preciso armazenar e posteriormente tratar lamas radioactivas.

A resolução do problema da água deverá, porém, facilitar o trabalho no interior dos edifícios dos reactores, em zonas hoje de difícil acesso aos funcionários que combatem os efeitos do acidente.

Numa medida paralela, a Tepco está a iniciar a construção de enormes estruturas metálicas que irão envolver os edifícios dos reactores danificados, e sobre as quais será aplicada uma cobertura para reduzir a fuga de material radioactivo. Não será um “sarcófago” – tal como a estrutura de betão construída sobre Tchernobil – mas também envolverá por completo os reactores. O trabalho de montagem está a decorrer fora do perímetro da central, e as estruturas metálicas poderão começar a ser instaladas à volta dos reactores 3 e 4 no final de Junho, segundo um comunicado da Tepco.

SIDROLÂNDIA

Morador se acorrenta a prédio do Ministério Público em protesto por suposta prisão ilegal

Homem está há mais de 24 horas acorrentado, em Sidrolândia, e reivindica imagens de confusão ocorrida na Câmara Municipal

21/02/2024 19h31

Fábio quer que imagens de câmera de segurança sejam anexadas a processo Reprodução

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Morador de Sidrolândia, Fábio Pereira da Silva, 45 anos, se acorrentou ao prédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em protesto contra uma prisão que ele considera ilegal. Ele, que é aposentado por invalidez, já está há mais de 24 horas no local e não é a primeira vez que se acorrenta em forma de protesto.

Fábio foi preso em abril do ano passado, após confusão na Câmara Municipal, que terminou com uma janela quebrada.

Ele chegou ao local para cobrar vereadores sobre assuntos relacionados ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps), local onde faz tratamento psiquiátrico e, segundo a denúncia, teria se exaltado e ameaçado parlamentares, sendo advertido, momento em que iniciou-se uma discussão, que terminou com a janela quebrada.

A Polícia Militar foi chamada e ele foi encaminhado a Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado por ameaça e dano ao patrimônio público, pois funcionários afirmaram que Fábio se jogou contra a janela e depois deu uma cotovelada no vidro.

No entanto, Fábio alega que foi agredido por um vereador e empurrado contra o vidro, que acabou quebrando.

Ele afirma que já solicitou, por diversas vezes, as imagens das câmeras de segurança da Casa de Leis, mas não conseguiu acesso e, por este motivo, decidiu se acorrentar ao prédio do Ministério Público, órgão que fez a denúncia à Justiça, em protesto.

“Ano passado eu fui agredido, fui humilhado verbal e fisicamente na Câmara. Na justiça, brigo pelas imagens e eles não disponibilizam e não cedem. Eu fui agredido e fui empurrado para um vidro e quebrou. Fui preso por dano ao patrimonio público, fui preso ilegalmente e os agressores ficaram livres, soltos, e ainda tive que pagar fiança", disse.

"Só estou brigando por justiça e o processo é lento, só quero provar minha inocência. Por que a promotora não pede imagens das câmeras? Só quero entender porque. O meu protesto é pacifico, tudo dentro da lei, como um cidadão honesto foi preso e o agressor fica livre? Comi o pão que o diabo amassou e o Ministério Público não me atende e me proíbe de entrar no prédio", afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Ele afirma ainda que é inocente das acusações e que, além do Ministério Público, também irá cobrar o Judiciário.

Outro lado

Em manifestação no processo que corre na Justiça, o Ministério Público, autor da denúncia, afirma que Fábio confessou ter quebrado o vidro propositalmente quando interrogado pela polícia. 

No boletim de ocorrência anexado ao processo, consta que Fábio afirmou que a solicitação de servidores para que se retirasse da Câmara lhe causou indignação, além de ter sido empurrado e, no momento de ira, com o cotovelo direito quebrou a janela. 

A versão foi sustentada por funcionários da Câmara e testemunhas, que também relataram que ele sempre vai à Câmara, onde supostamente, ameaça vereadores e desrespeita funcionários. Ele negou as ameaças.

Laudo médico anexado ao processo, assinado pelo médico psquiatra Fábio Coelho Brandão, atesta que Fábio Pereira da Silva é acometido de transtorno depressivo recorrente, com transtornos de personalidade e do comportamento devido a doenças, fazendo tratamento continuo com medicamentos.

Diante disso, a defesa pediu a instauração de incidente de insanidade mental, ante aos fortes indícios de que o acusado possui doença mental grave

Na última segunda-feira (19), o Ministério Público manifestou-se favorável ao pedido da defesa, no sentido de ser instaurado incidente de insanidade mental.

Não há, no entanto, informações sobre as imagens das câmeras de segurança, sendo anexadas ao processo apenas fotos do local.

Protestos

Esta não é a primeira vez que Fábio Pereira da Silva se acorrenta em forma de protesto. Em 2022, ele se acorrentou em um coqueira, em frente ao prédio da Prefeitura de Sidrolândia e disse que só sairia após ser recebido pela prefeita, Vanda Camilo.

Na ocasião, ele reivindicava mais melhorias para a área invadida, conhecida como Acampamento Jatobá, onde reside.

TRAGÉDIA

Médico de MS sofre acidente de carro e logo depois morre em hospital que trabalhava

Vítima seguia pela MS-306 e capotou veículo que conduzia, já perto da cidade de Cassilândia, onde morava

21/02/2024 19h23

O médico Ítalo Trasi, que morreu nesta quarta-feira, em acidente de trânsito Reprodução/rede social

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Morreu num acidente de carro o médico Ítalo Trasi Filho, que atuava na Santa Casa de Misericórdia da cidade de Cassilândia, distante 420 km de Campo Grande. O acidente ocorreu em trecho da MS-306, perto da cidade de Chapadão do Sul, já próximo à cidade onde a vítima morava.

O médico viajava do município mato-grossense Barra do Garças até a cidade de Cassilândia, uma distância de 450 km. Familiares dele disseram que Trasi Filho teria ido até Barra dos Garças pegar o carro, um Honda HRV, justo o veículo que conduzia na hora do acidente.

O Honda não bateu noutro carro. Invadiu a pista contrária, e capotou. No acidente, o corpo do médico saiu do veículo e ele sofreu diversas fraturas. Dali, os socorristas o levaram para o hospital de Cassilândia, onde trabalhava. Não resistiu aos ferimentos e logo morreu.

O médico era casado com uma enfermeira da cidade e tinha três filhos. O corpo dele seria levado para Rondonópolis, no Mato Grosso, onde moram os pais.


 

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