Cidades

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Alta do papel e do dólar pesam no preço do material escolar

Alta do papel e do dólar pesam no preço do material escolar

AGÊNCIA BRASIL

13/01/2014 - 07h15
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A alta do preço do papel, do dólar e a elevada carga tributária são os principais vilões do aumento do preço dos livros didáticos e de material escolar, segundo entidades ligadas ao setor. Em 2013, o dólar subiu pouco mais de 15% em relação ao real, encarecendo os produtos importados. Já o papel, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), aumentou em torno de 12%. Somado a esse cenário, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) aponta a alta cobrança de tributos, que pode chegar a 47% do preço final.

Na hora de comprar, os altos preços são evidentes. Mãe de três filhos, a bacharel em direito Raíres Cunha, chegou a gastar cerca de 20% a mais que no ano passado. O valor pago, relata, deve superar a mensalidade que paga no colégio particular onde os filhos estudam. As compras ainda não terminaram e ela já desembolsou mais de R$ 800. “E isso apenas para um dos filhos”, diz.

De acordo com as entidades do setor, os aumentos têm justificativa. Em relação aos livros, a presidenta do Snel, Sônia Machado Jardim, explica que ainda não foi feito um levantamento do reajuste este ano. “Vários aumentos ocorreram no último ano, causando impacto no custo de produção do livro. Por exemplo, o papel aumentou em torno de 12%, o dissídio da categoria foi 6,40%. Infelizmente, esses aumentos acabaram refletindo no preço do livro”.

Segundo ela, as isenções concedidas ao setor não são suficientes para garantir a diminuição dos preços. Desde 2004, o livro é isento do PIS e da Cofins, inclusive na importação, que variavam entre 3,65% e 9,25%, dependendo do regime tributário da empresa. “No mesmo período, só o reajuste salarial da categoria foi 79,96%, ou seja, o benefício da isenção fiscal teve seu reflexo acumulado ao longo desses dez anos pelo aumento dos insumos”, explica Sônia.

Nos itens de papelaria, como cadernos, canetas, cola, giz de cera, que fazem parte da lista de material dos estudantes, a Abfiae, que reúne marcas como a Faber-Castell, Tilibra e Bic, diz que não é possível padronizar a taxa de aumento. O setor é “bastante pulverizado e os preços variam muito de acordo com a concorrência”, argumenta o presidente da associação, Rubens Passos. Segundo ele, são os tributos que encarecem os produtos.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que a carga tributária responde por 47,49% do preço de uma caneta, por exemplo. No caso de uma régua, a taxa chega a 44,65%, e de um lápis, a 34,99%. A associação acredita que uma redução do PIS e da Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) poderia significar queda de 10%.

O professor da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, e especialista em varejo Roberto Kanter acrescenta outro componente para o aumento: o dólar. A alta da moeda norte-americana tem impacto nos produtos importados do setor, o que nem sempre é fácil de identificar. “Quando vemos na papelaria que um produto é de outro país, é fácil evitar a compra e economizar, mas boa parte dos produtos e insumos é importada pelas indústrias e elas revendem”.

Kanter ressalta que, no início do ano, a demanda cresce e o comércio aproveita para lucrar. “O ano de 2013 não foi bom para o varejo, o empresário aproveita então esse período de maior demanda para aumentar os preços. E nem sempre isso é proporcional ao aumento dos índices. Se um produto custa R$ 0,70, ele arredonda para R$ 1, sem perceber que isso representa um aumento de 40%”.

A dica do professor é fazer uma boa pesquisa de preço e optar por lojas menores, onde se possa negociar preços menores. Raíres Cunha está fazendo a pesquisa e deixou os itens de papelaria para as últimas compras. Ela adianta que na capital federal são encontrados produtos de todo preço. "Achei canetas bem baratinhas e canetas de até R$ 6”.

Veja abaixo a carga tributária sobre o material escolar:

Agenda Escolar: 43,19%
Apontador: 43,19%
Borracha: 43,19%
Caderno Universitário: 34,99%
Caneta: 47,49%
Cola Tenaz: 42,71%
Estojo para Lápis: 40,33%
Fichário: 39,38%
Folhas para Fichário: 37,77%
Lancheira: 39,74%
Lápis: 34,99%
Livro: 15,52%
Mochilas: 39,62%
Papel Pardo: 34,99%
Papel Carbono: 38,68%
Papel Sulfite: 37,77%
Pastas Plásticas: 40,09%
Régua: 44,65%
Tinta Guache: 36,13%
Tinta Plástica: 36,22% 

Campo Grande

Em um mês, só 42 mil dos 228 mil esperados se vacinaram contra gripe

Por conta da baixa procura, um segundo Dia D será realizado em Campo Grande no póximo sábado, dia 25

22/04/2026 12h40

No ano passado a procura pela vacina também ficou abaixo do esperado, atingindo apenas 59% do previsto

No ano passado a procura pela vacina também ficou abaixo do esperado, atingindo apenas 59% do previsto

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Quase um mês depois do início da vacinação, apenas 42 mil das 228 mil pessoas pertencentes ao público-alvo foram vacinadas contra a gripe nos postos de imunização em Campo Grande. E por conta desta baixa adesão, de apenas 18%, um novo Dia D será realizado no próximo sábado, dia 25. 

Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em 2026 foram registrados 287 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 40 confirmações por Influenza e 5 mortes.  De acordo com a própria secretaria, a adesão está sendo "muito abaixo do esperado". No ano passado, menos de 60% das pessoas que faziam parte do público prioritário foi imunizado. 

E, por conta desta baixa adesão, a Sesau anunciou nesta quarta-feira (22) que no próximo sábado será realizado  um novo Dia D de vacinação contra a gripe em Campo Grande — reforçando a mobilização já realizada anteriormente, no dia 28 de março,  quando ocorreu o primeiro Dia D.

A vacinação começou em 26 de março, mas a procura segue aquém do necessário. Paralelamente, tem sido observado aumento na demanda por atendimentos nas unidades de urgência e emergência, impulsionado pela maior circulação de vírus respiratórios, o que pode gerar momentos de superlotação e impactar no tempo de espera.

“Isso é extremamente preocupante, considerando que ainda podemos ter períodos de queda de temperatura, o que tende a agravar o cenário das síndromes respiratórias na Capital”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A orientação é clara: os públicos prioritários devem buscar a vacinação o quanto antes, principalmente aqueles mais vulneráveis às complicações da doença, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.

Grupos prioritários

• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
• Idosos
• Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto)
• Profissionais da saúde
• Trabalhadores da educação
• Forças de segurança e salvamento
• Indígenas e quilombolas
• Pessoas com comorbidades
• Trabalhadores dos Correios
• Caminhoneiros
• Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário

Novo Dia D

Para tentar ampliar a cobertura vacinal, a Sesau abre 27 unidades de saúde no sábado, das 7h30 às 16h45, além de um ponto estratégico na região central, na Praça Ary Coelho, das 8h às 16h.

Para garantir o acesso da população, a vacinação estará disponível em unidades distribuídas por todas as regiões da cidade. No Distrito Segredo, estarão abertas as USFs Paradiso, Nova Lima e Vida Nova. No Imbirussu, participam as USFs Aero Itália, Silvia Regina, Serradinho, Zé Pereira e Albino Coimbra. Já no Bandeira, a vacinação ocorre nas USFs Universitário, Mape, Tiradentes e Cristo Redentor.

No Distrito Lagoa, estarão abertas as unidades Caiçara, Antártica, Vila Fernanda, Tarumã e Santa Emília. Na região Prosa/Centro, a população poderá procurar as USFs Noroeste, Nova Bahia e 26 de Agosto. E, no Anhanduizinho, participam as unidades Alves Pereira, Dona Neta, Anhanduí, Dom Antônio, Paulo Coelho e Los Angeles.

A iniciativa reforça a necessidade de aumentar a adesão da população, especialmente após a mobilização inicial realizada em março.

“No ano passado, a cobertura ficou bem abaixo do esperado, atingindo apenas 59%. Esse cenário nos preocupa e é justamente por isso que reforçamos o chamamento à população com mais um Dia D, ampliando o acesso à vacina para quem mais precisa”, destaca a superintendente.

A Sesau reforça que a vacinação segue disponível durante a semana nas 74 Unidades de Saúde da Família (USFs) e que o engajamento da população é fundamental para reduzir os casos graves e evitar novas mortes por influenza.

(Com informações da assessoria) 

No ano passado a procura pela vacina também ficou abaixo do esperado, atingindo apenas 59% do previsto

Porto Murtinho

Avião é flagrado realizando manobra perigosa próximo a Rota Bioceânica

De acordo com a legislação, sobrevoar sob pontes ou realizar manobras próximo à estrutura é proibido. Informações apontam que avião pertence ao prefeito de Porto Murtinho

22/04/2026 12h30

Avião de pequeno porte é visto sobrevoando sob a ponte da Rota Bioceânica

Avião de pequeno porte é visto sobrevoando sob a ponte da Rota Bioceânica Montagem

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Nos últimos dias uma aeronave foi flagrada sobrevoando sob a ponte da Rota Bioceânica, que liga as cidades de Porto Murtinho, no Brasil, e a cidade de Carmelo Peralta, no Paraguai. A gravação chama a atenção por conta da imprudência do condutor, que poderia ter causado um acidente na obra internacional. 

Nas gravações, é possível observar que a aeronave sobrevoava nas redondezas da ponte, inicialmente passando por cima e próximo às laterais. 

Posteriormente em outra gravação, essa realizada do exterior do avião, mostra o momento exato em que voa sob a ponte da Rota Bioceânica, colocando em risco além de suas vidas, a estrutura da obra e a vida dos trabalhadores que estavam no local. 

As autoridades já estão investigando o caso, para tentar descobrir quando aconteceu o voo e a identidade do piloto, que poderá ser penalizado. 

A legislação brasileira ainda prevê que em casos como este o piloto em questão pode responder por atuação temerária e em caso de condenação, a pena pode chegar a 5 anos de prisão. 

EXPLICAÇÕES 

Graças às filmagens realizadas por passageiros que estavam no interior da aeronave, foi possível identificar o modelo do avião, que é um BEECH AIRCRAFT V35B. 

E o prefeito da cidade de Porto Murtinho, Nelson Cintra, tem uma aeronave com o mesmo modelo registrada em seu nome e terá que dar esclarecimentos sobre quem estava a bordo do avião realizando as manobras perigosas, próximo à ponte. 
 

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