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Alvos de operação da PF custaram mais de R$ 1,1 milhão ao TJMS em setembro

Cinco desembargadores,e um juiz foram afastados de seus cargos, e dois ex-desembargadores também estão na lista de suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção dentro do órgão; salários chegam a R$ 138 mil

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Os alvos da operação da Polícia Federal que investiga possíveis crimes de corrupção no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), custaram R$ 1.175.587,41 ao Poder Judiciário do estado somente no mês de setembro.

Já o valor líquido, ou seja, o valor que os suspeitos embolsaram no mês passado, foi de R$ 954.357,20. Os números são públicos, e estão disponíveis no portal da transparência do TJMS. (Confira a tabela abaixo) 

Salários dos desembargadores

Os cinco desembargadores, que foram afastados de seus cargos na última quinta-feira (24) a pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ), custaram, juntos, R$ 831.947,11 ao Poder Judiciário. O valor líquido recebido pelos magistrados foi de R$ 672.170,21.

Quem recebeu a maior remuneração em setembro foi o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, que embolsou R$ 100.556,86 somado a uma gratificação de R$ 60 mil, totalizando R$ 160.556,86.

Na sequência, aparece o desembargador e presidente do TJMS, Sérgio Fernandes Martins, que recebeu R$ 150.084,68 - já somada a gratificação de R$ 60 mil.

Alexandre Aguiar Bastos recebeu R$ 127.603,77 - valor que também já inclui a gratificação de R$ 60 mil.

Sideni Soncini Pimentel também recebeu gratificação, e a remuneração final foi de R$ 121.927,16.  

E por fim, Vladimir Abreu recebeu R$ 111.997,74 - já somada a gratificação, que também foi de R$ 60 mil.

Salário do Juiz

Já o juiz da primeira instância, Paulo Afonso de Oliveira, tem salário bruto de R$ 108.037,46 e recebeu gratificação de R$ 30 mil. Em setembro, considerados os descontos, o magistrado embolsou R$ 115.809,12.

Salários dos ex-desembargadores

Os ex-desembargadores Divoncir Schreiner Maran e Júlio Roberto Siqueira custaram R$ 205.602,84 ao Poder Judiciário de MS. Além dos salários, eles receberam gratificação de R$ 50 mil no mês de setembro.

Divoncir embolsou R$ 83.403,08 no mês, e Júlio R$ 82.974,00 - ambos os valores já somadas as gratificações.

Confira a tabela:

Relembre

Na última quinta-feira (24), a Polícia Federal deflagou a "Operação Ultima Ratio", que tem como objetivo investigar possíveis crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Foram afastados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) cinco desembargadores, um juiz de primeira instância, um procurador do Ministério Público Estadual (MPE) e um conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE).

Os magistrados da alta cúpula estão suspensos de exercer suas atividades pelos próximos 180 dias, e terão que usar tornozeleira eletrônica. Além disso, estão proibidos de acessar as dependências dos órgãos públicos e de manter contato com outras pessoas investigadas.

Ao todo, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, em diversos locais, como residências de investigados e seus familiares, o prédio do TJMS, a sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o fórum e escritórios de advocacia. Além de Campo Grande, alvos são investigados em Brasília, São Paulo e Cuiabá.

Quase R$ 3 milhões em espécie

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, somente na casa de um dos investigados foram encontrados R$ 2,7 milhões em espécie, além de notas de euro e dólar.

Três anos de investigação

A ação teve o apoio da Receita Federal e é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, deflagrada em 2021, na qual foram apreendidos materiais com indícios da prática dos referidos crimes.

Saiba: A operação foi batizada de "Ultima Ratio", uma referência ao fato de a Justiça ser  o último recurso do Poder Público para parar a criminalidade.

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deságio histórico

Licitação emperra e Sesau segue pagando caro pela limpeza de postos

Prefeitura de Campo Grande liberou nesta quarta-feira R$ 2,82 milhões para empresa de limpeza. Se a licitação estivesse concluída, economia seria de quase R$ 450 mil mensais

08/07/2026 19h30

Contrato com a atual empresa de limpeza das unidade de saúde acabou no fim de março, mas ela segue prestando o serviço em Campo Grande

Contrato com a atual empresa de limpeza das unidade de saúde acabou no fim de março, mas ela segue prestando o serviço em Campo Grande

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Publicação de edição extra do diário oficial da prefeitura de Campo Grande desta quarta-feira (8) reconhece dívida de R$ 2.828.108,08 com a empresa Produserv pela limpeza dos postos de saúde de Campo Grande em maio. 

O contrato com a empresa já acabou, mas a licitação para contratação de novo prestador de serviços está emperrada e por conta disso a Produserv continua fazendo a limpeza interna e externa das unidades de saúde e recebendo valor superior aos que estão sendo liberados para esta empresa. 

Conforme esta licitação, a prefeitura está disposta a pagar até R$ 36.652.707,37 por ano pelo serviço, mas a Produserv, em meio a uma disputa sem precedentes na licitação que começou ainda em fevereiro, reduziu o valor para R$ 26.874.402,94. Isso equivaleria a R$ 2,24 milhões mensais, ou deságio de 26,6%. 

Se o certame tivesse sido concluído, o valor mensal seria quase R$ 600 mil abaixo dos R$ 2,82 milhões que a Produserv acaba de receber pelos serviços prestados em maio. 

Em um pregão realizado no dia 10 de março, cinco empresas mostraram interesse no contrado, que terá validade inicial por cinco anos e pode ser prorrogado por mais dez.

A apresentação de propostas financeiras começou às 08:12 horas da manhã e só acabou às 17:35, ou 9 horas e 23 minutos depois. Neste intervelo foram apresentadas nada menos de 814 lances, sempre para desbancar a proposta dos concorrentes. 

Nesta disputa, a Produserv apresentou a melhor proposta, mas acabou sendo desclassificada dias depois porque não apresentou a documentação exigida. Na sequência, os respsonsáveis pelo leilão chamaram a segunda colocada, a Uniserve, que tem sede em Brasília e que exigia somenete R$ 500,00 anuais a mais que a concorrente. 

Porém, após ser chamada oficialmente, acabou desistindo do serviço alegando que não teria condições de fazer a limpeza dos postos pelo valor inicialmente ofertado. 

Depois disso, foi concovado o terceiro colocado, a Integral Construrora e Empreendimentos. Com sede no Rio de Janeiro, a empresa ainda não apresentou a ducumentação. 

No certame do dia 10 de março ela se ofereceu a fazer a limpeza por R$ 29,9 milhões anuais, o que corresponde a quase R$ 2,49 milhões mensais, um valor de quase R$ 440 mil abaixo daquilo que a prefeitura  liberou para a Produserv nesta quarta-feira. 

A convocação da Integral Construtora ocorreu no último dia 15 de junho e até agora não existe definição de data para que seja divulgada a análise da documentação e o detalhamento da proposta financeira. Caso ela seja contratada, o contrato pode render em torno de R$ 449 milhões ao longo de 15 anos, sem contabilizar os reajustes e aditivos.

URGÊNCIA

No termo de referência da licitação a prefeitura deixou claro que havia urgência para a realização do certame. "Ressalta-se que o atual Contrato nº 83/2020 terá sua vigência máxima encerrada em 01/04/2026. Diante do imperativo temporal e da natureza ininterrupta dos serviços de saúde, torna-se urgente a conclusão do novo processo licitatório para evitar lacunas contratuais que gerariam riscos imediatos à operação de toda a Rede Municipal de Saúde", diz trecho do documento oficial. 

Além disso, alegou que precisa terceirizar o serviço por conta da falta de servidores próprios. "A necessidade da contratação decorre, adicionalmente, da inexistência de servidores efetivos em quantidade e especialidade técnica suficientes na estrutura administrativa para a execução direta dessas atividades operacionais. A terceirização, neste caso, apresenta-se como a solução que garante a eficiência e a especialização exigida pelo ambiente hospitalar, conforme as diretrizes da Lei nº 14.133/2021". justifica a administrção

Apreensão

Perseguição termina com Hilux capotada e apreensão de 274 kg de drogas em MS

Motorista ignorou ordem de parada da PRF na BR-419, perdeu o controle da direção durante a fuga e acabou preso após policiais encontrarem cocaína e skunk escondidos na caminhonete

08/07/2026 19h18

Foto: Divulgação Policia Rodoviária Federal

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Uma perseguição em alta velocidade na BR-419 terminou com uma caminhonete completamente destruída e uma expressiva apreensão de drogas na região de Campo Grande.

Em uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF), foram retirados de circulação 274 quilos de entorpecentes, entre pasta base de cocaína e skunk, droga conhecida como "supermaconha" devido à alta concentração de THC.

A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (8), durante fiscalização de rotina da PRF na rodovia federal. Os policiais deram ordem de parada ao condutor de uma caminhonete Toyota Hilux, mas o motorista ignorou a sinalização e iniciou fuga em alta velocidade, dando início a um acompanhamento tático por vários quilômetros.

Durante a tentativa de escapar das equipes policiais, o motorista perdeu o controle da direção. A caminhonete saiu da pista e capotou diversas vezes antes de parar às margens da rodovia.

O impacto destruiu praticamente toda a estrutura do veículo, que ficou com a carroceria retorcida, rodas arrancadas e graves danos na parte dianteira e lateral.

Após controlar a situação, os policiais iniciaram uma vistoria detalhada na caminhonete. Na carroceria e no interior do veículo foram encontrados dezenas de tabletes de drogas cuidadosamente escondidos.

Ao todo, foram apreendidos:

  • 156 quilos de pasta base de cocaína;
  • 118 quilos de skunk, variedade de maconha produzida com elevado teor de THC e considerada de alto valor no mercado do tráfico.

A carga totalizou 274 quilos de entorpecentes, quantidade suficiente para abastecer diversos centros de distribuição do crime organizado.

Mesmo após o violento acidente, o motorista sobreviveu. Ele recebeu atendimento médico ainda no local e foi encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, onde permaneceu sob escolta policial. Conforme informações divulgadas pelas forças de segurança, o suspeito não sofreu ferimentos graves.

Durante os primeiros questionamentos, o homem confessou aos policiais que havia recebido a carga ilícita em Rio Verde de Mato Grosso e que faria o transporte até Campo Grande, onde a droga seria entregue.

Após receber alta médica, ele será apresentado na sede da Polícia Federal, onde responderá por tráfico de drogas. A caminhonete utilizada no transporte dos entorpecentes também foi apreendida e encaminhada para perícia.

Mato Grosso do Sul segue como principal corredor do tráfico

A apreensão reforça o papel estratégico de Mato Grosso do Sul nas rotas utilizadas por organizações criminosas para o transporte de drogas provenientes da fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

A proximidade com os países produtores faz com que rodovias federais, como a BR-419 e a BR-060, sejam frequentemente utilizadas para o escoamento de cocaína e maconha em direção aos grandes centros consumidores do país.

Somente neste ano, diversas operações da PRF e da Polícia Federal já resultaram em apreensões de centenas de quilos de drogas no Estado, evidenciando a atuação permanente das forças de segurança no combate ao tráfico interestadual e às organizações criminosas.

 

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