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Ambientalistas pedem mais proteção ao Cerrado

Ambientalistas pedem mais proteção ao Cerrado

DA REDAÇÃO

09/11/2013 - 13h50
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O encontro Coalisão Cerrado-Pantanal, organizado pela Rede Rios Vivos, da Organização Não-governamental (ONG) Ecologia e Ação (Ecoa), que começou ontem (08) e segue até terça-feira (12), tem como objetivo debater a preservação dos biomas do Cerrado e Pantanal.

Reportagem publicada hoje no jornal Correio do Estado mostra que grande parte do Cerrado é utilizado para produção agrícola e de lavoura, o que gera muita preocupação entre os ambientalistas.

A bióloga Rose Mary Paes de Araújo sustenta que o Cerrado tem muito poucas áreas preservadas de vegetação original. “São muitas poucas unidades de conservação de uso sustentável no Cerrado. O perfil do Cerrado é de produção, mas temos que ver isso com cuidado, porque além de produzir, também é preciso conservar”.

Esse uso sustentável, conforme a especialista, seria “o aproveitamento dos frutos que o Cerrado produz para que não acabe e seja também uma alternativa de produção de subsistência e de pequenos produtores”. Essa situação é ameaçada pela ampliação dos campos de lavoura, com plantação de grãos, como a soja e também a criação de pastos para a produção pecuária.

Ainda conforme a reportagem, no Centro-Oeste, onde o bioma predomina, há unidades de conservação, que são os Parques Nacionais em Goiás e Mato Grosso, como o das Emas e Viadeiros, no primeiro Estado e o da Chapada dos Guimarães, no segundo. Em Mato Grosso do Sul a única iniciativa nesse sentido é o Parque Estadual Nascentes do Taquari. A matéria é assinada por Lúcia Morel.

INTERIOR

Comitê contra chikungunya arrecada uma tonelada de alimentos em MS

Corpo de Bombeiros de Dourados, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167, é o ponto de coleta oficial e itens como alimentos não perecíveis; água mineral e repelentes são prioritários

09/04/2026 10h48

 Já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros

Já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros Reprodução/Divulgação/Halinno Soares

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Criado através de decreto, o comitê emergencial contra os avanços da Chikungunya em Dourados têm arrecadado alimentos para as comunidades indígenas do município, ultrapassando a marca de uma tonelada de frutas já distribuídas em menos de um mês. 

Liderado pela Casa de Leis de Dourados, o chamado Comitê Emergencial da Reserva Indígena de Dourados (Ceari) é um dos braços do enfrentamento ao avanço da chikungunya. 

Através dele, toda uma rede de apoio foi montada, envolvendo desde voluntários até empresas e instituições em uma "força-tarefa humanitária", frisa a Câmara Municipal local em nota. 

Dados compilados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que, entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026, Mato Grosso do Sul já confirmou um total de 1.764 casos de Chikungunya. 

Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.

Entre as parcerias do Ceari, aparecem nomes como: Mesa Brasil, Batata & Cia e Frutaria Oshiro. Com esse e demais apoios, até o momento, já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, além de 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros. 

Foi feita ainda a distribuição de 180 cestas básicas com o apoio do grupo Legendários e a produção de 300 marmitas por parte da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Missão Solidária.

Das terras indígenas contempladas, as maiores regiões, como Jaguapiru I e II e Bororó I e II, foram contempladas logo no início da ação. É importante esclarecer que o Corpo de Bombeiros de Dourados, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167, é o ponto de coleta oficial do Comitê. 

Além disso, cabe apontar que uma série de itens são considerados como "prioritários", entre eles: 

  • Alimentos não perecíveis;
  • Água mineral;
  • Repelentes.

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

Cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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ABERTURA DE INSCRIÇÕES

Corrida pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça começa em MS

O cargo está vago desde a exoneração do ex-magistrado Ari Raghiant Neto, no final de março

09/04/2026 10h30

Tribunal de Justiça

Tribunal de Justiça Arquivo Correio do Estado

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A corrida pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que pertence à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) e era ocupada pelo ex-magistrado Ari Raghiant Neto começa oficialmente nesta quinta-feira (9).

O edital para o processo de escolha do novo ocupante da corte máxima do Judiciário de Mato Grosso do Sul foi publicado nesta quinta-feira e abriu as inscrições dos candidatos para o fim deste mês.

A expectativa é que a lista sêxtupla para o cargo de desembargador indicado pela OAB-MS seja definida em seção do Conselho Secional do dia 29 de maio. Depois disso, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) deve abrir um novo edital, que a partir dos seis nomes enviados pelos advogados, escolherá três, e os colocará em uma lista que será enviada ao governador Eduardo Riedel (PP), que dará a palavra final.

A lista sêxtupla deve obedecer a paridade de gênero e ter três homens e três mulheres. Na escolha passada, no segundo semestre de 2022, já foi assim.

Tribunal de Justiça José Eduardo Cury é um dos advogados que estão na corrida por uma vaga ao cargo de desembargador

Antes mesmo da publicação do edital, a disputa por uma vaga de desembargador já havia começado. Vários advogados já pedem votos nos bastidores. Alguns nomes são: Walfrido Ferreira de Azambuja Jr, José Eduardo Cury, o “Dadinho Cury”, José Roberto Rodrigues da Rosa e Ewerton de Brito.

Tribunal de Justiça
Ana Carolina Ali também concorrerá ao cargo, ela foi exonerada da função de Procuradora-Geral do Estado

Entre as mulheres, há os nomes da procuradora do Estado Ana Carolina Ali Garcia, que deixou o cargo de procuradora-geral para se candidatar ao Quinto, além de Regina Bezerra e Silmara Salamaya.

Pré-requisitos

Para se candidatar ao cargo de desembargador, os advogados devem seguir os requisitos da Constituição Federal, de acordo com o artigo 94, e o regimento interno do Conselho Federal da OAB, seguindo o Provimento nº 102/2004 e suas alterações:

  • notável saber jurídico: possuir conhecimento das leis e do ordenamento jurídico
  • reputação ilibada: conduta pública e privada ética 
  • não pode ter sofrido condenação disciplinar transitada em julgado (salvo se houver reabilitação)
  • o candidato deverá comprovar o efetivo exercício profissional ininterrupto da advocacia nos dez anos imediatamente anteriores à data de publicação do edital de abertura das inscrições, e, tratando-se de Tribunal de Justiça Estadual ou de Tribunal Federal, concomitantemente, deverá comprovar a existência de sua inscrição, há mais de cinco anos, no Conselho Seccional abrangido pela competência do Tribunal Judiciário
  • membros do conselho da OAB não podem se candidatar enquanto estiverem no cargo ou por um período após a saída (quarentena).
  • estão impedidos de tomar parte do julgamento dos recursos e impugnações, assim como da arguição e votação no processo de escolha dos candidatos, os membros de órgãos da OAB e Institutos dos Advogados, que tenham direito a voz e/ou voto, que sejam cônjuges, companheiros ou parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, de candidato inscrito, ou integrantes de sociedade de advocacia a que esse pertença, como sócios ou associados

Os candidatos e demais interessados podem conferir todas as regras acessando o edital de abertura de inscrição para a lista sêxtupla do quinto constitucional, através do link (clique aqui) ou através do site da OAB-MS.

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