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Ampliação da rede de esgoto na Capital tem efeito na saúde pública e no meio ambiente

Ampliação da cobertura de esgoto em Campo Grande reduz fossas, melhora a saúde pública, protege o meio ambiente e garante água tratada com qualidade cristalina nas estações de última geração

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A busca por soluções práticas para resolver dilemas urbanos complexos é um dos grandes motes no aniversário de Campo Grande. Se a gestão de uma capital exige estratégias robustas de planejamento, muitas das melhorias mais perceptíveis no cotidiano das famílias ocorrem de forma discreta, sob o asfalto, por meio da expansão do esgotamento sanitário.

O saneamento básico em Campo Grande exemplifica como uma intervenção estrutural simplificada na ponta do consumo consegue desencadear impactos profundos na saúde pública, na economia doméstica e no desenvolvimento ordenado da capital de Mato Grosso do Sul.

Gabriel Buim, diretor-presidente da concessionária Águas Guariroba, aponta que o serviço de abastecimento de água potável já está universalizado na capital. Ele detalha que, em termos de saneamento básico, o município já alcançou um nível de atendimento expressivo. “Infraestrutura de esgoto, a gente tem hoje 94% de cobertura de esgoto. A gente está chegando a 90% de atendimento da população, que é um marco muito significativo”, detalha. Atualmente, o município contabiliza cerca de 420 mil ligações de água ativas e 380 mil ligações de esgoto.

Para alcançar o patamar definitivo de universalização, o planejamento da concessionária prevê a execução de mais 40 mil novas conexões de esgoto até 2028. Esse avanço final exigirá obras maiores e mais complexas. Buim explica o planejamento para essa reta final. “Nos próximos anos, a gente quer chegar a 98% de cobertura, com as obras mais complexas”.

Diretor-presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim Diretor-presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim (Foto: Marcelo Victor)

Ele acrescenta que, enquanto no período recente as intervenções eram pontuais nas ruas dos bairros, o foco nos próximos anos se volta para projetos de grande porte. “Atualmente, estamos fazendo um trabalho pontual, porém, significativo, em vários bairros de Campo Grande. Mas no ano que vem, vamos fazer intervenções em lugares como a Avenida Ernesto Geisel, perto do Jardim Seminário”, explica. “Então, a gente vai começar a chegar agora nas obras de grande porte, que são esses interceptores, os coletores para dar escala no crescimento da cidade”.

Entre os projetos previstos estão intervenções na Avenida Ernesto Geisel e a ampliação de um coletor de 1.000 milímetros voltado para a região do Seminário.

Adesão

Do ponto de vista prático do morador, a adesão à rede de esgoto funciona sob uma lógica de extrema simplicidade. A concessionária realiza a instalação da tubulação pública e deixa o ramal de ligação pronto e disponível na calçada do imóvel.

Buim destaca que o processo interno para o cliente é direto. “É só ele ligar. Geralmente, as casas mais novas de Campo Grande que não tinham acesso a esgoto, o morador deixava a fossa na frente da casa. Depois que a rede passa na via, é só tubulação e ligar”.

Essa facilidade de transição ajuda a explicar o alto índice de adesão na cidade, que varia entre 97% e 98% assim que a infraestrutura passa a estar disponível na rua.

O impacto financeiro dessa mudança é sentido de forma imediata pelas famílias de menor renda. Gabriel Buim exemplifica essa realidade com base em atendimentos realizados no Bairro Cristo Redentor, na periferia da capital, onde os moradores sofriam com os gastos constantes para manter as antigas fossas funcionando. Ele exemplifica um caso em que o morador apelou pela chegada da rede sob a justificativa de economia imediata. “Ele me dizia que não aguentava mais pagar R$ 300 a cada duas semanas para limpar a fossa da casa dele”.

Em contrapartida, com a chegada da tubulação de coleta, o custo cai sensivelmente. “Uma conta de esgoto de uma residência que consome 10 m³ vai ser R$ 100, R$ 120. Para manter a fossa devidamente limpa, ele estava pagando R$ 300 a cada 15 dias”, compara.

Capacitação

Para acelerar esse processo de ligação interna e ainda gerar oportunidades de emprego locais, a concessionária desenvolveu projetos de capacitação em parceria com o Senai. A empresa envia carretas de treinamento a bairros que estão recebendo rede nova, como o Itamaracá, para treinar moradores locais.

Nesses cursos práticos, os participantes aprendem a fazer a conexão residencial de esgoto e saem certificados. De acordo com o presidente da concessionária, “o morador, no fim do dia, ele também está tendo um ganho ali, porque ele está saindo com diploma, com certificado do Senai para poder trabalhar depois como pedreiro”.

Menos fossas, mais saúde

A substituição de fossas pela rede de esgoto reflete diretamente em um dos maiores gargalos da administração municipal: a saúde pública. Para detalhar essa correlação de forma científica, a Águas Guariroba divulgou um estudo abrangente elaborado em cooperação com o governo do Estado. O levantamento cruzou os dados geográficos da expansão da rede de esgoto com os registros de atestados médicos protocolados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Buim ressalta a profundidade do levantamento ao apontar que “o estudo pega direto a quantidade de internações relacionadas a doenças de veiculação hídrica. Pega também a assiduidade do trabalhador e quanto de renda vai gerar nos próximos 10 anos após a universalização”. Ao cruzar as informações, a concessionária e o governo obtiveram resultados claros: “Pega tudo de atestado protocolado no INSS e cruza com a cobertura da rede de esgoto. Onde tem esgoto, você vê que tem menos afastamentos por doenças hídricas”. Essas doenças incluem diarreia, leptospirose e dengue.

Controle de pragas urbanas

Outro desdobramento direto da desativação das fossas domésticas e da canalização correta do esgoto é o controle de pragas urbanas. Com a rede pública, a presença de ratos nas moradias diminui consideravelmente, uma vez que “o rato não tem mais o sumidouro e a fossa para entrar. O esgoto é fechadinho, o rato não consegue entrar”.

A substituição das fossas tradicionais também interfere na questão dos escorpiões, um tema que gera preocupações frequentes entre os moradores. “Na fossa tem barata e um monte de sujeira”, explica. 

Estações

Toda a infraestrutura de tubulações subterrâneas requer estações de tratamento robustas e modernas para processar os resíduos coletados. Atualmente, Campo Grande opera com três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e planeja a construção de uma quarta unidade, denominada ETE Coqueiro, voltada para atender especificamente à bacia de expansão da região noroeste. Recentemente, a concessionária colocou em operação a ETE Botas para atender a região do Nova Lima.

Contudo, o principal destaque tecnológico e financeiro da Capital estará na completa reformulação da ETE Los Angeles, que se consolidará como “um dos maiores investimentos em saneamento do País”. A obra, estimada em cerca de R$ 400 milhões, adotará a tecnologia de ponta Nereda. Gabriel Buim destaca que “vai ser o maior sistema Nereda do País”, com uma capacidade de tratamento projetada para atingir patamares inovadores.

A tecnologia elevará de forma significativa a qualidade do tratamento da água devolvida à natureza. Hoje, o nível de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) na ETE Los Angeles é de 90 miligramas por litro, mas, com a nova operação, cairá drasticamente. “Com esse novo sistema, vai sair a 10 mg/l. Vai sair água praticamente cristalina”.

campo grande

Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e organização barra campanha política

Evento começou debaixo de chuva, mas precipatações deram uma trégua e público aumentou; politicos que levaram bandeiras foram orientados a guardá-las

26/08/2026 17h00

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Paulo Ribas

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A tradicional Marcha para Jesus reuniu milhares de fieis na tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. O evento começou com chuva, mas as precipitações deram uma trégua e o público aumentou ao longo da tarde. Políticos que tantaram usar o evento para campanha foram barrados pela organização.

A organização, Polícia Militar e Guarda Municipal não deram estimativa oficial do número de participantes, que passou da casa do milhar.

O evento começou às 13h, ainda sob chuva, na Praça do Rádio Clube, onde houve a concentração e show com a banda nacional Get Worship e outras três regionais. Com capas e guarda-chuvas, cerca de 400 pessoas acompanharam o início da Marcha.

O organizador do evento, presidente do Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande (Consepacg), Apóstolo Gladiston Amorim, disse que a expectativa era reunir, ao todo, cerca de 40 mil pessoas, contando as que participaram da concentração, da marcha, e as que esperavam no Parque das Nações Indígenas, onde será o encerramento e que, segundo ele, é onde há a maior concentração de público.

No entanto, com a instabilidade do tempo, a expectativa de participação foi reduzida. "Com a mudança no tempo, provavelmente vai diminuir esse número, mas isso não é problema, não dá para saber", disse.

O evento reuniu ainda alguns políticos, como a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na abertura, e o governador Eduardo Riedel (PP), no encerramento, além de alguns candidatos a deputados estaduais e federais.

Alguns chegaram a levar bandeiras e material de campanha, mas foram orientados pela organização a guardarem por não ser local para campanha. Não foi informado quais foram os candidatos advertidos, mas entre eles está Giselle Marques (PT), que concorre a deputada federal.

A prefeita disse a Marcha já é histórica e que neste ano, a chuva foi benção. "Campo Grande recebe não só uma palavra, mas recebe também homens e mulheres que oraram até aqui para que a cidade seja cada dia mais abençoada. Quero louvar a Deus pela vida de cada pessoa que se levantou em oração nesse período, em especial no dia de hoje, onde a marcha acontece mesmo com chuva, mas trazendo bençãos para as famílias da Capital e para a cidade", disse.

O pastor explicou que apesar de ser um movimento do segmento evangélico, a Marcha é aberta ao público em geral.

"Esse é um evento que a gente tem só uma vez por ano, é um evento que acontece não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo, milhares de cidades realizam a Marcha para Jesus, que é uma celebração da nossa fé, é um culto de adoração a Cristo Jesus. Cada igreja, seja evangélica ou católica, nós nos reunimos para cultuar o nosso Senhor, mas uma vez nós saímos da igreja para cultuar em ambiente público em unidade, então esse é um evento de união do corpo de Cristo, para adorar nosso Senhor", acrescentou.

Chuva não desanimou

A massoterapeuta Kelly Martins participou do evento e disse que os cristãos devem mostrar ao mundo a importância de louvar a Deus, além de também ir ao local para prestigiar a sua igreja, a Igreja Evangélica Irmãos Menonitas .

"A chuva não desanimou, tudo o que vem Deius é bem-vindo, se Ele quis assim, a gente tem que glorificar", disse.

A estudante Ana Clara Martins também enfrentou a chuva. Ela, que não conseguiu ir a Marcha para Jesus no ano passado por estar trabalhando, afirmou que sentiu no coração que deveria prestigiar a edição deste ano.

"Esse ano, mesmo com a chuva, eu senti no coração que eu devia estar aqui para louvar a Deus independente do tempo, por tudo o que Ele faz para a gente, não importa se está sol ou está chuva, Ele está sempre do nosso lado cuidando de nós, então nada mais justo do que estar aqui independente do tempo", afirmou.

Por volta das 16h, já sem chuva,  os fieis saíram da Praça do Rádio Clube e iniciaram a marcha, rumo ao Parque das Nações Indígenas, acompanhando trio elétrico, onde havia show e pregação ao longo do caminho. Com a trégua nas chuvas, o público aumentou.

Os fiéis seguiram pela Avenida Afonso Pena e pararam em frente ao Paço Municipal para fazer uma oração pela cidade e pela gestão municipal, continuando a marcha em seguida. 

No Parque das Nações Indígenas, foi montado um palco onde a programação segue até 21h. Estão previstos shows com John Dias e Maria Marçal e outras três regionais, além de uma palavra do Apóstolo Luiz Hermínio.

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube

Direitos autorais

Justiça barra repertório musical às vésperas do Festival de Inverno de Bonito

Por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad, decisão judicial proíbe músicas protegidas

26/08/2026 16h00

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano Foto: Reprodução

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A Justiça determinou a proibição e a suspensão da execução pública de músicas e fonogramas protegidos por direitos autorais durante o 25º Festival de Inverno de Bonito 2026.

A decisão liminar, expedida pela 2ª Vara da Comarca de Bonito, atende a um pedido incidental de urgência do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Apesar da restrição ao repertório musical, a organização do festival confirmou que a abertura oficial está mantida para as 20h desta quarta-feira (26).

De acordo com o magistrado Ronaldo Gonçalves Onofre, o município de Bonito e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) devem se abster de promover ou viabilizar a execução de obras musicais e lítero-musicais enquanto não comprovarem o licenciamento junto ao Ecad.

A medida também autoriza a presença de fiscais técnicos do Ecad no evento para monitorar o cumprimento da ordem. Caso a regularização seja apresentada nos autos do processo, a proibição é derrubada automaticamente. O juiz manteve ainda uma multa cominatória em caso de descumprimento.

O próprio despacho do juiz esclarece que a decisão não cancela o Festival de Inverno de Bonito 2026. O evento pode prosseguir normalmente com todas as atividades que não envolvam o uso de músicas protegidas e sem autorização.

Na prática, palestras, peças teatrais sem trilha protegida, exposições de artes visuais e a gastronomia operam sem restrições.

A Fundação de Cultura de MS tentou argumentar no processo que estava em negociações administrativas com o órgão de arrecadação, incluindo mediações por meio da Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (CASC/PGE-MS).

Apsar das alegações, o juiz Ronaldo Gonçalves Onofre destacou que tais providências revelam intenção de regularização, mas não equivalem ao licenciamento exigido pela legislação autoral. Oficiais de Justiça foram acionados para intimar os envolvidos com urgência devido ao início imediato do festival.

Programação 

A cerimônia oficial está prevista para as 20h, no Palco Sol. Antes, às 18h30, o Balé Municipal de Bonito e a Cia. Juvenil de Bonito apresentam o espetáculo “Luma”.

Depois da abertura, o Corpo de Dança Sesc MS apresenta “Te Amo”, às 20h30. No Palco Lua, DJ Mixxel toca a partir do mesmo horário e, às 21h, entra a Orquestra Jovem Sesc MS.

A programação segue com Karla Coronel, às 21h10, no Palco Sesc Estrela, e com a Cia. Selma Azambuja, que apresenta “Diálogo”, às 21h40, no Palco Sol.

Às 22h, o Grupo Municipal de Porto Murtinho apresenta o Touro Encantado. O show Canta Bonito começa às 22h30 e DJ Fred Canhão fecha a programação do Palco Lua, a partir das 23h30.

Shows principais

 Ferrugem está na programação de quinta-feira (27), com apresentação prevista para as 22h30, no Palco Lua.

Na sexta-feira (28), quem ocupa o mesmo palco e horário é Léo Foguete. A programação do dia também inclui atrações locais e regionais, apresentações de dança, teatro, DJs e atividades espalhadas por diferentes espaços de Bonito.

Seu Jorge é a principal atração musical de sábado (29). O cantor tem show previsto para começar às 22h30, também no Palco Lua.

O festival termina no domingo (30). Entre as atrações previstas para o último dia está a dupla Humberto e Ronaldo, com show das 21h30 às 23h.

Além dos shows, a programação dos cinco dias inclui atividades de gastronomia, artesanato, moda, literatura, cultura geek, dança, circo e artes visuais.

A identidade desta edição usa o udu-de-coroa-azul e o conceito “A Arte que Voa Alto, Pousa em Bonito”.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

  • 15h – Contação de história “Zeca Bigode e Tio Manoel”
  • 16h – Início das atividades do roteiro cultural
  • 17h – Live painting com Anelise Godoy
  • 17h30 – “Os Saltimbancos”, no Palco Sol
  • 17h30 – Cortejo de abertura, com saída da Prefeitura
  • 18h – Abertura do Lounge Geek-Literário e espaços de artesanato
  • 18h30 – Espetáculo “Luma”
  • 20h – Abertura oficial
  • 20h30 – Espetáculo “Te Amo” e DJ Mixxel
  • 21h – Orquestra Jovem Sesc MS
  • 21h10 – Karla Coronel
  • 21h40 – Espetáculo “Diálogo”
  • 22h – Touro Encantado
  • 22h30 – Canta Bonito
  • 23h30 – DJ Fred Canhão

 

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