Cidades

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Justiça nega recurso e Ana Hickmann terá que pagar R$ 30 mil a jornalista de MS

Apresentadora e o ex-marido foram condenados por expor que o jornalista seria responsável por ameaças a ela, o que não ficou provado

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A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou, por unanimidade, recursos contra a sentença que condenou a apresentadora Ana Hickmann, seu ex-marido, Alexandre Correa, e a assessora Fabiana Valier Kaminski ao pagamento de R$ 30 mil de indenização por danos morais a um jornalista de Mato Grosso do Sul.

Em abril do ano passado, a Justiça condenou o trio ao pagamento de indenização por danos morais , além do pagamento de danos materiais por terem acusado o jornalista de divulgar CPF de Ana e ameaça-la nas redes sociais.

A ação que tramitou na 14ª Vara Cível de Campo Grande e ambas as partes recorreram, sendo a apresentadora contra a sentença de condenação e o jornalista contra o valor estipulado, pois ele pedia R$ 3 milhões. 

A 5ª Câmara Cível negou todos os recursos, mantendo a decisão de primeiro grau, em razão da divulgação indevida e prematura de que o jornalista seria o autor de ameaças contra a apresentadora. 

Os desembargadores consideraram que a exposição da personalidade do rapaz ao julgamento público violou sua honra e intimidade.

Para o relator do processo, desembargador Geraldo de Almeida Santiago, a sentença deveria ser mantida, pois o caso trata da colisão entre o princípio da liberdade de expressão e informação e o princípio da proteção da esfera privada.

No caso em questão, “o direito à liberdade de expressão foi exercido de forma desarrazoada, causando danos à imagem, honra e intimidade do autor, de forma que é cabível a indenização pelos danos causados, já que ele indubitavelmente sofreu danos morais”.

O voto do magistrado foi acompanhado pelos demais desembargadores. O acórdão que confirmou a sentença de 1º grau foi publicado no Diário da Justiça de segunda-feira, dia 17 de março. O processo tramitou em sigilo.

Briga judicial

O processo foi ajuizado em 2011, na comarca de Campo Grande, quando o homem ainda era estudante de jornalismo.

O homem morava em Sonora e havia acabado de tomar posse em concurso público para escriturário de um banco.

Segundo o processo, na ocasião, o rapaz foi surpreendido pela ligação de uma colega de faculdade e de um professor sobre uma acusação veiculada na mídia, que apontava que ele seria o administrador de um perfil no Twitter - atual X - responsável por ameaçar de morte e divulgar o CPF da apresentadora na rede social.

O caso foi inicialmente noticiado por um famoso site de fofocas que, na matéria, citava nominalmente o jornalista e dizia que ele se utilizou de sua função na instituição bancária para conseguir dados confidenciais da apresentadora.

Depois, a notícia foi reproduzida em aproximadamente 53 sites, com o acréscimo da foto do jornalista, que, nesta época, já exercia a função de estagiário em emissora de TV.

Posteriormente à ampla divulgação, a notícia foi retificada pelo site de fofocas, com a remoção da identidade do homem.

No entanto, como já havia sido exposto e muita gente não viu a retificação, o rapaz foi atrás de seus direitos.

Ele registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Sonora, assim como Ana Hickmann, que também formalizou denúncia na mesma delegacia.

Além disso, o jornalista entrou com um processo, pedindo indenização por danos morais e materiais, além de desagravo público por meio da leitura de uma carta em rede nacional durante o período de trinta dias, considerando que as acusações de assédio, ameaça, entre outros crimes, foram supostamente baseadas em um relatório técnico elaborado por um sistema a pedido da apresentadora, do ex-marido e da ex-assessora.

Condenação

Em abril de 2024, o juiz Marcus Vinícius de Oliveira Elias, da 14ª Vara Cível de Campo Grande, condenou a apresentadora, o ex-marido e a assessora.

Segundo o magistrado, o sistema utilizado por Ana para elaborar o relatório técnico utiliza informações acessíveis a qualquer usuário da rede e a própria empresa afirma que o relatório apenas traz um histórico documental dos acontecimentos armazenados em seus serviços.

Portanto, foi considerado que não tem caráter conclusivo, pois não apresenta qualquer fundamento expresso, além de deixar de apurar outras possibilidades de autoria, que foram suprimidas sem quaisquer justificativas.

"Consequentemente, o relatório carece de confiabilidade suficiente e não tem o condão de concluir quem foi o autor das ameaças, pois não apresenta o IP ou ID do computador/conta que enviou as mensagens, tendo utilizado apenas uma pesquisa de termos públicos", diz nota do TJMS.

Além disso, também foi levado em conta que a rede social não pode obter o endereço de IP e rastrear a conta responsável pelo envio das mensagens, uma vez que os dados não estão disponíveis no servidor e que a conta foi apagada à época dos fatos, em 2011.

“A real autoria das ameaças veiculadas na internet somente poderia ser descoberta por meio de investigação policial, com rastreio do registro do usuário (IP) nos servidores das redes sociais, seguido de uma pesquisa junto aos provedores de internet para localizar a máquina específica que enviou as mensagens", disse o juiz.

"No entanto, o que se tem são meras pesquisas de palavras-chave que não elucidam os fatos. Também não se realizaram pesquisas acerca da possibilidade de o possível autor dos fatos ser morador de Santa Cruz do Sul – cidade em que o requerente nunca residiu”, acrescentou.

Laudo pericial anexado ao processo concluiu que não havia elementos técnicos suficientes que permitissem assegurar que o jornalista era o proprietário e usuário da conta que proferiu ofensas e ameaças à apresentadora.

Por outro lado, foi considerado que a divulgação do nome completo do jornalista, mesmo que por algumas horas, "ligado a uma pessoa pública de fama nacional, produz o espraiamento rápido e incontrolável da informação, que passa a ser comentada em outros meios e em redes sociais, tomando proporções que saem do controle do responsável pela postagem”.

Dessa forma, o magistrado concluiu que que não era mais possível obter uma resposta conclusiva quanto à veracidade das informações, pois nenhuma das investigações feitas à época definiu a autoria das ameaças, seja em sede policial, particular ou nos autos.

"Logo, trata-se da divulgação indevida e prematura do requerente como autor de mensagens com ameaças contra uma pessoa pública, expondo sua personalidade ao julgamento de uma infinidade de pessoas, o que viola sua honra e intimidade", conluiu a decisão.

INFRAESTRUTURA

Rota da Celulose inicia atendimento com 56 veículos em rodovias de MS

Frota conta com ambulâncias, guinchos e veículos de inspeção para atender motoristas em 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais

26/10/2026 12h58

Nova frota da Caminhos da Celulose começa a operar nesta segunda-feira (26), com 56 veículos destinados ao atendimento de ocorrências nas rodovias de Mato Grosso do Sul

Nova frota da Caminhos da Celulose começa a operar nesta segunda-feira (26), com 56 veículos destinados ao atendimento de ocorrências nas rodovias de Mato Grosso do Sul Marcelo Victor

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A concessionária Caminhos da Celulose iniciou, nesta segunda-feira (26), a operação de 56 veículos destinados ao atendimento de motoristas que trafegam pela Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul. A estrutura contempla 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais e reúne ambulâncias, guinchos, caminhões de apoio e equipes de inspeção, com o objetivo de ampliar a segurança e agilizar o atendimento de ocorrências.

A frota foi apresentada durante cerimônia que contou com a presença do governador Eduardo Riedel (PP) e representantes da concessionária. Os veículos serão utilizados nos trechos das BR-262 e BR-267, além das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, que integram um dos principais corredores logísticos do Estado.

Entre os 56 veículos disponibilizados estão 13 ambulâncias de resgate, sendo uma totalmente elétrica, 13 guinchos leves e seis pesados. Os equipamentos serão utilizados em atendimentos pré-hospitalares, remoção de veículos envolvidos em acidentes e liberação de pistas.

A estrutura também inclui cinco caminhões-pipa, destinados ao combate a incêndios e outras demandas operacionais, além de cinco veículos com equipamentos de guindauto e do tipo boiadeiro, utilizados na movimentação de cargas e no transporte de animais.

Outros sete veículos serão responsáveis pela inspeção das rodovias, com a identificação de problemas que possam comprometer a segurança dos motoristas. A frota é completada por sete veículos de supervisão operacional, que atuarão no acompanhamento e na coordenação dos serviços.

Além da ampliação da frota, a concessionária incorporou equipamentos tecnológicos para auxiliar as equipes durante os atendimentos.

Entre os recursos estão câmeras corporais, conhecidas como body cams, capazes de transmitir imagens em tempo real ao Centro de Controle Operacional (CCO). O sistema permite que as ocorrências sejam acompanhadas à distância, inclusive com orientação médica aos profissionais que estiverem nas rodovias.

As ambulâncias também contam com equipamentos elétricos de resgate, que facilitam a atuação das equipes, e desfibriladores externos automáticos (DEA), utilizados em emergências cardíacas.

Segundo o presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, a incorporação dessas tecnologias busca reduzir o tempo de resposta e melhorar a assistência prestada aos usuários.

“Estamos incorporando tecnologia à operação para ampliar a capacidade de resposta das equipes e aprimorar o atendimento aos usuários. As câmeras corporais permitem acompanhar as ocorrências em tempo real e orientar os profissionais em campo, enquanto os equipamentos elétricos de resgate oferecem mais mobilidade durante os atendimentos”, afirmou.

Segurança e investimentos

Durante a cerimônia, o governador Eduardo Riedel destacou que a estrutura de monitoramento também poderá contribuir para as ações de segurança pública em Mato Grosso do Sul, por meio do compartilhamento de informações e da integração de dados.

Segundo ele, a instalação de câmeras e o uso de tecnologias de monitoramento nas rodovias representam ferramentas importantes para o enfrentamento à criminalidade, especialmente diante da necessidade de integração entre diferentes órgãos de segurança.

Riedel também relacionou a concessão ao crescimento econômico de Mato Grosso do Sul e à expansão da indústria de celulose, que tem provocado mudanças na dinâmica de municípios da região leste do Estado. 

O governador citou Ribas do Rio Pardo como exemplo das transformações decorrentes dos investimentos industriais, com crescimento populacional e aumento da demanda por infraestrutura e serviços públicos.

Para ele, o desenvolvimento econômico precisa ser acompanhado por melhorias na malha rodoviária, capazes de garantir segurança tanto para os moradores quanto para o transporte de cargas. 

Durante o pronunciamento, Riedel ressaltou que os investimentos previstos nas  concessões incluem não apenas a recuperação das pistas, mas também obras de duplicação, implantação de terceiras faixas, acostamentos e melhorias na sinalização. 

O governador reconheceu ainda a expectativa da população pela execução dessas intervenções, mas destacou a necessidade de cumprir as etapas de planejamento e implantação dos projetos.

Nesse contexto, defendeu a participação da iniciativa privada na modernização da infraestrutura, acompanhada por mecanismos de fiscalização e regulação.

“A gente precisa continuar trabalhando para o Mato Grosso do Sul e para as pessoas que estão aqui”, afirmou Riedel, ao defender a continuidade dos projetos de infraestrutura independentemente das disputas políticas.

O governador também mencionou os desafios enfrentados na MS-040, onde problemas estruturais em uma ponte provocaram a interrupção do tráfego. Segundo ele, a situação exige intervenções para garantir a segurança dos usuários, mesmo diante dos transtornos causados pela interdição.

Ao comentar o início da operação da nova frota, Riedel reforçou o compromisso do governo estadual com a execução das melhorias previstas no contrato de concessão.

“Estamos celebrando hoje um novo momento, mais um passo dado. Podem esperar o nosso comprometimento com o sucesso do projeto, que é o sucesso do sul-mato-grossense. Todos temos um objetivo em comum, cada um com a sua parte, e honrando o compromisso assumido na assinatura do contrato”, declarou.

Rota da Celulose

A entrada em operação dos novos veículos ocorre paralelamente aos trabalhos de recuperação do pavimento, reforço da sinalização e implantação de estruturas de atendimento aos usuários.

Administrada pela Caminhos da Celulose, a concessão abrange 870,3 quilômetros de rodovias nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul.

O corredor reúne trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, importantes para o transporte de cargas, o deslocamento da população e o escoamento da produção industrial e agropecuária.

Infraestrutura

Duplicação da BR-262 está prevista para começar em 2027

Trecho de 100 km será entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo

26/10/2026 12h49

Da esquerda à direita, o governador de MS, Eduardo Riedel, e o presidente da Caminhos da Celulose, Luiza Fernando De Donno.

Da esquerda à direita, o governador de MS, Eduardo Riedel, e o presidente da Caminhos da Celulose, Luiza Fernando De Donno. Marcelo Victor

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A duplicação de 100 quilômetros da BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, está prevista para começar em 2027, reforçou o presidente do grupo Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno. 

“Estamos muito otimistas, o projeto está indo super bem”, afirmou o presidente nesta segunda-feira (26), ao lado do governador Eduardo Riedel, durante solenidade de entrega de 56 veículos para atendimento aos usuários e serviços de emergência nas rodovias concedidas em Mato Grosso do Sul.

De Donno também destacou investimentos de grande porte previstos para melhorar a segurança nas rodovias. Entre as ações, citou a implantação de acostamentos na MS-040. De acordo com ele, os investimentos devem mudar as características das vias, oferecendo mais segurança e conforto aos motoristas. Já os serviços de manutenção, como roçadas, serão realizados continuamente ao longo dos trechos concedidos.

O governador Eduardo Riedel, por sua vez, destacou os investimentos previstos e afirmou que o contrato de concessão é moderno e oferece segurança jurídica. Sobre o sistema free flow, com a cobrança de pedágio sem a necessidade de praças físicas, Riedel explicou que a implantação ocorrerá após o início de uma série de ações previstas no contrato.

Caminhos da Celulose

A Caminhos da Celulose é responsável pela gestão de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais em Mato Grosso do Sul, a BR-267, MS-040, MS-338, MS-395 e a BR-262.

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