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Ancine anuncia cotas de gênero e raça em edital para produção de filmes

Ancine anuncia cotas de gênero e raça em edital para produção de filmes

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A Agência Nacional de Cinema (Ancine) anunciou nesta semana que o edital do Concurso Produção para Cinema 2018 passará a incluir cotas para diretores negros e indígenas e também para cineastas mulheres. De acordo com o órgão, a decisão foi tomada pelo comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual, após ouvir as demandas de entidades e associações do setor e levando em consideração um amplo diagnóstico feito sobre gênero e raça na produção cinematográfica brasileira.

O Concurso Produção para Cinema 2018 prevê a destinação de R$100 milhões a projetos de longas-metragens independentes de ficção, documentário ou animação. De acordo com a Ancine, pelo menos 35% desse total deverá ser destinado a propostas que tenham diretoras mulheres, incluindo mulheres transexuais e travestis. Além disso, no mínimo 10% do montante será reservado a projetos com diretores negros e indígenas.

O edital foi lançado no dia 19 de março sem essa novidade, mas na última segunda-feira (26) as mudanças foram aprovadas. A versão retificada da chamada pública deve ser publicada na internet ainda hoje (29).

Os R$100 milhões são provenientes do Fundo Setorial de Audiovisual, gerido por representantes da Ancine, do Ministério da Cultura, de agentes financeiros credenciados e da indústria audiovisual. A principal fonte de receita do fundo é a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), que é cobrada sobre veiculação, produção, licenciamento e distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais.

Outra mudança aprovada pelo comitê gestor do fundo foi a alteração nos pesos dos quesitos de avaliação dos projetos na modalidade B, que contempla longas-metragens de ficção, documentário e animação com ênfase em projetos de perfil autoral e propósitos artísticos evidentes. A pontuação do projeto será mais relevante para a classificação, do que outros critérios. A expectativa é de que as mudanças permitam que produtoras pequenas e iniciantes tenham mais oportunidades de serem contempladas.

Pesquisas

Segundo a Ancine, uma pesquisa da Comissão de Gênero e Diversidade do órgão detectou que 75,4% dos filmes lançados em 2016 foram dirigidos por homens brancos. Daí a necessidade de se criar medidas voltadas para ampliar a representatividade de mulheres, negros e indígenas no setor. "A ideia é que o instrumento ajude a diversificar a produção audiovisual nacional, criando produtos que reflitam a imagem e a realidade da maioria da população brasileira", informou o órgão.

A defesa de medidas específicas para o financiamento de filmes dirigidos por mulheres, negros e indígenas é uma bandeira que vem sendo levantada nos últimos anos por atuantes no setor. Há dois anos, um levantamento divulgado pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), mostrou que nenhum dos 20 filmes nacionais com as maiores bilheterias entre 2002 e 2014 foi dirigido por uma mulher negra. Além disso, apenas 2% foram dirigidos por homens negros.

Durante a Mostra de Cinema de Tiradentes ocorrida em janeiro deste ano, evento que abre o calendário cinematográfico do país, o curador Cléber Eduardo defendeu editais específicospara diretores negros. Um ano antes, a mostra já havia chamado a atenção para a presença da mulher na produção de filmes brasileiros.

A questão de gênero no audiovisual também foi tema de uma outra pesquisa divulgada hoje (29) pela Ancine. Trata-se de um estudo inédito sobre os filmes exibidos nos canais de televisão por assinatura ao longo de 2017. O levantamento foi conduzido pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA).

De acordo com o órgão, o cenário de desigualdade é similar ao observado nas salas de cinema. Embora as mulheres representem 53% do total de graduados em cursos de audiovisual e respondam por 52% dos empregos formais em empresas produtoras, assinaram apenas 15% das obras brasileiras veiculadas nos canais de televisão por assinatura no ano passado. Setenta e nove por cento dos filmes exibidos foram dirigidos por homens e 6% tiveram direção mista. Em 28 canais, não houve sequer uma produção com direção exclusivamente feminina.


 

"INTERVENÇÃO DE AGENTE"

MS registra uma morte em ação policial a cada quatro dias enquanto roubos caem até 68%

Estado soma 38 mortes decorrentes de intervenção policial entre janeiro e maio; no mesmo período, dados da Sejusp apontam redução de até 68% em crimes patrimoniais e avanço nas apreensões de drogas

23/05/2026 17h30

Dados da Sejusp mostram queda nos crimes patrimoniais e aumento da letalidade policial em Mato Grosso do Sul

Dados da Sejusp mostram queda nos crimes patrimoniais e aumento da letalidade policial em Mato Grosso do Sul Divulgação

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Mato Grosso do Sul registrou 38 mortes decorrentes de intervenção legal de agentes do Estado entre janeiro e maio de 2026, média de uma ocorrência a cada quatro dias, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O número integra um cenário em que o Estado também apresentou queda nos índices de roubos, furtos e homicídios, além do aumento nas apreensões de drogas em regiões de fronteira.

Somando os registros dos últimos três anos, Mato Grosso do Sul contabiliza 290 mortes por intervenção policial. Em um estado com cerca de 2,9 milhões de habitantes, a proporção representa uma morte causada por agentes públicos armados a cada 10 mil moradores no período.

Os casos registrados neste ano se concentram principalmente entre homens jovens e adultos. Conforme os dados da Sejusp, 37 vítimas eram homens e uma mulher. Também houve dois registros sem identificação oficial do sexo.

Em relação à faixa etária, foram contabilizados 20 adultos, 12 jovens, três adolescentes, um idoso e dois casos sem idade divulgada oficialmente.

Até agora, foram registradas oito mortes em janeiro, cinco em fevereiro, nove em março, nove em abril e sete em maio.

Crimes em queda

Enquanto os números relacionados à letalidade policial chamam atenção, o governo estadual destaca redução nos principais indicadores criminais entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023.

Segundo levantamento do Observatório de Segurança Pública, os roubos em vias públicas caíram 57,54% no período, passando de 1.230 ocorrências para 554 casos.

Já os roubos ao comércio tiveram redução de 68,17%, com queda de 77 para 26 registros.

Os furtos também apresentaram diminuição. Foram 12.873 ocorrências nos quatro primeiros meses de 2023, contra 10.392 neste ano, redução de 23,9%.

O levantamento ainda aponta queda de 33,4% nos furtos de veículos e de 27,76% nos furtos em residências.

Nos crimes contra a vida, os homicídios dolosos passaram de 145 para 140 registros no período analisado, redução de 8,98%.

Já os casos de latrocínio, que haviam somado quatro ocorrências em 2023, não tiveram registros neste ano.

Fronteira e tráfico

Outro indicador destacado pela Sejusp foi o aumento nas apreensões de drogas. Entre janeiro e abril de 2026, as forças de segurança apreenderam 161,7 toneladas de entorpecentes, volume 99,5% maior do que o registrado no mesmo período de 2023, quando foram recolhidas 81 toneladas.

O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, atribuiu os resultados aos investimentos em equipamentos, inteligência policial e integração entre as forças de segurança.

“São resultados que vão muito além das nossas fronteiras e das nossas divisas, porque se nós estamos no Estado que mais apreende drogas no país, nós estamos produzindo resultados para todo o Brasil”, afirmou.

Desde 2023, o governo estadual afirma ter investido R$ 232,9 milhões na aquisição de equipamentos e veículos para a segurança pública.

Entre os itens adquiridos estão viaturas, armamentos, aeronaves, aparelhos de comunicação, embarcações e equipamentos de proteção e salvamento.

Outros R$ 170 milhões devem ser destinados à compra de 525 novas viaturas ainda neste ano.

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CAMPO GRANDE

Vacinação contra gripe em drive-thru segue até domingo

Estrutura montada no Quartel Central do Corpo de Bombeiros funcionará até às 19h para atender pedestres e motoristas

23/05/2026 16h30

Drive-thru de vacinação contra a gripe segue até domingo no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, em Campo Grande

Drive-thru de vacinação contra a gripe segue até domingo no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, em Campo Grande Divulgação

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A campanha de vacinação contra a influenza em sistema drive-thru segue até este domingo (24), em Campo Grande. A estrutura, montada no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), na região central da Capital, já aplicou mais de 4 mil doses.

A ação é realizada em parceria entre o Corpo de Bombeiros e a SES, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal no Estado e facilitar o acesso da população ao imunizante. A vacinação é destinada a toda a população a partir de seis meses de idade.

Durante a semana, o atendimento ocorre no período noturno, das 17h30 às 21h. Já aos sábados e domingos, o funcionamento é ampliado, das 7h às 19h, atendendo tanto motoristas quanto pedestres.

Para quem for de carro, a entrada deve ser feita pelo portão da Rua 26 de Agosto. Já o acesso para pedestres acontece pela Rua 14 de Julho. A orientação é para que os motoristas não obstruam a passagem das viaturas do Corpo de Bombeiros.

De acordo com a SES, a estratégia busca atender principalmente pessoas que têm dificuldade de comparecer às unidades de saúde durante o horário comercial, além de ampliar a adesão à campanha de vacinação contra a gripe.

Para receber a dose, é necessário apresentar um documento oficial com foto. No caso de crianças, a recomendação é levar também a carteira de vacinação.

Serviço

O drive-thru de vacinação funciona no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar, localizado na Rua 14 de Julho, nº 1.502, em Campo Grande.

Segunda a sexta-feira: das 17h30 às 21h
Sábados e domingos: das 7h às 19h

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