Cidades

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André e Orcírio podem ficar lado a lado com Lula e Dilma

André e Orcírio podem ficar lado a lado com Lula e Dilma

Redação

17/02/2010 - 07h36
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Inácio Lula da Silva à fábrica da Fíbria International Paper (Incorporação da Votorantim Celulose e Papel e a Aracruz Celulose) em Três Lagoas, na próxima sexta-feira, deverá colocar os dois principais pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul ao lado da pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. Além do governador André Puccinelli (PMDB), que cancelou viagem que faria à Rússia e Itália para recepcionar a comitiva presidencial, o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT) informa ter sido convidado pelo próprio Lula para ir a Três Lagoas. José Orcírio informou ontem ter recebido o convite de Lula através do chefe de gabinete do presidente, Gilberto de Carvalho, em telefonema na última sexta-feira. “Ele me disse que o Lula havia perguntado se a empresa é aquela cuja instalação no Estado foi articulada no meu governo, quando, inclusive, o próprio presidente mandou uma equipe me acompanhar aos Estados Unidos para tratar do assunto. Eu respondi que sim”, contou Orcírio. O ex-governador adiantou que aguarda convite da própria direção da fábrica para confirmar sua ida a Três Lagoas, porque não quer participar do evento apenas como coadjuvante, sem poder ficar lado a lado com Puccinelli. “O Gilberto Carvalho me perguntou se eu iria, expliquei que não fui convidado. Ele disse que o presidente quer que eu vá e que o pessoal da empresa vai me ligar. Se ligarem, evidente que eu vou”, explicou o ex-governador. José Orcírio deixou claro, entretanto, que não irá à fábrica de celulose da Fíbria para fazer papel de coadjuvante ao lado de André. “Quero saber que lugar vou ter na festa. Se for pra receber reconhecimento do nosso empenho para que a fábrica fosse instalada em Três Lagoas, eu vou. Se for só pra ouvir o André ‘cacarejar’, não vou”, disse o pré-candidato petista. “Não costumo ir em festa como penetra”, acrescentou. Na quarta-feira passada, ao chegar ao ato de posse do novo Diretório Regional do PT, em Campo Grande, Orcírio havia afirmado à imprensa que não havia sido convidado a acompanhar a visita do presidente a Três Lagoas. “Se me convidarem, eu vou”, disse, quando indagado. A resposta parece ter chegado ao Planalto. Três dias depois, o petista recebeu o telefonema de Gilberto de Carvalho. Na manhã de ontem, José Orcírio postou na rede de microblogs Twitter que “todos sabem” que a instalação da fábrica no município aconteceu “graças ao Governo do PT” e deixou claro que não pretende ir a Três Lagoas só para ficar na platéia ouvindo eventual discurso do atual governador e adversário. “Não dá pra ficar ouvindo quem não moveu uma palha ‘cacarejar’ agora, que foi quem trouxe a empresa pra cá”, alfinetou. “Todos sabem que não é verdade”, disparou no Twitter. Retiro no carnaval José Orcírio afirmou que, depois de um período de retiro, retoma nesta quarta-feira de cinzas suas atividades políticas em Campo Grande e que no começo de março seguirá para cumprir agenda no interior. Explicou ter cancelado suas “ programações de carnaval” porque a festa “perdeu a graça” neste ano devido ao falecimento de sua mãe, Dona Assunção Miranda dos Santos, aos 96 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro.

QUEIMADA

Área queimada no Pantanal cresce 770% e quatro incêndios seguem ativos

Monitoramento por satélite aponta ocorrências em Corumbá, na divisa com a Bolívia, que somam quase 14 mil hectares

19/07/2026 11h30

Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas

Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas Divulgação-Ecoa

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A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul cresceu 770,7% em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto quatro incêndios florestais seguem ativos na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá. Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas.

Os incêndios são monitorados pelo Painel do Fogo, plataforma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que utiliza imagens de satélite para acompanhar a evolução das ocorrências.

Neste domingo (19), o sistema apontava quatro eventos ativos entre a região de Forte Coimbra e o Parque Nacional Pantanal de Otuquis, totalizando 13.719,94 hectares de área de influência. O indicador representa a área monitorada em torno das detecções de calor e não, necessariamente, a extensão já consumida pelo fogo.

O evento mais antigo começou na madrugada de 16 de julho, na região de fronteira entre os dois países. Conforme o Painel do Fogo, a ocorrência permanece ativa após quase três dias, com 4.804,81 hectares de área de influência. Na atualização mais recente, registrada na madrugada deste domingo, ainda havia quatro focos detectados por satélite.

Outro incêndio, identificado na tarde de sexta-feira (17), possui 4.669,95 hectares de área de influência. Embora tenha apresentado redução nas detecções ao longo do dia.

Um terceiro evento, iniciado na madrugada de sábado (18), concentra 3.026,37 hectares de área de influência. Durante as primeiras horas deste domingo, os satélites continuaram identificando focos de calor na região.

Já o quarto incêndio, também iniciado na sexta-feira, ocupa 1.218,81 hectares de área de influência. Apesar de não receber novas detecções desde a tarde de sábado, o evento segue classificado como ativo pelo sistema de monitoramento.

Todos os incêndios estão localizados na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá.

Pantanal registra aumento de 770% em área queimada

O avanço das queimadas ocorre em um momento de forte crescimento dos incêndios no bioma pantaneiro. Levantamento divulgado pelo Cemtec e pelo Corpo de Bombeiros Militar mostra que, entre 1º de janeiro e 15 de julho, a área queimada no Pantanal sul-mato-grossense chegou a 58.878 hectares, um aumento de 770,7% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, o número de focos de calor no bioma cresceu 115,9%, passando de 69 para 149 registros. Enquanto isso, o Cerrado apresentou redução tanto na área queimada quanto nos focos de calor.

Ainda de acordo com o informativo, o Corpo de Bombeiros já colocou 402 militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais ao longo deste ano.

As condições meteorológicas previstas para os próximos dias devem continuar favorecendo o avanço das queimadas em Mato Grosso do Sul. Segundo o Cemtec, um sistema de alta pressão atmosférica mantém o tempo firme, dificulta o avanço de frentes frias e impede a ocorrência de chuvas, prolongando o período de estiagem no Estado.

Até segunda-feira (20), as temperaturas devem variar entre 33°C e 38°C na região pantaneira, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para valores entre 10% e 30%. A previsão também indica ventos persistentes do quadrante norte, com velocidades de até 70 km/h e rajadas superiores a 80 km/h em alguns momentos, combinação que favorece a rápida propagação do fogo.

Conforme a previsão climática do Cemtec para o trimestre entre agosto e outubro, Mato Grosso do Sul deve registrar temperaturas acima da média histórica e episódios de calor intenso, influenciados pelo El Niño. Embora haja tendência de chuva um pouco acima da média ao longo do período, agosto e grande parte de setembro ainda devem permanecer secos, mantendo condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais, especialmente no Pantanal e em áreas de vegetação nativa.

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TRAGÉDIA

Jovem colombiano morre afogado após mergulho no rio Paraguai, em Corumbá

Vítima, de 23 anos, desapareceu nas águas próximo ao Porto Geral; Corpo de Bombeiros localizou o jovem durante as buscas, mas ele não resistiu

19/07/2026 11h00

Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de afogamento no rio Paraguai, em Corumbá, mas a vítima não resistiu

Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de afogamento no rio Paraguai, em Corumbá, mas a vítima não resistiu Divulgação

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Um jovem colombiano de 23 anos morreu afogado na tarde deste sábado (18), no rio Paraguai, nas proximidades da Prainha do Porto Geral, em Corumbá. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima não resistiu.

Conforme informações publicadas pelo Diário Corumbaense, o jovem, identificado pelas iniciais J.A.V.H., passava o dia acampado às margens do rio acompanhado do irmão, de 20 anos, quando decidiu entrar na água.

Testemunhas contaram que, em determinado momento, ele deixou a parte mais próxima da margem e seguiu em direção a embarcações que estavam atracadas no local. Ao tentar passar de um barco para outro, acabou caindo em um trecho onde o rio possui cerca de quatro metros de profundidade.

Pouco depois do salto, o rapaz começou a se debater na água. Uma pessoa que estava nas proximidades chegou a tentar socorrê-lo, mas precisou interromper a tentativa de resgate após ser agarrada pela vítima, evitando que ambos se afogassem. Em seguida, o jovem desapareceu nas águas a cerca de 15 metros da margem, em uma região utilizada para atracação de embarcações de grande porte.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h50. Mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas e localizaram a vítima poucos minutos depois. Conforme a corporação, a estimativa era de que o jovem já estivesse submerso havia cerca de 20 minutos.

Após a retirada do corpo da água, os bombeiros realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada da equipe do Samu. Apesar dos esforços, o médico responsável pelo atendimento confirmou o óbito ainda no local.

Alerta

Após a ocorrência, o Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para que a população evite entrar em rios sem conhecer as condições do local. A recomendação é não realizar mergulhos ou saltos em áreas de profundidade desconhecida e manter distância de embarcações, locais onde há maior risco de acidentes

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