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FAUNA

Animais de estimação representam 67% do número de habitantes do Brasil

País possui 213,7 milhões de brasileiros e 144,3 milhões de animais de estimação

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Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos Para Animais de Estimação (Abinpet) apontam que existem 144,3 milhões de animais no Brasil.

Desse número, 55,9 milhões são cães, 40,4 milhões aves canoras e ornamentais, 25,6 milhões gatos, 19,9 milhões peixes ornamentais e 2,5 milhões compõem o grupo de répteis e pequenos mamíferos.

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O Brasil possui 213,7 milhões de habitantes em suas 27 unidades federativas, de acordo com dados do censo demográfico divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Portanto, o número de pets representa 67,6% da população brasileira. Isto significa que mais da metade da população possui pelo menos um animal. 

O crescimento médio geral de animais foi de 2% de 2019 para 2020, sendo cães 1,5%, gatos 3,6%, peixes 2,6%, aves 1% e répteis e mamíferos 4,2%.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirma que Campo Grande possui 120 mil cães e 30 mil gatos, de acordo dados do censo de 2012. O censo com números atualizados está em processo de apuração.

De acordo com a médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Campo Grande (CCZ), o último levantamento do número de animais residentes na Capital, feito em 2015, apontava que existiam 160 mil cães e 45 mil gatos na cidade.

O número de animais em lares brasileiros aumentou 30% durante a pandemia da Covid-19, segundo dados da pesquisa Radar Pet 2021 divulgada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac).

Desse percentual, 22% de cães e 37% de gatos foram adotados ou comprados durante a pandemia.

Pessoas que moram sozinhas ou casais sem filhos são os perfis que mais adotaram ou compraram animais durante a pandemia. 

Respeito

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos animais possuem direitos, sendo eles:

  • Direito ao respeito
  • Direito à consideração, atenção, cura e proteção do homem
  • Direito de viver livre no seu próprio ambiente
  • Direito à alimentação reparadora e ao respeito
  • A morte de um animal deve ser por sua longevidade natural, sem dor ou angústia
  • É inaceitável que o homem mate, explore, maltrate ou tenha atos cruéis com animais

Punição

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/98, quem agride animais pode pegar de dois a cinco anos de prisão e ainda pagar multa de R$ 500,00 a R$ 3.000,00 por animal. 

Caso o crime seja em flagrante, o agressor será levado para a delegacia. Quem maltratar animais terá a ficha suja, ou seja, antecedentes criminais.

A indústria pet gerou R$27,02 bilhões em 2020 no Brasil, sendo 75% em comidas para animais de estimação (pet food), 17% em produtos veterinários (pet vet) e 8% em produtos de cuidados veterinários (pet care). 

O maior crescimento da indústria pet é visto nos produtos de comidas para pets (pet food), com aumento de 24% de 2019 para 2020. 

Em seguida vem produtos de pet vet (18%) e pet care (9,5%), de acordo com dados da Abinpet.

Exportações da indústria pet subiu 5,2% em um ano, saltando de 295.112.997 em 2019 para 310.571.429 em 2020.

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Epidemia

Prefeitura confirma 7ª morte do ano por Chikungunya em MS

Incidência de casos no Estado é de mais de 122 casos a cada 100 mil habitantes, a maior do País

31/03/2026 17h15

MS tem 7 mortes pela doença em 2026

MS tem 7 mortes pela doença em 2026 Divulgação

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O município de Jardim, a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, confirmou a morte de uma idosa de 83 anos por complicações da Chikungunya nesta terça-feira (31). Assim, Mato Grosso do Sul acumula sete óbitos pela doença em 2026. 

Conforme apurado pela reportagem, a vítima tinha hipertensão, obesidade e cardiopatia. Foi internada no dia 20 de março por complicações dos sintomas da doença e faleceu no dia 25 de março, no Hospital de Coxim. 

Com isso, a Prefeitura do Município prorrogou por mais 30 dias a situação de emergência por saúde pública. Atualmente, são 235 casos confirmados de Chikungunya, além de 17 casos confirmados de dengue, com um total de 620 notificações registradas. 

Segundo a Prefeitura de Jardim, os casos da doença ainda não se estabilizaram, mantendo elevado o risco de disseminação em diferentes regiões da cidade. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

As vítimas pela doença no Estado são:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03)
  • homem de 72 anos (Bonito, no dia 19/03);
  • mulher de 83 anos (Jardim, no dia 25/03).

Dados do Ministério da Saúde mostram que Mato Grosso do Sul tem a maior taxa de incidência da Chikungunya entre os estados brasileiros, de 122,7 a cada 100 mil habitantes. Até agora, são 3.588 casos prováveis e sete mortes confirmadas.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, o MS soma 1.452 casos confirmados. Dentre eles, 21 são de gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

 

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ENERGIA

Energisa pode ter contrato de concessão prorrogado por mais 30 anos em MS

Apesar de aprovar o procedimento, o TCU recomendou o acompanhamento contínuo das regulamentações pendentes pela Aneel. Contrato da concessionária no Estado é até 4 de dezembro de 2027

31/03/2026 17h00

Energisa

Energisa Divulgação

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O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou e deu sinal verde à prorrogação, por mais 30 anos, do contrato de concessão da Energisa em Mato Grosso do Sul. O processo incluiu a avaliação das minutas dos Termos Aditivos e dos atos procedimentais realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

As exigências dos termos aditivos incluem inovações como a modernização das cláusulas contratuais, a introdução de indicadores de qualidade, a digitalização das redes, ampliação da transparência e a criação de mecanismos para áreas de severa restrição operativa (ASRO).

Além disso, foram previstas medidas para aumentar a resiliência das redes elétricas em eventos climáticos extremos e a possibilidade de migração para o regime de regulação por teto de receita.

A análise concluiu que as minutas atendem às exigências das Leis 8.987/1995 e 9.074/1995, bem como do Decreto 12.068/2024, e que os atos processuais foram realizados de forma adequada. A Aneel verificou a regularidade fiscal, trabalhista, econômico-financeira, técnica e jurídica da concessionária, e concluiu que os requisitos de continuidade do fornecimento e gestão econômico-financeira foram atendidos.

O processo de prorrogação da concessão está em conformidade com os normativos aplicáveis, não havendo obstáculos formais ao prosseguimento. O processo foi arquivado e o TCU recomendou o acompanhamento contínuo das regulamentações pendentes pela Aneel.

Exigências 

Nas Reuniões Públicas Ordinária (RPO), realizadas em junho de 2025, a Diretoria Colegiada da Aneel decidiu recomendar ao MME a prorrogação dos Contratos de Concessão das concessionárias Energisa-PB, RGE Sul e Energisa-MS.

Posteriormente, a Aneel encaminhou ao MME as minutas de Termo Aditivo aos contratos.

De acordo com os documentos, a Agência considerou que as três distribuidoras cumpriram os critérios relativos à eficiência da continuidade do fornecimento e da gestão econômico-financeira e comprovaram a regularidade fiscal, trabalhista e setorial e de qualificações jurídica, econômico-financeira e técnica, atendendo as condicionantes estabelecidas no Decreto 12.068/2024.

As minutas dos Termos Aditivos aos Contratos de Concessão das três distribuidoras reforçam o compromisso das concessionárias com a sustentabilidade econômico-financeira; a modernização das cláusulas sobre satisfação do consumidor e qualidade do serviço; possibilidade de serem definidos critérios adicionais ou requisitos mais restritivos que impliquem a abertura de processo de caducidade, bem como preveem ações para aumentar a resiliência das redes de distribuição frente a eventos climáticos extremos.

Valores 

A Energisa em Mato Grosso do Sul atua em mais de 1,1 milhão de unidades consumidoras, com faturamento anual (2024) avaliado em R$ 5,6 bilhões e o valor estimado de R$ 170.520 bilhões no período de vigência do contrato de 30 anos , conforme dados do 25º Relatório de Indicadores de Sustentabilidade Econômico-Financeira das Distribuidoras (base junho/2025), divulgado pela Aneel em agosto de 2025.

Os valores estimados nos períodos de vigência dos contratos foram calculados considerando a duração de trinta anos do contrato e desconsiderando fatores como inflação, reajustes tarifários e mudanças no mercado das distribuidoras.

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