Cidades

IN MEMORIAN

Ano da morte de Antônio João também "ceifou" Thomaz "Lanches" e Aracy Balabanian

Diversas personalidades nacionais, como Palmirinha Onofre, Rita Lee e lenda do jiu-jítsu morreram neste 2023

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Mato Grosso do Sul ficou marcado em 2023 pelas personalidades icônicas que "partiram dessa para uma melhor", entre elas o jornalista, empresário e ex-senador Antônio João Hugo Rodrigues, com legado irretocável junto à comunicação do Estado e o jornal Correio do Estado. 

Nascido em 26 de dezembro de 1947, Antonio João faleceu na noite de segunda-feira, 18 de setembro, vítima de complicações cardíacas, aos 75 anos. Começou sua trajetória no Correio do Estado, ainda criança. Filho do professor, historiador, escritor e jornalista, José Barbosa Rodrigues, seguiu os passos do pai quando o mesmo começou a trabalhar no jornal.

Em 19 de setembro acontecia o velório de Antônio João, quando amigos e familiares, além de boa parte da classe política e da comunicação do Estado, se reuniram para dar adeus ao jornalista. 

Entretanto, além e antes dele, muitos também fizeram sua passagem: 

Janeiro

Após queda em Nazaré, ainda nos primeiros dias de 2023, o surfista de ondas gigantes, Márcio Freire, aos 47 anos, caiu de um dos paredões de água na praia do Norte, em Nazaré (Portugual). 

Dias depois, o ídolo do Vasco e maior artilheiro cruz-maltino, Carlos Roberto de Oliveira, o Roberto Dinamite, morreu aos 68 anos, sendo que desde o fim de 2021 já fazia tratamento para tumores descobertos no intestino. 

 

Este primeiro mês também ceifou um dos maiores guitarristas da história do rock e um dos maiores nomes do violão do século 20, Jeff Beck e Sérgio Abreu, aos 78 e 74 anos, respectivamente. 

Fevereiro

Logo em fevereiro aconteceria a morte da icônica Glória Maria, vítima de câncer. Aos 73 anos, ela faleceu no segundo dia do mês. Ainda em 2019, ela recebeu o diagnóstico de câncer no pulmão, que foi tratado com êxito a partir de imunoterapia. A doença, no entanto, se espalhou pelo cérebro.

Por volta de 11 dias depois, o publicitário que ajudou a lançar a TV Globo, Mauro Salles, também morreu, aos 90 anos. Internado desde o fim de 2022, ele sofreu falência de múltiplos órgãos e enfrentava uma doença neurológica há cerca de 16 anos.

 

Fevereiro ainda teria tempo de levar duas grandes personalidades de Mato Grosso do Sul, sendo a matriarca da família Trad, Therezinha Mandetta, a próxima a falecer, no dia 22 daquele mês. 

Cinco dias depois, o icônico parlamentar de Campo Grande, Tetsuo Arashiro, faleceria dois dias antes de seu aniversário. Dentista de profissão, ele presidiu a Câmara Municipal em 1982 e Associação Okinawa na Capital após a virada do milênio. 

Março

Paulo Caruso, cartunista e caricaturista, foi a primeira personalidade que perdeu sua vida em março, logo no dia 04. Ele estava internado no Hospital Nove de Julho, no centro da capital paulista e morreu aos 73 anos.

 

No dia seguinte, o advogado e ex-colunista do Correio do Estado, Carlos Eduardo Salgado Voges, também faleceu. Internado na Santa Casa em Campo Grande, ele foi vítima de um infarto e precisou seu intubado, mas não resistiu. 

 

Ator de novelas como "Sassaricando" e "Bebê a Bordo", Antônio Pedro morreu ao 82 anos, em decorrência de insuficiências renal e cardíaca, em 12 de março. No dia seguinte, o baixista da banda "Raimundos", José Henrique Campos Pereira, o Canisso, foi o próximo a registrar sua passagem. 

Já na metade do mês, o ex-prefeito de Dourados José Elias Moreira, mais conhecido como Zé Elias, faleceu aos 82 anos, deixando esposa e três filhos. Dois dias depois, em 17 de março, ficaria marcada a morte de outro político. 

Amarildo Cruz, deputado estadual, morreu aos 60 anos vítima de parada cardíaca. Ele procurou ajuda médica na quarta-feira (15), passou por exames iniciais, ficou internado e estava sendo tratado com antibióticos. Porém, precisou ser entubado.  

 

Ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), proprietário da Autopeças Rocket, diretor do Sindivarejo-CG e Fecomércio-MS, Beijamin Chaia faleceu no dia 22, aos 82 anos.

 

Antes do fim do mês ficou marcada a morte do "menestrel maldito", Juca Chaves, aos 84 anos. Internado com problemas cardiorrespiratórios antes de sua morte, ele se notabilizou por incomodar, nos anos 1960, a ditadura com suas modinhas e trovas.

Abril

Desembargador, advogado e ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Rubens Bergonzi Bossay faleceu aos 79 anos, em 07 de abril. Sua morte foi lamentada por diversos órgãos regionais, como: a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS); Associação de Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul) e diversos outros setores. 

Depois dele, neste mês morreram o ex-prefeito de Bataguassu, Antônio Machado de Souza, aos 77 anos, em 17 de abril, além do Xamã Atanásio Teixeira da etnia Guarani-Kaiowá, que viveu por 100 anos, e fez sua passagem no dia seguinte (18).

Em 28 deste mês, o próximo a morrer seria Robson Gracie, aos 88 anos, lendário lutador e referência do jiu-jítsu brasileiro. 

Maio


No intervalo de dois dias o Brasil teria duas perdas em maio, Palmira Nery da Silva Onofre, a Palmirinha Onofre, no dia sete daquele mês, que faleceu aos 91 anos, seguida de Rita Lee, icône que despontou na banda "Os Mutantes", no ano em que completaria 76 anos

Junho

Ex-primeira dama e esposa de Juvêncio César da Fonseca, a Srª. Suely Brandão de Souza, aos 79 anos, teve seu falecimento divulgado, após semanas em tratamento e internação devido a complicações de pneumonia.

Augusto César Proença morreu no domingo (11 de junho), aos 85 anos, historiador e pesquisador que tinha como objeto de estudo a região do Pantanal. Mês este que tiraria a vida do presidente da Sociedade Esportiva Recreativa Chapadão (Serc), João Félix Botezeli, de 69 anos, após uma parada cardíaca

 

Antes do fim do mês a Capital ainda veria a morte do ex-vereador, Edson Shimabukuro, aos 71 anos. 

Julho e agosto

Julho, logo no dia 09, ficou marcado pela morte do canter de chamamé, Antonio Rodrigues de Queiroz, conhecido como Castelo, aos 72 anos. Ele nasceu em 12 de Maio de 1951 na cidade de Três Lagoas, e iniciou sua carreira nos anos de 1964 e 1965.

Após levar o nome de Mato Grosso do Sul para as telas nacionais, a atriz campo-grandense Aracy Balabanian faleceu aos 83 anos, vítima de câncer no pulmão. 

Essa doença foi diagnostica em outubro do ano passado, ao passar por um tratamento para um derrame pleural, que causa acúmulo de líquido nos pulmões, Aracy descobriu dois tumores nos órgãos e desde então vinha se tratando. 

 

 

Logo nos últimos dias de agosto, quem faria sua passagem seria o pai da então prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, o sr. Antônio Ferreira Barbosa. No dia 21 ele faleceu, após tempos enfrentando problemas de saúde. 

 

Setembro

Após 98 anos de vida, José Thomaz, fundador e proprietário do Thomaz Lanches, faleceu às 05h da segunda-feira (11 de setembro). Acamado há anos, faleceu de causas naturais em sua residência. 

Libanês de nascença, veio para o Brasil aos nove anos e fundou o Thomaz Lanches em 1978, tornando-se uma das mais tradicionais lanchonetes para se comer esfiha na Capital. 

 Depois dele, o ex-vereador e arquiteto renomado de Campo Grande, conhecido pela idealização de projetos como os da Santa Casa e das Moreninhas, Celso Costa, faleceu aos 82 anos, após 23 dias de internação no Hospital Universitário, por complicações de uma pneumonia. 

Último trimestre

Mais conhecido como Ciro de Oliveira, o jornalista Orsirio de Oliveira morreu aos 74 anos, em pleno feriado de Nossa Senhora Aparecida. Vítima de uma parada cardiorrespiratória em casa, ele atuava como editor na TV MS Record, após passar por diversas emissoras de rádio e televisão locais. 

Outubro ainda traria a morte de Matthew Perry, famoso por interpretar Chandler no seriado "Friends". Aos 54 anos, ele foi encontrado na banheira de hidromassagem da sua casa em Los Angeles. 

O fim de outubro traria a morte também do engenheiro civil e empresário João Carlos de Souza Gameiro, aos 68 anos, deixando a esposa, Ester Figueiredo Gameiro, diretora do Correio do Estado, e mais três filhos.

 

Também Lolita Rodrigues, uma das pioneiras da TV nacional, marcaria o Brasil uma última vez, com sua morte aos 94 anos, em 05 de novembro. Também a líder indígena, Damiana Cavanha, faleceu nesse mesmo mês, aos 84 anos.

 

 

Novembro ainda registraria a morte de Osmar Ferreira Dutra, ex-presidente e conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, que faleceu aos 83 anos, após uma semana internado para tratar da doença, em um hospital da Capital. 

 

Mais recente, a morte de Paulo Cezar Goulart Siqueira, mais conhecido como PC Siqueira, tomou o noticiário. O antigo youtuber foi encontrado morto em seu apartamento em Santo Amaro, aos 37 anos. 

Por fim, o ex-vereador e ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Eduardo Contar Filho, morreu na manhã desta sexta-feira (29), aos 90 anos, em Campo Grande. Ele era bisneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

 

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SUSPENSÃO

Mesmo após morte de menina em MS, Nikolas Ferreira defende Discord

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a plataforma suspenda as transmissões ao vivo no Brasil

14/08/2026 09h00

Nikolas Ferreira critica medidas adotadas pela ANPD contra o Discord

Nikolas Ferreira critica medidas adotadas pela ANPD contra o Discord Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou as medidas de restrição impostas às lives do Discord, durante uma coletiva de imprensa no Salão Verde da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (12).

A discussão ocorre porque a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a plataforma suspenda as transmissões ao vivo no Brasil após a morte de uma sul-mato-grossense, de apenas 13 anos, ser transmitida virtualmente por grupos extremistas através das redes sociais. 

"Segundo a lógica da esquerda, você sempre tem que derrubar a plataforma, nunca o criminoso. Então, se for assim, tem que proibir faca também, porque faca mata gente. Nós vamos ter que proibir o Instagram também, porque também tem lives e postagens criminosas. Nós vamos ter que proibir os carros também, carro também usa para poder matar gente. Então, é inacreditável que derrube as lives no Discord, mas não tem nada para combater o criminoso", disse o parlamentar.

O deputado ironizou Janja e disse que ela tem influência sobre a medida da ANPD. Ao final do discurso, Nikolas Ferreira provocou a primeira-dama: “Mais uma vez, obrigado, porque o eleitorado jovem deste país vai amar. Uma salva de palmas para a Janja”.

O que diz o Discord?

Em documento encaminhado ao governo, o Discord relatou que há indícios de que os atos que culminaram na morte da jovem em Naviraí tenham sido articulados previamente ou de forma paralela em outras plataformas, especificamente Telegram e TikTok.

Segundo a empresa, a existência de interações fora de sua plataforma ajudaria a explicar por que seus sistemas não identificaram o risco de imediato.

O TikTok nega que tenham ocorrido atividades de coordenação ligadas ao caso em sua plataforma. Segundo a Folha de São Paulo, a empresa afirmou ter realizado buscas sobre o episódio e disse não ter encontrado indícios de que o incidente tenha sido articulado ou de que usuários tenham sido redirecionados a ele por meio da rede social.

No documento, O Discord afirma que seu sistema trabalha com uma pontuação de risco. A transmissão específica teria recebido pontuação de 0,12, enquanto o limite para identificação automatizada é de 0,95.

Além disso, a plataforma afirmou que o resultado está sendo reexaminado e poderá servir para avaliar eventuais aprimoramentos na sensibilidade do sistema, buscando um equilíbrio entre a capacidade de detecção e a produção de falsos positivos.

A empresa afirmou ainda ter recebido uma comunicação de um órgão de segurança sem muitas informações às 3h50. E que, menos de 25 minutos depois, o servidor da transmissão foi removido.

A ANPD concluiu que a plataforma não possui ferramentas que viabilizem mecanismos de análise de conteúdo e detecção de violações em tempo real. De acordo com a nota técnico da agência reguladora, o Discord "depende de sistemas automatizados falhos e de denúncias pelos próprios participantes desses ambientes voltados à prática dessas violações".

"O caso relatado pela empresa [...] evidencia falha grave no modelo implementado, uma vez que fato gravíssimo recebeu uma sinalização de risco erroneamente baixa porque o sistema automatizado de detecção não foi bem calibrado", diz a nota técnica da ANPD.

Medidas e recursos

Para além da suspensão da "Go Live", conforme a medida cautelar, o Discord precisa suspender recursos de transmissão e compartilhamento de vídeos equivalentes. Além disso, é necessária a implantação de mecanismos tecnicamente eficazes contra a burla. 

"A medida incide especificamente sobre funcionalidade que a ANPD entendeu apresentar evidências robustas de configurar o maior risco para menores de 18 anos, não representando impedimento da continuidade de outras atividades da plataforma, ou de seus potenciais usos legítimos". 

Essa suspensão deve valer até que a plataforma demonstre implementação e efetividade de medidas técnicas, de segurança e de governança adequadas aos riscos identificados para crianças e adolescentes. 

Uma vez em conformidade com o determinado, o Discord poderá obter autorização expressa e prévia da própria ANPD para reativar, total ou parcialmente, o recurso de lives em sua plataforma. 

Caso sejam constatadas irregularidades, a ANPD poderá determinar medidas corretivas e aplicar sanções em âmbito administrativo, conforme prevê o artigo número 35 do ECA Digital. 

Notificados pela Superintendência da Agência Nacional de Proteção de Dados, diante de irregularidades, isso significa que o Discord pode sofrer a aplicação de uma multa de até R$50 milhões por infração. 

Fica aberto agora o prazo de três dias úteis para o Discord comprovar o cumprimento integral da suspensão no território nacional.

Além disso, há ainda o prazo de dez dias úteis para apresentar recurso junto à Superintendência de Fiscalização. Diante de uma ausência de reconsideração por parte SFI, haverá possibilidade de recorrer ao Conselho Diretor da ANPD. 

Relembre

Na manhã de 22 de julho, em Naviraí, distante aproximadamente 365 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, Lívia foi encontrada sem vida pelos familiares após ter sido incitada ao autoextermínio por grupos extremistas.

O trabalho do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP), identificou que esse caso inicialmente reportado como suicídio tratava-se, de fato, de um homicídio resultante de manipulação feita por organização criminosa no ambiente online.

Já nesta última terça-feira (04) foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul a Operação Livia, através da qual foram cumpridas de forma simultânea, seis medidas de busca e apreensão contra adolescentes e um mandado de prisão contra um adulto.

Várias são as terminologias que esses envolvidos usam internamente, reunindo-se, por exemplo, nas chamadas "panelas" para prática dos crimes virtuais.

Antes desse momento, porém, os adolescentes acusados revelaram após apreensão que há toda uma "engenharia social" para cooptar as vítimas para exploração nas redes sociais. Operando de forma anônima, eles sequer saberiam as identidades ou localizações reais uns dos outros, criando inclusive perfis falsos com fotos de pessoas de outro sexo para conseguir atrair as vítimas. 

"Então eles começam a procurar pela família; onde estuda, e diante de todas aquelas informações, se passa por outra pessoa. Importante frisar que nenhuma rede social dessas pessoas condizia com a foto delas. Era sempre outro tipo de pessoa, de sexo, realmente para conseguir trazer a vítima".

Reunidos nas mais diversas plataformas, como por exemplo o Discord, os administradores desses grupos eram responsáveis por marcar o que chamavam de "evento". 

"Nessa noite que teve esse 'evento' (morte da Lívia), porque é assim que eles chamam dentro dos grupos nomeados por eles de 'panelas', ocorreu uma automutilação. Logo na sequência que é divulgado esse suicídio, porque não houve moderação, houve falha na plataforma Discord que não foram derrubados, teve essa automutilação em outro Estado", comenta a titular da Depca.

Segundo explicação dada pela delegada, é como se os administradores de cada "panela" se tornassem os donos dessas vítimas e que, apesar de não ser o caso de Lívia, há vítimas que se cortavam e tinham que escrever o nome do administrador com o próprio sangue.

"Para mostrar: 'eu sou de fulana de tal', porque elas eram obrigadas a fazer isso, porque elas estavam acreditando que vai acontecer algo", complementa. 

Panelas virtuais

Através da Operação Lívia uma grande quantidade de material foi apreendido, evidenciando uma verdadeira organização criminosa para manutenção de escravas virtuais, o que atingiria principalmente meninas. 

Essas vítimas seriam manipuladas e pressionadas até a prática do suicídio, que eram transmitidos para várias pessoas por meio das redes sociais. 

Essas "panelas" virtuais competiriam por "hype", uma hierarquia de popularidade medida através de atos de violência cada vez maiores, que davam status para seus integrantes que inclusive repassavam o passo a passo para as vítimas "do que" e "como" fazer.

Alguns desses alvos vitimados recebiam bonificações conforme avançavam no "jogo" ao cumprirem os atos de "luz". Justamente a recusa de Lívia de encarregar-se de fazer a "luz" e matar seu próprio gato foi o "estopim" da morte da adolescente em MS

"A Lívía antes de se matar ela tinha que fazer o que eles chamam de 'Luz', que é a agressão. Ela tinha que matar o gato dela e não cumpriu o que deveria ter cumprido. É como se eles estivessem jogando um videogame... tem que passar de fase", explica a delegada.

Como bem esclarece a respeito da "engenharia social" dos criminosos, muitas vítimas eram alvos do chamado "doxxing", que seria a busca e exposição de dados particulares de uma pessoa na internet sem a devida permissão dela. 

Nessa prática criminosa, o objetivo costuma ser a busca por aterrorizar, envergonhar ou ameaçar a vítima com a exposição de dados que podem incluir nome real, endereço, CPF, telefone, etc. 

"A Lívia mesmo, antes de tomar a decisão de realmente se matar, ela tinha sido 'doxada' por esses adolescentes, e isso exercia muita ameaça, porque estavam envolvidas ali a família, então ela não sabe o que vai acontecer, se 'é só comigo', 'é pra minha família também', então ela acabou tirando a vida após essa pressão", afirma. 

Segundo a delegada, foi o adolescente infrator apreendido no Rio de Janeiro o responsável por repassar e determinar as coordenadas para Lívia, fornecendo esse "passo a passo" para a vítima sul-mato-grossense. 

Sobre o esquema, é esclarecido ainda que para além da satisfação pessoal com o sofrimento das vítimas, esses indivíduos ganhavam "status" e valores eram pagos para que as pessoas praticassem determinados atos, bonificadas após uma automutilação ou maus-tratos animais. 

"O adolescente infrator que foi apreendido na Baixada Fluminense deu para ela todas as coordenadas que Lívia teria que fazer para se suicidar", completa a delegada.

Esses indivíduos devem agora responder pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa e possivelmente também pelos maus-tratos contra animais. 

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CONTRABANDO

Contrabandista pula de ponte durante fuga e desaparece no Rio Paraná

Homem transportava cerca de 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados e teria saltado no rio após perseguição

14/08/2026 08h45

Veículo transportava cerca de 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados e foi apreendido pela PRF

Veículo transportava cerca de 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados e foi apreendido pela PRF Divulgação

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Um homem conhecido como Neno desapareceu nas águas do Rio Paraná, na noite desta quinta-feira (13), depois de fugir de uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele conduzia um veículo carregado com aproximadamente 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados.

Conforme informações divulgadas pelo portal Dourados Agora, a ocorrência começou após o motorista desobedecer a uma ordem de parada da PRF. A partir daí, os policiais iniciaram acompanhamento ao veículo, e a fuga se estendeu por aproximadamente 24 quilômetros na BR-158.

A perseguição terminou depois que o veículo apresentou problemas mecânicos e não conseguiu mais prosseguir. Neno então abandonou o automóvel e continuou a fuga a pé.

Ao chegar a uma ponte sobre o Rio Paraná, na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, o homem teria pulado na água na tentativa de escapar da abordagem policial. 

Morador da região de Dourados, Neno não havia sido localizado até a última atualização das informações. As circunstâncias do desaparecimento deverão ser apuradas.

O veículo e a carga, estimada em cerca de 5 mil pacotes de cigarros, foram apreendidos pela PRF. 

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