Cidades

GUARDIÃ DA PASSAGEM

ANTT assume compromisso de negociar reajuste do pedágio na BR-163

Parlamentares de Mato Grosso do Sul dizem que não há "patamar aceitável" que não seja a suspensão da correção de quase 17% no valor cobrado

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Em vigor há cinco dias, a suspensão do reajuste de 16,82% no pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul tem empenho de deputados estaduais e federais para sair do papel, além do compromisso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de negociar acordo com a CCR MS Via. 

Responsável por gerir trecho de mais de 840 km, que corta 21 municípios sul-mato-grossenses, a CCR assumiu compromisso de duplicar completamente a rodovia quando assumiu a privatização em 2014, o que não aconteceu, sendo cumprido apenas cerca de 150 km de duplicação. 

Vale lembrar que o anúncio do reajuste - que já vale desde a última sexta-feira (18) - foi publicado na edição de 15 de agosto do Diário Oficial da União. Como bem recentemente o Correio do Estado, essa correção de quase 17% foi quatro vezes maior que a inflação nacional dos últimos doze meses, que ficou em 3,99% (IPCA) e ainda em março foi anunciado que a tarifa do pedágio ficaria congelada por até dois anos. 

Diante disso, parlamentares sul-mato-grossenses buscaram o diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, sinalizando que não há qualquer posição que seja aceitável além da suspensão do reajuste, como bem frisam os deputados Estadual e Federal, Pedro Pedrossian Neto (PSD) e Vander Loubet (PT). 

"Temos que falar sobre suspensão total do reajuste dos quase 17%, uma vez que a concessionária está descumprindo de maneira muito clara o contrato de concessão", comenta Pedrossian, pontuando não ser o momento de se pensar em "patamares aceitáveis". 

Na mesma linha, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores, Vander Loubet, diz que Vitale citou a data de 04 de setembro como prazo para um possível retorno quanto à posição da Concessionária. 

"A partir disso vamos avaliar os próximos passos da bancada. Ainda é cedo para falar em patamar aceitável, pois nosso foco no momento é abrir o diálogo para, a partir disso, a gente encontrar a melhor saída, aquela que atenda melhor aos interesses do nosso estado", completa ele. 

Valores

Balanços da CCR MSVia mostram que, até março de 2023, a empresa operou no prejuízo e, apesar de negativa, chegou a ser classificado como "menos ruim" do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Nesse primeiro trimestre, a cobrança de pedágios por parte da CCR gerou faturamento 6,1% maior do que o observado em 2022, saltando de R$ 39,9 milhões para R$ 42,35 mi. 

Após o reajuste, carros de passeio observaram o pedágio subir de R$ 7,80 para mais de nove reais. Já para motociclistas o aumento foi de mais de R$ 1,50, custando agora R$ 4,55. 

Já os caminhões, que pagam por eixo, os valores também subir cerca de R$ 1,3, chegando a custar quase R$ 55 para os veículos mais pesados que chegam a ter seis eixos.  

Entraves com a CCR

Vander ressalta o movimento junta da ANTT, para que Vitale intervenha no diálogo direto com a CCR na intenção de suspender o reajuste. Entretanto, apesar de benéfico para a concessionária, a Agência não tem poder de obrigar a empresa a suspender, como explica o deputado, por isso o "pisar em ovos" mesmo diante dos incontáveis problemas que aparecem no processo. 

"[O entendimento] é um caminho para resolver a situação. Primeiro, porque a suspensão ajudaria a recuperar a imagem da CCR junto à população do estado. Segundo, porque com a decisão do TCU, a CCR está dando sinais de que teria interesse em continuar com a concessão, de fazer uma recomposição e retomar o projeto da rodovia. Inclusive, a empresa buscou diálogo com o governador Eduardo Riedel", pontua. 

Pedro Pedrossian lista outros pontos, além da não duplicação dos mais de 800 km da rodovia, citando sobre o chamado "reequilíbrio de preço" quando o acordado entre as partes não é cumprido.    

"Ela firmou em 2021 o primeiro aditivo, onde se comprometeu e aceitou o desconto de 52% na tarifa por não realizar os investimentos. Isso deveria estar refletido hoje na tarifa e não tá. Depois ela entrou na Justiça, ganhou por força de liminar e estão cobrando tarifa cheia" afirma

Houve inclusive uma desistência por parte da CCR da concessão, que foi prorrogada por dois anos em março de 2023, porém a empresa voltou a manifestar o interesse em explorar o serviço em negociações com o Governo Federal. 

Nas palavras de Pedrossian, o contrato está "manchado" e penalizando - de maneira injustificada - o cidadão do Mato Grosso do Sul e usuários da BR-163, citando a nova reunião entre parlamentares e ANTT para tratar do tema, marcada para 04 de setembro.  

"Nós já estamos pagando um preço altíssimo, seja econômico, seja com as vidas que estamos perdendo na BR-163 por conta dos problemas da CCR. Estamos tentando reduzir o prejuízo que está causando para a população de Mato Grosso do Sul, que já é muito grande", conclui.

 

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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Dourados tem mais de 5 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Mato Grosso do Sul já registrou 30 mortes causadas pelo vírus da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus

15/08/2026 14h15

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 30 óbitos por chikungunya em 2026. Este já é o ano com mais mortes causadas pelo vírus e é quase o dobro de 2025, quando teve 17 vítimas. Dourados é disparado o município com maior número de casos da doença, com 5.146 registros. Este numeral é 8 vezes maior que os registros em Fátima do Sul, o qual ocupa a segunda posição no ranking com 639 confirmados.

Em Mato Grosso do Sul são 12.520 casos prováveis, sendo que 9.961 foram confirmados. O levantamento é referente à 31ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (18), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2), Nioaque (1) e Corumbá (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Em Corumbá, uma mulher de 62 anos morreu no dia 28 de julho. Este foi o último registro de morte pela arbovirose em MS. No boletim epidemiológico consta que a vítima tinha hipertensão arterial sistêmica (HAS). Apesar do município fronteiriço estar em terceiro no ranking de cidades com mais casos confirmados (542), este foi o único óbito, asssim como Fátima do Sul, que também teve apenas um e está na segunda posição. 

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.551 casos prováveis, sendo 1.933 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e um está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

LONGA ESPERA

Ponte sobre o Rio Paraguai ficará interditada por 3 fins de semana

As obras na estrutura ocorrem das 17h dos sábados até às 12h dos domingos

15/08/2026 13h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos Divulgação: Agesul

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Devido a movimentação gerada pela data comemorativa do Dia dos Pais, no último domingo (9), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) adiou em uma semana a agenda de interdições de tráfego na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá. Com isso, a partir deste sábado (15), às 17h, a estrutura ficará interditada até às 12h do domingo (16).

A interdição total estava prevista para começar no dia 8 de agosto. As pessoas que forem viajar devem se planejar antes para não terem estresse no momento que for pegar a estrada, então precisam prestar atenção na nova agenda das obras, que fica da seguinte forma:

  • 15 de agosto (a partir das 17h) e 16 de agosto (até às 12h);
  • 22 de agosto (a partir das 17h) e 23 de agosto (até às 12h);
  • 29 de agosto (a partir das 17h) e 30 de agosto (até às 12h).

As obras de recuperação e com o tráfego em meia pista ocorrem desde o dia 12 de junho na ponte sobre o Rio Paraguai. A interrupção desta vez durará 19 horas nos próximos três finais de semana.

A rodovia BR-262 é o único acesso asfaltado das cidades Corumbá e Ladário, que juntas somam em torno de 122 mil habitantes.

De acordo com a Agesul, a “suspensão do tráfego é indispensável para garantir a segurança dos usuários e a execução adequada dos serviços da ponte, que é estratégica para Corumbá e para o Pantanal”.

Ainda de acordo com a Agesul, faixas informativas e painéis de LED foram instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

A reforma da ponte de 1,2 quilômetro foi contratada por R$ 11,7 milhões e, apesar de se tratar de rodovia federal, a obra está sendo bancada pelo Governo do Estado, que é responsável pela manutenção da estrutura desde conclusão, em meados de 2001.

Logo após a liberação para o tráfego foi instituída a cobrança de pedágio. O dinheiro, conforme alegação na época, seria utilizado para pagar o financiamento da obra e para bancar a manutenção da estrutura.

A cobrança se estendeu até setembro de 2022. Porém, a ponte foi devolvida ao Governo do Estado sem condições de tráfego. Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que está em andamento e para o pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.

Depois do fim da cobrança de pedágio, a ponte ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obras em andamento vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

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