A Justiça determinou que Eurico Mariano, ex-prefeito de Coronel Sapucaia, devolva R$ 4,45 milhões aos cofres municipais em 15 dias, valor que corresponde ao desvio de recursos por meio de um esquema de “funcionários fantasmas” entre 2002 e 2003, há 22 anos. Ele era investigado junto de outros cinco agentes municipais.
O cumprimento de sentença foi solicitado pela 1ª Promotoria de Justiça de Coronel Sapucaia, após condenação dos réus por improbidade administrativa. Caso o pagamento não seja efetuado no prazo estabelecido, será aplicada multa de 10% sobre o montante, além de honorários advocatícios no mesmo percentual. O Ministério Público também requereu a realização de penhora online via sistema BacenJud para garantir a execução da decisão.
“O ressarcimento ao erário é uma medida essencial para a reparação dos danos causados à coletividade e para a reafirmação dos princípios da legalidade e moralidade administrativa”, destacou a Promotoria de Justiça.
Morte de radialista
Além da condenação por improbidade, Eurico Mariano carrega histórico criminal. Ele foi considerado o mandante do assassinato do radialista Samuel Roman, em 20 de abril de 2004, também em Coronel Sapucaia. A vítima foi executada com diversos disparos de arma de fogo por Rubens Palácio, Tony Gimenes, Emílio Rojas Gimenes e Xavier Emílio.
Mariano foi sentenciado a 17 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Após fugir para Capitán Bado, no Paraguai, onde permaneceu por mais de uma década protegido por um bando armado, ele foi localizado em 2019 por meio de cooperação policial internacional. Com ordem de captura expedida pela Interpol, o ex-prefeito acabou entregue às autoridades brasileiras no aeroporto de Assunção e transferido em aeronave da Polícia Federal para Ponta Porã.
A condenação criminal transitou em julgado em 28 de março de 2025, tornando definitiva a obrigação de cumprimento da pena. Já a condenação por improbidade administrativa busca reparar o dano causado ao erário.
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