Cidades

dois anos

Após a privatização, aeroporto de Campo Grande perdeu 9,6% dos voos

Oferta estava crescendo lentamente depois do fim da pandemia, mas com a chegada dos espanhóis, a tendência se inverteu

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Dois anos depois de passar às mãos da empresa espanhola Aena, o aeroporto de Campo Grande perdeu 9,6% de suas decolagens. No mesmo período, o número de passageiros aumentou em 5,2%, o que está resultando em voos cada vez mais lotados. Isso, por sua vez, dificulta a acomodação de bagagens e aumenta a demora no embarque e desembarque. 

Nos dez primeiros meses de 2023, antes de a Aena assumir, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) havia registrado 10.004 decolagens de vôos comerciais no aeroporto de Campo Grande. No ano seguinte, no mesmo período, a quantidade caiu para 9.573 e agora em 2025, foram 9.040 decolagens. Uma redução de quase mil voos.

Esta queda inverteu uma tendência que se verufucava depois da pandemia. Durante os anos de 2020 e 21, a quantidade de voos caiu em mais de 50%, mas a partir de 2022 ocorria importante recuperação. 

Porém, apesar de haver menor oferta de horários, a quantidade de passageiros aumentou de 1,242 milhão nos primeiros dez meses de 2023 para 1,307 milhão de pessoas embarcando ou desembarcando no terminal em igual período de 2025,  o que representa acréscimo de 5,2%. 

Os próprios dados da Anac mostram que a redução na oferta está provocando lotação sem precedentes. Nos primeiros dez meses de 2025 o percentual de ocupação dos assentos chegou a 83,4%, o que é quase 3,5 pontos percentuais a mais que nos anos anteriores. È a maior ocupação da história do aeroporto de Campo Grande.

Apesar da lenta retomada da quantidade de voos que estava ocorrendo até outubro de 2023, mês em que os espanhóis assumiram, ainda faltava muito para retomar os melhores períodos de oferta. 

Nos dez primeiros meses de 2012, por exemplo, foram 17.347 decolagens, segundo dados disponíveis no site da Anac. Isso significa que hoje, 13 anos depois, a oferta de voos é 47,8% menor que naquele ano. 

E, quem ganha com isso são as empresas aéreas e a própria administração do aeroporto. Nos dez primeiros meses de de 2012, por exemplo, a taxa de ocupação dos assentos nas aeronaves, que geralmente eram menores que as utilizadas atualmente, foi de apenas 67%. 

Em 2012, apesar da grande disponibilidade de horários para os usuários do serviço, a ANAC contabilizou 1,355 milhão de passageiros transportados nos primeiros dez meses. Isso significa que apesar de terem sido ofertados quase oito mil voos a mais, foram somente 48 mil passageiros a mais que em 2025. 

E uma das explicações para esta diferença de pessoas é que o aeroporto de Bonito, que agora tem pelo menos oito voos semanais, está "roubando" passageiros de Campo Grande. De janeiro a oububro foram 54 mil pessoas que chegaram ou saíram de avião da cidade turística. Isso é 27% a mais que em igual período de 2024. Em 2012, haviam sido apenas 8,1 mil.

Embora seja somente uma das peças da engrenagem que cria ou extingue opões de voo, a espanhola Aena prometeu, assim que assumiu, além de fazer uma série de benfeitorias físicas no aeroporto, ampliar a oferta de viagens. Porém, os números mostram o contrário. 

Uma das explicações para a redução são as próprias obras de reforma. Desde o começo de outubro estão suspensos os pousos e decolagens entre 23 horas e 5 horas. A previsão é de que estas restrições acabem em abril do próximo ano. 

O prazo contratual para conclusão das reformas é junho do próximo ano e uma das principais alterações é a instalação de três pontes de embarque (finguers), que vão facilitar o embarque e desembarque nas aeronaves. 
 

PREVISÃO

Calor volta e chuva segue para os próximos dias em Campo Grande

Previsão dos dias 19 a 25 acompanha tendência observada em outubro, tanto que a Capital bateu recorde de precipitação acumulada em comparação com a média histórica para o mês

18/10/2026 11h00

Nova semana na Capital não deve ter trégua da chuva e mistura de calor e temperaturas amenas

Nova semana na Capital não deve ter trégua da chuva e mistura de calor e temperaturas amenas Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Depois de uma semana com temperaturas mais amenas do que o costumeiro calorão em Campo Grande, a tendência dos próximos dias é que o termômetro volte a marcar calor acima dos 30°C, mas as chuvas devem continuar mesmo depois de alcançarem marca recorde em outubro.

Conforme o Climatempo, amanhã, segunda-feira (19), deve ser de sol com algumas nuvens, com variação de temperatura entre 15°C e 28°C, sem chuva.

Na terça-feira (20), a mesma previsão, com aumento no termômetro, visto que a previsão marca mínima de 18°C e máxima de 33°C, também sem chuva.

No dia seguinte, a tendência é que as temperaturas aumentem ainda mais, chegando a máxima de 35°C e mínima de 23°C, ainda sem chuva, mas com sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado.

Na quinta-feira (22), será o primeiro dia de chuva na semana, prevista entre o fim da tarde e à noite, acompanhada da mesma previsão de temperatura do dia anterior.

Nas 24 horas seguintes, a chuva segue, mas com menos intensidade, com precipitação rápida durante o dia e a noite, com mínima de 25°C e máxima de 32°C.

No sábado (24), a chuva deve atrapalhar um pouco mais o dia do campo-grandense, com previsão de chuva forte à tarde e noite com pancadas de chuva, além da temperatura seguir a mesma da observada na sexta-feira.

Outubro

Como reportado pelo Correio do Estado, os primeiros 15 dias deste mês estão mais chuvosos do que nunca. Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), o acumulado de chuvas já está próximo dos 300 milímetros em algumas regiões, isso contabilizando apenas os 15 primeiros dias deste mês.

São 272,8 mm no Rio Anhanduí, no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 238,2 mm no Jardim Panamá, 235 mm na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Aparecida Gonçalves Saraiva e 221,6 mm na estação Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que fica na Embrapa. 

“A primeira quinzena de outubro de 2026 se destacou pelo predomínio de chuvas expressivas e acima da média climatológica na maior parte do estado de Mato Grosso do Sul. Contudo, observou-se também uma variação na distribuição espacial e nos volumes acumulados, com episódios de precipitação pontualmente intensos”, afirma.

“A ocorrência de volumes elevados concentrados em curtos períodos reforça a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas, da capacidade de infiltração do solo e da gestão dos recursos hídricos”, segue a nota do Cemtec-MS.

Para se ter uma ideia, os 272,8 mm acumulados na região do Rio Anhanduí, no Aero Rancho, representam 81% acima do volume esperado para os 31 dias de outubro, que é de 150,6 mm.

Outra marca de outubro que não tem correspondido aos dados históricos é referente ao calor. Historicamente, este é o mês mais quente do ano, porém, até agora, o dia 8 foi o mais quente registrado, quando os termômetros marcaram 34,8°C em Campo Grande, de acordo com o Inmet.

Essa não é sequer a maior temperatura já registrada no ano, marca que até agora é do dia 27 de setembro, quando a Capital registrou 37,8°C.

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MEDICINA

Enamed passa a ser obrigatório em meio a notas baixas em MS

Na quinta-feira, o Senado Federal aprovou a Medida Provisória que tornou o exame uma condição para o exercício da medicina; em janeiro, UniCesumar e Uniderp tiraram nota 2 de 5

18/10/2026 09h00

A Uniderp de Campo Grande foi uma das duas faculdades de MS que ficaram abaixo dos 60% de proficiência no último Enamed

A Uniderp de Campo Grande foi uma das duas faculdades de MS que ficaram abaixo dos 60% de proficiência no último Enamed Foto: Divulgação

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O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) agora é obrigatório para o exercício da profissão em todo o Brasil, depois de 99 cursos de Medicina tirarem nota 1 ou 2 nos resultados divulgados em janeiro, incluindo duas faculdades de Mato Grosso do Sul, o que acendeu alerta no Ministério da Educação (MEC).

Na última quinta-feira (15), o Senado Federal aprovou a Medida Provisória que institui o Enamed como obrigatório para os futuros médicos exercerem a profissão. Agora, serão três avaliações ao longo da graduação: no final do segundo, do quarto e do sexto ano do curso. Antes, conforme texto do Poder Executivo, estavam previstas apenas duas avaliações.

O resultado final será calculado pela média acumulada das três provas, com maior peso para a última avaliação. O desempenho mínimo exigido, os pesos de cada etapa e os critérios de cálculo serão definidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica e deverão ser previamente publicados.

Quem não alcançar o nível mínimo de proficiência poderá refazer a terceira etapa do exame nas edições seguintes, com novo cálculo da média final. A primeira média acumulada das três avaliações constará do histórico escolar do estudante concluinte, e as faculdades poderão utilizar as notas em seus processos de avaliação acadêmica.

Porém, a exigência de aprovação no Enamed para obtenção do registro será aplicada apenas aos estudantes que ingressaram nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes dessa data continuará submetido às regras anteriores, assim como médicos que já tinham diploma reconhecido nacionalmente.

PREOCUPAÇÃO

Em janeiro deste ano, os resultados do último Enamed, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), acenderam um alerta em toda a comunidade acadêmica e profissional de medicina depois de 99 dos 351 cursos avaliados ficarem abaixo do suficientes, ou seja, ficaram abaixo dos 60% de proficiência (nota 1 ou 2).

Em Mato Grosso do Sul, duas faculdades ficaram dentro deste universo de notas insuficientes: a Anhanguera Uniderp, em Campo Grande; e a UniCesumar, em Corumbá. Na época, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) informou ter recebido com preocupação o resultado do Enamed, tendo em vista a classificação atribuída aos cursos das universidades privadas.

Recentemente, em agosto, estudantes do curso de Medicina da Uniderp realizaram uma manifestação em Campo Grande para cobrar melhorias nas condições oferecidas pela universidade. Com cartazes, os acadêmicos protestaram contra problemas de infraestrutura, questões relacionadas à qualidade do ensino e ao internato médico, além de mudanças acadêmicas ocorridas ao longo do curso.

Ainda, o Correio do Estado também reportou que dois estudantes da UniCesumar conseguiram ser aprovados no Exame Nacional de Residência (Enare), que tinha 11,3 mil vagas abertas e concorrência de 138.974 candidatos. Porém, eles não conseguiram iniciar a residência, pois a faculdade não emitiu a documentação necessária para serem realizadas as inscrições.

LADO BOM

Nos mesmos resultados divulgados pelo Inep em janeiro, os melhores resultados foram registrados no Estado por universidades públicas, que concentraram os conceitos mais altos, como o campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados.

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande, e o campus campo-grandense da UFMS tiraram nota 4 no exame nacional e ficaram dentro dos resultados satisfatórios.

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