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Após ação hacker, Anatel corrige 'falha' em ligações

Após ação hacker, Anatel corrige 'falha' em ligações

ESTADÃO CONTEÚDO

30/07/2019 - 13h34
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou nesta segunda-feira, 29, que as operadoras de telefonia corrijam uma brecha na rede que permitiu a invasão dos celulares de centenas de autoridades do País, incluindo o presidente Jair Bolsonaro. 

A medida é efeito prático das investigações da Operação Spoofing, da Polícia Federal, que prendeu quatro suspeitos na semana passada.

Desde segunda, já não é mais possível ligar para o seu próprio número de telefone. Era assim que Walter Delgatti Neto, o Vermelho, apontado como cabeça do grupo, afirmou que acessava a caixa postal dos usuários e, a partir daí, conseguia obter o código de ativação do serviço web do Telegram, aplicativo de troca de mensagens, que é enviado por mensagem de áudio. 

A possibilidade de acessar a caixa postal ligando para o seu próprio número, agora bloqueada, não era considerada uma falha, mas um padrão da rede das operadoras, também utilizado em outros países.

Nos próximos dias, as empresas de telefonia também deverão reforçar ações para incentivar os usuários a adotarem senha para acessar a caixa postal. A campanha terá caráter educativo e será coordenada pela Anatel. 

'Modus operandi'

Para invadir o celular das autoridades e obter o histórico de mensagens trocadas, os hackers associavam as características da caixa postal a "fragilidades" do aplicativo Telegram.

Diferentemente do WhatsApp, o Telegram permite que o usuário inicie múltiplas sessões, com dois ou mais dispositivos conectados de forma simultânea - é possível, por exemplo, manter a tela do serviço de mensagens aberto em mais de um computador ao mesmo tempo. Além disso, o usuário do Telegram pode solicitar o envio da senha do aplicativo por mensagem de voz para ativar o serviço web. 

Para fazer as ligações simulando o número da vítima, o hacker utilizava um aplicativo malicioso e conseguia "espelhar" o celular de outra pessoa usando serviços de voz por IP (VoIP).

A Anatel não tem poder sobre aplicativos de mensagem, mas a agência pode tomar medidas em relação às teles - como o bloqueio de ligações para o próprio número de celular.

A determinação às operadoras de telefonia foi a primeira ação adotada após a própria Polícia Federal enviar um ofício à Anatel, na semana passada, informando o "modus operandi" do grupo responsável pelos ataques virtuais.

Outra ação que está sob o guarda-chuva do órgão regulador é a organização da campanhas de conscientização. Boa parte dos usuários não altera a senha padrão de acesso à caixa postal, enviada pelas operadoras, o que facilita a ação de hackers. Essa será uma das mensagens da campanha, que ainda está sendo desenhada pela Anatel e pelas empresas.

Telegram

O aplicativo Telegram ganhou muitos usuários brasileiros após várias decisões judiciais que bloquearam o WhatsApp, em 2016. Golpes que utilizam o acesso por meio dos aplicativos têm sido comuns em todo o mundo.

Procurada, a Anatel informou que está colaborando com a Polícia Federal e empregando todos os instrumentos e equipes técnicas disponíveis. "Para garantir o necessário sigilo à operação, não serão divulgadas mais informações no presente momento", informou o órgão regulador. As informações são do jornal O Estado de S Paulo.

Inadimplência

Golpe do Limpa Nome "some" com mais de R$ 105 milhões em dívidas em MS

O esquema faz com que os débitos deixem de aparecer em consultas públicas, mesmo continuando ativo

15/06/2026 17h30

Golpe atinge mais de 780 devedores do Estado

Golpe atinge mais de 780 devedores do Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Um levantamento dos Cartórios de Protesto mostrou que mais de R$ 105,5 milhões em dívidas deixaram de aparecer nas consultas públicas de crédito de Mato Grosso do Sul devido a atuação do "golpe do limpa nome". 

O esquema tem o objetivo de criar uma falsa aparência de irregularidade financeira para devedores.

No entanto, as dívidas continuam existindo e permanecem registradas normalmente nos cartórios, mas se tornam invisíveis para bancos, comerciantes, fornecedores e qualquer agente que precise avaliar o risco antes de conceder crédito ou fechar uma venda a prazo. 

Em Mato Grosso do Sul, foram identificados 11.483 protestos que deixaram de aparecer nas contas públicas do Estado, envolvendo 787 devedores, de acordo com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-MS). 

Como o esquema funciona

De forma simples, o mecanismo faz com que protestos sejam retirados dos sistemas nacionais de consulta usados pelo mercado. No entanto, as dívidas continuam válidas e ativas no cartório onde foram registradas. 

Assim, quem consulta um CNPJ ou CPF de um devedor recebe a informação de que não há pendências, quando na verdade, a dívida segue em aberto. 

Esse "apagão" dos dados faz com que lojistas, bancos e fornecedores sejam induzidos ao erro, abrindo caminho para vendas a prazo, financiamentos e contratos firmados com base em informações incompletas. 

O golpe não é exclusivo de Mato Grosso do Sul. Em todo o Brasil, pelo menos 2,9 milhões de dívidas desapareceram das consultas públicas nos últimos cinco anos, somando R$ 130 bilhões de mais de 66 mil credores brasileiros. 

Desse montando, R$ 20,8 bilhões correspondem a créditos públicos, afetando diretamente na arrecadação de Estados, municípios e da União. 

Com o aumento dos casos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a monitorar decisões judiciais responsáveis pela retirada de protestos das bases de consulta, ampliando o acompanhamento do fenômeno em todo o País. 

O que fazer?

A recomendação da FCDL/MS é que o lojista não se baseie apenas em consultas rápidas aos birôs de crédito tradicionais. Antes de fechar negócios que envolvam prazo ou financiamento, a consulta direta e gratuita à base oficial dos Cartórios de Protesto se torna uma camada extra de segurança, capaz de revelar pendências que sistemas manipulados deixaram de exibir.

Para quem quer sair da inadimplência, de acordo com a FCDL, o caminho certo é a negociação direta com os credores e a busca por auxílio em plataformas confiáveis, como o SPC Brasil, um dos maiores sistemas de informações de crédito do País. 

A plataforma oferece ao consumidor consulta gratuita ao cadastro de inadimplência, orientações sobre negociação de dívidas e ferramentas para monitoramento do próprio nome. Para empresas e lojistas, disponibiliza análise de crédito, consulta de cadastro de clientes e soluções para gestão de risco e recuperação de crédito.

Prejuízo

Apreensão de 14 kg de drogas causa prejuízo de R$ 316 mil ao tráfico

Dupla é presa em flagrante na BR-158 durante abordagem entre Brasilândia e Três Lagoas; carga tinha como destino o interior de São Paulo

15/06/2026 17h17

Apreensão na BR-158

Apreensão na BR-158 Foto: Divulgação

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Uma ação de fiscalização do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) resultou na apreensão de mais de 14 quilos de entorpecentes na manhã de domingo (14), na BR-158, em Três Lagoas.

A ocorrência, registrada no quilômetro 319 da rodovia, no trecho entre Brasilândia e Três Lagoas, levou à prisão em flagrante de dois homens, de 30 e 31 anos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava patrulhamento ostensivo e preventivo quando identificou um veículo com comportamento considerado suspeito. Diante da situação, foi feita a abordagem e, durante a vistoria no automóvel, os militares localizaram drogas escondidas no porta-malas.

Após a pesagem, foram apreendidos 5,45 quilos de maconha, 5,20 quilos de pasta base de cocaína e 3,55 quilos de haxixe, totalizando mais de 14 quilos de entorpecentes.

O volume representa um prejuízo estimado em R$ 316,7 mil às organizações criminosas, conforme avaliação das autoridades.

Durante o interrogatório inicial, os suspeitos relataram que a carga teria saído de Campo Grande e seria levada até a cidade de Lins, no interior de São Paulo, onde ocorreria a entrega.

Diante do flagrante, os dois homens receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com o veículo e o material apreendido, à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas.

O caso segue sob investigação, e os envolvidos permanecem à disposição da Justiça.

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