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Após suspeita de nepotismo, Justiça anula decretos que criavam 'cabide de empregos' no Detran-MS

Decretos eram da década passada, e ação para anulá-los foi ajuizada em 2018

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Após algumas casos de nepotismo dentro do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), ainda na década passada, o Ministério Público Estadual determinou o fim do “cabide de empregos” no órgão.

As contratações de comissionados em detrimento dos servidores concursados ocorreram com base em decretos de 2012 e 2014, da gestão André Puccinelli. 

As investigações têm como base um inquérito civil que apurou a criação irregular de cargos comissionados no Detran-MS, realizados mediante a edição de decretos executivos do Governo do Estado.

O que, de acordo com a decisão, as mudanças de cargos promovidas pelos envolvidos visavam suprimir a falta de servidores mediante a ausência  de servidores públicos efetivos.

A decisão é sustentada pelo  juiz Ariovaldo Nantes, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. 

Segundo a decisão judicial, as organizações internas promovidas pelo Detran-MS burlavam as regras constitucionais de concursos públicos, uma vez que, de acordo com o documento,diversos agentes passaram a obter lotação em cargos comissionados “inclusive entre familiares, a ponto do nepotismo virar regra naquela instituição e tornar os cargos comissionados de grande interesse particular e político”. 

Diante dos remanejamentos e criação de cargos comissionados, um levantamento verificou que a existência de 130 vagas disponíveis para cargos efetivos no órgão  a a prática de nepotismo, onde familiares de dirigentes e gestores seriam agraciados com cargos em comissão, tornando-se comum a prática de favorecimento de interesses privados e a promoção de "cabide de empregos"para aqueles que possuíam vínculos de parentesco com as autoridades responsáveis pelas nomeações ou servidores com funções de confiança e cargos em comissão. 

A investigação destacou que à medida em que as coisas se desdobravam internamente, foram averiguadas uma sucessiva edição de decretos edição transformando cargos comissionados em novos cargos comissionados com denominações diferentes, “tratando-se, na verdade, de manobra para alteração de estrutura funcional sem autorização legal”, diz outro trecho da sentença.

Cabe destacar que o MPMS destacou que as alterações, apesar de ocorrerem em âmbito estadual e serem de responsabilidade do Governo de MS, não ocorriam desta maneira. 

Apesar da Lei Estadual nº 4.197, de maio de 2012, viabilizar a criação de 145 cargos de comissionados no Detran,  um mês após a edição da lei, o Estado de Mato Grosso do Sul passou a expedir decretos criando ou transformando cargos em comissão, diz outra parte do documento. A partir de então, segundo o MPMS, as edições dos decretos municipais  estabeleceram novos 164 cargos comissionados, ou duplicando o quantitativo de cargos comissionados fixados na lei em questão. 

“A multiplicação de cargos em comissão tinha o intuito maior de aumentar cargos que não guardavam correspondência com as funções de chefia, assessoramento e direção, mas sim suprir déficit de servidores efetivos em atividades de caráter meramente técnico”, destacou o juiz. 

Diante da situação, o Ministério Público solicitou junto ao Detran-MS a cópia dos procedimentos administrativos e estudos técnicos realizados para justificar a multiplicação dos cargos em comissão, o que não ocorreu, segundo a sentença. De acordo com o Detran, os arquivos solicitados “haviam sido eliminados e não poderiam ser enviados”. 

O órgão ministerial destacou que para as devidas funções, os servidores deveriam ser previamente aprovados em concurso público, como as de atendente de balcão, motorista,arquivamento, protocolo, dentre outras, e que haviam “vários cargos em comissão que,apesar da denominação de ‘direção executiva e assessoramento’ e da função de chefia, não possuíam qualquer subordinado, descaracterizando a “correspondência fática com as hipóteses constitucionais”. 

Ao fim, o juiz determinou a nulidade dos decretos estaduais e dos atos de nomeação e investidura dos cargos comissionados e solicitou a concessão de liminar para determinar a suspensão de todos os efeitos dos decretos em que as pessoas haviam sido nomeadas. 

Considerando as transformações e transferências promovidas  mediante decretos do Chefe do Poder Executivo Estadual, o MPMS constou que em menos de um ano o salto foi de 145 cargos em comissão para mais de 290 e, que conforme informação prestada pelo Detran em abril de 2016, haviam 291 cargos em comissão e 936 cargos efetivos existentes no órgão. 

“A prova colhida deixa evidente que a transformação e transferência de cargos em comissão por meio de decreto do Chefe do Poder Executivo Estadual com aumento significativo da quantidade de servidores em tal situação e em desproporção ao número de servidores efetivos serviu de sucedâneo à verdadeira reestruturação do referido órgão público sem a edição da lei necessária para tal fim, bem como que parte dos ocupantes dos cargos comissionados criados não exerciam exclusivamente atividades de direção, chefia ou assessoramento, mas das próprias da carreira e do quadro de pessoal efetivo”, finalizou o juiz.

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Plataforma

Discord entrega à AGU proposta para reforçar segurança de crianças

Medida vem após caso de live que induziu menina a tirar a vida

11/08/2026 21h00

Juca Varela/Agência Brasi

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A empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação de mesmo nome, entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

Segundo a AGU informou em nota na tarde desta terça-feira (11), representantes da companhia apresentaram a proposta nesta segunda-feira (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.

A AGU não detalhou os termos da proposta, mas destacou que vai analisá-la em parceria com os demais órgãos federais.

“A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras”, diz nota.

Ainda segundo o órgão, a busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade da União adotar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da legislação e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A reunião da última sexta-feira foi agendada após a repercussão do caso de uma adolescente de 13 anos que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord, em 22 de julho. A situação foi investigada na Operação Lívia.

Durante a reunião da semana passada, os representantes da empresa manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir quaisquer falhas identificadas.

De acordo com a AGU, “a identificação de falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção”, previstos na Lei 15.211/2025, o chamado ECA Digital, “suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pela Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”.

Casa Própria

Mil famílias podem receber até R$ 16 mil para comprar casa própria em Campo Grande

Feirão Habita começa nesta quarta-feira (12) e disponibiliza mil benefícios para ajudar famílias a custear a entrada e viabilizar a compra do imóvel próprio.

11/08/2026 18h29

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande.

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Famílias que pretendem comprar a casa própria em Campo Grande terão uma nova oportunidade para conseguir auxílio financeiro na aquisição do imóvel. A partir desta quarta-feira (12), a 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande reunirá empreendimentos habitacionais e disponibilizará mil cotas do programa Bônus Sonho de Morar, com benefícios que podem chegar a R$ 16 mil, conforme a faixa de renda familiar.

O auxílio funciona como um incentivo para reduzir uma das principais dificuldades enfrentadas por quem busca financiamento imobiliário: o valor necessário para concretizar a compra do imóvel. O benefício é direcionado às famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa habitacional do município.

A 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação será realizada entre 12 e 22 de agosto, com atendimento das 10h às 20h, exceto aos domingos, no Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, nº 1.380, região central da Capital. As datas e o local constam em edital publicado pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). 

Como participar

Durante o evento, os interessados poderão solicitar a reserva de cota do Bônus Sonho de Morar. A concessão, no entanto, não é automática e depende do cumprimento dos requisitos previstos na regulamentação do programa.

Além do benefício financeiro, o feirão funcionará como ponto de atendimento para quem pretende entrar ou já está inserido nos programas habitacionais da Capital.

Será possível realizar ou atualizar o cadastro junto à Emha, conhecer os empreendimentos participantes e receber orientações sobre as possibilidades de financiamento habitacional. 

A iniciativa reunirá empresas da construção civil, incorporadoras e imobiliárias participantes do ViraCG Habitação. Os imóveis apresentados no evento estarão enquadrados em programas de habitação de interesse social, conforme estabelecido pela regulamentação municipal. 

Bônus pode chegar a R$ 16 mil

Nesta edição, serão disponibilizadas mil cotas do Bônus Sonho de Morar. Os valores variam de acordo com a renda familiar dos beneficiários e podem alcançar R$ 16 mil.

Na prática, o programa busca complementar os recursos necessários para viabilizar a aquisição do imóvel, especialmente para famílias que conseguem assumir um financiamento, mas encontram dificuldade para reunir o montante exigido na etapa inicial da compra.

A reserva da cota poderá ser solicitada diretamente durante o Feirão Habita. O edital da Emha confirma que o benefício estará disponível no evento e estabelece que a concessão deverá respeitar os requisitos e critérios previstos na regulamentação vigente. 

Feirão vai reunir imóveis de interesse social

A proposta é concentrar em um mesmo espaço diferentes etapas da busca pela casa própria. Além de verificar a possibilidade de acesso ao bônus, o interessado poderá conhecer os projetos apresentados pelas empresas participantes e buscar informações sobre as condições de financiamento.

Segundo o edital, construtoras, incorporadoras e imobiliárias estarão presentes com empreendimentos enquadrados nos programas de habitação de interesse social de Campo Grande. 

O atendimento será realizado durante dez dias, entre 12 e 22 de agosto, com exceção dos domingos. A programação ocorre das 10h às 20h, ampliando o período disponível para as famílias interessadas procurarem atendimento.

Serviço

O 11º Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação começa nesta quarta-feira (12), no Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, nº 1.380. O evento segue até 22 de agosto, das 10h às 20h, exceto aos domingos.

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