Cidades

COVID-19

Com 165 mil sem 1ª dose de reforço, Campo Grande impõe dificuldades para cidadãos se vacinarem

Apesar de município ter estendido horário de atendimento, ainda é preciso pegar senha e esperar por uma vacina em alguns postos

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A equipe do Correio do Estado foi aos postos de saúde de Campo Grande verificar se ampliação do horário atendimento teria facilitado a vacinação e a testagem de pessoas contra a Covid-19. Mas o que encontrou foram muitos transtornos e algumas dificuldades enfrentadas por quem precisa se imunizar ou verificar se contraiu a doença. 

As dificuldades ocorrem em meio ao atraso de parte significativa da população com a dose de reforço: 165.637 cidadãos da Capital (número que, se agrupado seria maior que Três Lagoas, a terceira maior cidade de Mato Grosso do Sul), não voltaram aos postos nem sequer para tomar a terceira dose da vacina.

Os dados são de levantamento da Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS), órgão do Ministério da Saúde, que ainda aponta que 1,3 milhão de sul-mato-grossenses não tenham sido vacinados com a primeira dose de reforço contra a Covid-19 até o início deste ano. 

DIFICULDADES

Durante a visita nas unidades, o que a equipe encontrou foram várias quebras de protocolo, pessoas próximas sem qualquer  descrição de doença (ou não), restrição de senhas e até mesmo sobre o número de imunizantes a serem aplicados por dia.

Na Unidade Básica de Saúde (UBS) 26 de Agosto, a adminitração alegou que há 15 testes diários de Covid e 20 imunizações por dia. Segundo a equipe, todo o procedimento é possível somente por meio de senhas."Os atendimentos são realizados até às 16h30 ou até que se esgotam as senhas”, destacou a equipe.

O padrão não se mantém na Unidade Básica de Saúde, Dr Jorge David Nasser,  Jockey Club, na Vila Piratiniga.

Por lá, sem qualquer divisão clara, os pacientes se dividem dentro e fora da unidade, que possui cadeiras também na parte externa do terreno.

De Paranaíba, interior do Estado, Geracina das Dores de Almeida (59) chegou à unidade com tosse e dor de cabeça. Sentada do lado de fora da USF, ao lado do neto, Das Dores estava em uma cadeira com uma notificação de “Covid”.

Questionada pela reportagem, ela disse que havia feito o teste, entretanto havia negativado para o coronavírus. Também do lado de fora, Cezar da Silva (48), disse à reportagem que tomou a terceira dose da Pfizer hoje.

Aguardando outra consulta, ele estava junto de outros pacientes que se dividiram em frente a unidade localizada no Jockey Club. 

Na UBS Dona Neta, a alegação dos profissionais foi de que tudo estava correto, e que os que quisessem se vacinar contra a covid deveriam se cadastrar e aguardarem. 

Questionada sobre atualização e extensão dos horários de vacina para a Covid, quais as determinações sobre o contingente de pessoas a serem atendidas por dia, e se as unidades estariam operando  estão operando com um limite de senhas e  pacientes diários, a Sesau informou que “cada unidade organiza a sua demanda de acordo com a capacidade operacional, sendo a distribuição de senha utilizada como forma de organizar e não limitar o atendimento.” 

Segundo a pasta, cada unidade tem autonomia para estabelecer os fluxos de atendimento de acordo com a sua capacidade operacional, entretanto estas devem atender dentro do período estabelecido. 

Cabe salientar que, conforme a Sesau, não há atendimento em horário ampliado, critério adotado apenas para as testagens. 

Atualizado na última quarta-feira (11), o calendário da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) abrange 74 unidades da Capital, sejam estas Unidade de Saúde da Família (USF) ou Unidade Básica de Saúde (UBS). 

Um dia antes da atualização, moradores de Campo Grande denunciaram ao Correio do Estado que a fila para vacinação contra a Covid-19 ultrapassava de três horas nas unidades de saúde do município.

Na ocasião, a reportagem também estevena Unidade Básica de Saúde (UBS) 26 de Agosto, e constatou que diversos pacientes desistiram da imunização por conta da longa espera, período em que pacientes assumidamente contaminados com vírus da Covid-19 denunciaram a falta de critérios da Sesau de Campo Grande, e estaria deixando “todo mundo junto” nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Números

O RNDS apontou que no Estado, mais de 395 mil pessoas não haviam retornado aos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço. 

Até o último dia 10 o número estava em 1.255.438 pessoas, ou seja, em uma semana, 114.310 adultos colocaram a vacinação em dia. 

De acordo com a Sesau, 388.179 estão imunizados com a primeira dose de reforçoao passo que 158.371 tomaram a quarta dose.

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LEVANTAMENTO

PM soma mil chamados para intervir em casos de violência doméstica em MS

Atendimentos de emergência da instituição são realizados através do disque 190

11/04/2026 16h00

Delegacia da Mulher de Campo Grande, em parede com o distintivo da Polícia Civil

Delegacia da Mulher de Campo Grande, em parede com o distintivo da Polícia Civil Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Militar acumula mais de mil atendimentos de emergência para intervir imediatamente em casos de violência doméstica este ano, número que corresponde a aproximadamente 20% do número total de vítimas deste crime no estado em 2026, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS).

De acordo com o Monitor da Violência contra a Mulher, lançado no ano passado pelo Poder Judiciário em parceria com a Sejusp-MS, são 1.067 atendimentos de emergência oriundos do Disque 190 em casos de violência doméstica. Em suma, a Polícia Militar é acionada nestes casos para agir com a intervenção imediata, visando a proteção da vítima e o encaminhamento do agressor para as autoridades competentes.

Pegando o mesmo período analisado (janeiro, fevereiro, março e começo de abril) e comparando com anos anteriores (de 2017 até 2025), este ano fica atrás no quesito somente para 2022, 2023 e 2024, quando foi registrado uma média aproximada de mais de 500 atendimentos de emergência por mês.

Como era de se esperar, Campo Grande lidera a estatística entre os 79 municípios sul-mato-grossenses, com 535 chamadas de emergência, seguido por Dourados, com 80, e Três Lagoas, com 45.

Vale destacar que este levantamento não equivale a quantidade de ocorrências e vítimas totais de violência doméstica no estado em 2026. Neste quesito, Mato Grosso do Sul acumula 5.546 vítimas em 100 dias este ano, uma média de quase 55 mulheres por dia sofrendo algum tipo de violência, seja física, psicológica ou emocional.

Até o momento, 9 mulheres foram mortas em MS por parceiros ou familiares, o chamado feminicídio. O caso mais recente foi da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, que foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. O caso foi confirmado como feminicídio após a perícia descartar a possibilidade de suícidio, versão que Gilberto contou depois de ser apontado como o principal suspeito.

Nova lei

Agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças em casos de violência doméstica deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata.

A medida está prevista na Lei 15.383/2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União. A norma já está em vigor e também autoriza delegados a determinarem o monitoramento em cidades sem juiz, além de ampliar recursos públicos para aquisição dos equipamentos.

A nova legislação altera a dinâmica das medidas protetivas ao tornar obrigatória a adoção da tornozeleira sempre que houver risco à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes. Antes, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade.

Outro ponto central é a ampliação da atuação das autoridades policiais. Em municípios que não são sede de comarca, delegados passam a poder determinar o uso do dispositivo, devendo comunicar a decisão ao Judiciário em até 24 horas. Caberá ao juiz avaliar a manutenção da medida e informar o Ministério Público.

A lei também estabelece que a vítima deverá receber um dispositivo de alerta capaz de avisar, em tempo real, sobre a aproximação do agressor. O sistema utiliza geolocalização para monitorar o cumprimento das chamadas áreas de exclusão, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança em caso de violação.

Além do monitoramento, a norma endurece as penalidades. O descumprimento de medidas protetivas, como violar o perímetro estabelecido ou danificar o equipamento, terá aumento de pena de um terço à metade, sobre a base atual de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A legislação também reforça políticas públicas de prevenção. Campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher deverão incluir orientações sobre procedimentos policiais, funcionamento das medidas protetivas e formas de evitar a revitimização.

Para garantir a aplicação das medidas, o texto amplia de 5% para 6% a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública voltados ao combate à violência contra a mulher. O financiamento poderá ser usado, inclusive, para compra e manutenção de tornozeleiras e dispositivos de alerta.

Outro avanço é a transformação em política permanente do programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de vítimas. A iniciativa prevê a entrega de dispositivos portáteis que emitem alertas automáticos tanto para a mulher quanto para a polícia mais próxima, caso o agressor descumpra as restrições impostas pela Justiça.

A lei tem origem no Projeto de Lei 2.942/2024, apresentado pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS). O foco principal da medida é fortalecer a prevenção e reduzir casos de feminicídio no país.

*Colaborou Alison Silva

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SHOW HISTÓRICO

Peixes do Bioparque são batizados de Axl e Slash em homenagem a Guns N' Roses

Iniciativa segue a tradição do local em dar nomes próprios especiais aos animais, batizando-os com nomes de celebridades

11/04/2026 14h00

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Dois peixes da espécie Aruanã, moradores do Bioparque Pantanal, foram batizados com os nomes de Axl Rose e Slash, ícones da banda Guns N’ Roses, em homenagem ao show histórico ocorrido no dia 9 de abril, em Campo Grande.

A escolha do animal se deu porque seu nado parece uma dança, lembrando a performance do Alx no palco.

A iniciativa segue uma tradição do local em dar nomes próprios especiais aos animais, batizando-os com nomes de celebridades.

Alguns bichos ainda recebem nomes inspirados em figuras da natureza ou cientistas, reforçando o caráter educativo do espaço.

No Bioparque Pantanal, outros animais possem nomes carinhosos em homenagem a alguma celebridade, como a sucuri Gaby Amarantos, jaú Maria Fernanda, jiboia Rachel Carson e lobinha Delinha.

O objetivo é aproximar os animais do público e reforçar o caráter de educação ambiental.

ARUANÃ

Aruanã, também conhecido como língua-de-osso, é um peixe de água doce. Pertence a família Osteoglossidae e a classe Actinopterygii.

A cabeça é ossuda e o corpo largo é coberto por escamas enormes, formando um mosaico de cores.

São peixes grandes, de até 1,5 metro de comprimento. Sua expectativa de vida pode ultrapassar 20 anos. É carnívoro e se alimenta de insetos, aranhas, pequenos peixes, sapos, cobras e lagartos.

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