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Após ataque no Afeganistão, ONU faz reunião de emergência

Após ataque no Afeganistão, ONU faz reunião de emergência

FOLHA ONLINE

01/04/2011 - 20h30
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O Conselho de Segurança da ONU decidiu realizar uma reunião de emergência nesta sexta-feira, após o ataque contra um escritório da organização na cidade afegã de Mazar-i-Sharif, que matou ao menos sete funcionários. Na ação, manifestantes revoltados com a queima do Corão pelo pastor protestante de uma igreja da Flórida (EUA) invadiram o local.

Segundo o vice-porta-voz da ONU Farhan Haq, a reunião do conselho de 15 países --que ocorre a portas fechadas-- teria início às 17h (18h de Brasília). De acordo com diplomatas, é esperado que membros do conselho divulguem um comunicado conjunto condenando a ação.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse a jornalistas em Nairóbi (Quênia) que o ataque foi "ultrajante e covarde". A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, afirmou em um comunicado que a ação foi "horrenda e sem sentido".

Mais cedo, a ONU confirmou as mortes de sete funcionários estrangeiros-- entre membros e agentes da segurança-- após o ataque. "Três membros da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão [Unama, na sigla em inglês] e quatro seguranças morreram", disse Dan McNorton, porta-voz da ONU no Afeganistão.

De acordo com o porta-voz da polícia local Lal Mohammad Ahmadzai, o ataque pode ter matado até 20 funcionários. Representantes da ONU em Nova York também dizem acreditar que os mortos podem chegar a 20. De acordo com a agência de notícias Reuters, ao menos dois funcionários foram decapitados. Cinco manifestantes também morreram, e outros 20 ficaram feridos.

Se as 20 mortes forem confirmadas, será o pior ataque contra alvos da ONU no Afeganistão, e um dos mais mortíferos contra a organização nos últimos anos. O pior ataque mais recente havia sido contra uma hospedaria onde membros da ONU estavam no Afeganistão. Na ocasião, cinco funcionários morreram e outros nove se feriram.

segunda tentativa

Após fracasso, Hospital Municipal de Campo Grande será licitado nesta semana

Abertura de propostas está prevista para o dia 19 de junho; em março, o certame foi declarado fracassado pois as empresas participantes não atenderam às exigências estabelecidas no edital

14/06/2026 17h00

Projeto do Hospital Municipal de Campo Grande

Projeto do Hospital Municipal de Campo Grande Foto: Divulgação

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Após terminar em fracaso em março deste ano, a licitação para contratação de empresa para construção do Hospital Municipal de Campo Grande será realizada na quinta-feira (19). De acordo com o cronograma, a abertura da sessão de disputa de preços está marcada para às 7h45.

O anúncio de que Campo Grande teria Hospital Municipal foi feito em setembro de 2023, pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pelo então secretário municipal de Saúde, Sandro Benites. Na época, nem projeto e nem local determinado para o hospital foram definidos.

Já o anúncio da licitação ocorreu em julho de 2024, ficou mais de um ano paralisado por questionamentos na justila e, em março deste ano, o processo licitatório restou fracassado.

Segundo relatório da concorrência, feito pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc), o fracasso foi “em virtude do não atendimento às condições de participação do certame pelas empresas participantes”.

Após o fracasso desta tentativa, um novo edital foi publicado pela prefeitura no Diário Oficial do dia 16 de março, para a implantação do Complexo Hospitalar Municipal da Capital.

O certame será realizado na modalidade concorrência eletrônica, com recebimento das propostas até às 7h44 do dia 19 de junho, um minuto antes da abertura da sessão de disputa, por meio do porta eletrônico de compras do município.

O processo prevê a contratação de pessoa jurídica para implantação do complexo hospitalar no modelo built to suit (locação sob demanda), que inclui a construção da estrutura, fornecimento de equipamentos e mobiliário, além da manutenção e operação das instalações hospitalares (facilities), garantindo o pleno funcionamento de todas as áreas da unidade.

A licitação é conduzida pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC), com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) como requisitante e interveniência da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Projeto

Conforme reportagem do Correio do estado, o projeto do Hospital Municipal de Campo Grande prevê que o local, que será construído em terreno localizado entre a Rua Raul Pires Barbosa e Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira, terá 259 leitos, destes, 49 serão para pronto atendimento – 20 leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) , 10 pediátricos e 10 adultos –, e 190 leitos de enfermaria (60 pediátricos, 60 adultos para homens e 70 adultos para mulheres).

O espaço terá Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e pediátrica, 10 salas de cirurgia, 53 consultórios e 19 salas de exame, incluindo audiometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergometria, hemodinâmica, mamografia, radiografia, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

O hospital ainda prevê quatro pavimentos – um subsolo, térreo, primeiro e segundo andares –, além de um centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. No total, o hospital ocupará uma área de 14.914 metros quadrados.

Na época do primeiro edital o investimento previsto na construção era de R$ 210 milhões. O mobiliário, incluindo móveis, equipamentos médicos e hospitalares, teria um custo aproximado de R$ 80 milhões.

A manutenção de elevadores, jardim, ar-condicionado, segurança, dedetização e outros serviços, denominada facilite, tinha previsão de um gasto aproximado de R$ 20 milhões ao ano e ficará a cargo da empresa que construir o prédio.

A previsão é de que a obra, quando for iniciada, dure 24 meses.

Homicídio

Jovem é executado a tiros em frente a tabacaria em Campo Grande

Guilherme Soares Gomes Oliveira, conhecido como "Garrafinha", foi morto com ao menos nove disparos no Jardim Leblon; Polícia Civil investiga possível relação com crime ocorrido em 2025

14/06/2026 16h28

Foto: Divulgação

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A noite deste sábado (13) foi marcada por mais um homicídio em Campo Grande. Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, conhecido pelo apelido de “Garrafinha”, foi executado a tiros em frente a uma tabacaria localizada na Avenida Manoel Joaquim de Moraes, no Jardim Leblon. O jovem morreu ainda no local antes de receber atendimento médico.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 21h. Equipes da Polícia Militar foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo em via pública e, ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima caída na rua. O óbito foi constatado às 21h20 por uma equipe de resgate.

Testemunhas informaram aos policiais que Guilherme estava em frente ao estabelecimento quando foi surpreendido pelo atirador. O suspeito usava capacete com viseira fechada, o que dificultou sua identificação, e efetuou diversos disparos contra a vítima antes de fugir.

Relatos colhidos pela polícia apontam que, após os tiros, o autor deixou o local acompanhado por uma mulher. 

A cena do crime foi isolada para os trabalhos periciais. Durante as diligências, peritos recolheram nove cápsulas deflagradas de munição de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Equipes da Polícia Civil, do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar também participaram do atendimento da ocorrência.

Por causa dos trabalhos de perícia, uma das pistas da Avenida Manoel Joaquim de Moraes precisou ser interditada temporariamente, causando impactos no trânsito da região.

Os investigadores tentaram obter imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades, mas encontraram dificuldades porque os estabelecimentos comerciais mais próximos estavam fechados ou com os sistemas de segurança desligados.

Moradores vizinhos informaram que irão disponibilizar imagens de câmeras residenciais para auxiliar na identificação do autor.

Histórico criminal

A morte de Guilherme chama atenção por causa de seu envolvimento em um homicídio registrado em julho de 2025, em Campo Grande. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por participação no assassinato de Lucas Ribeiro Pastor, ocorrido no Bairro Iracy Coelho Netto.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu durante a madrugada em uma tabacaria na Rua Santa Quitéria. Além de Guilherme, também foram denunciados João Vitor da Silva Bento, conhecido como “Joãozinho do Corte”, Jhullison Fernando da Silva, apelidado de “Duxo”, e Kaio Henrique Pires dos Santos, o “Caim”.

Conforme a investigação, Lucas estava no estabelecimento acompanhado de outro jovem quando Guilherme chegou ao local conduzindo uma motocicleta. Na garupa estava Kaio, que desceu armado com uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Ainda de acordo com o MPMS, outro rapaz acabou atingido por engano durante a ação criminosa. Após os primeiros tiros, o atirador teria se aproximado de Lucas e efetuado novos disparos na cabeça para garantir sua morte.

João Vitor e Jhullison foram apontados como responsáveis por fornecer a motocicleta e a arma utilizadas na execução.

Investigação

Poucas horas após o assassinato de Guilherme, uma publicação feita por um conhecido da vítima em redes sociais chamou a atenção dos investigadores.

A mensagem continha a frase “Vida se paga com vida”, circunstância que poderá ser analisada durante o inquérito para verificar eventual relação com conflitos anteriores.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como homicídio qualificado por emboscada e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do crime permanece sob investigação.

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