Cidades

Abertura de concurso

Após defasagem de funcionários, Governo abre concurso com 279 vagas para o HRMS

Na semana, a reportagem do Correio do Estado relatou sobre funcionários doentes e que a falta deles acarretou uma sobrecarga no atendimento.

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O Governo do Estado publicou no Diário Oficial da última quinta-feira (18), a abertura do concurso público para 279 vagas de cargos vacantes em Gestão de Serviços Hospitalares. 

Nesta semana, o Correio do Estado relatou sobre a defasagem no quadro de funcionários, após 11 servidores apresentarem sintomas de covid. 

Segundo o edital, a empresa favorecida para o concurso é a Selecon (Instituto Nacional de Seleções e Concursos). Ainda de acordo com o documento, às 279 vagas são para o pessoal da Funsau (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul).

Nas próximas semanas, o certame divulgará detalhes dos períodos de inscrições, como vagas e as datas das provas. 

O valor global do contrato é de R$ 779.760,00.  


HRMS: Entenda como como onze funcionários de atestado paralisaram um hospital com 2 mil servidores

Na última terça-feira, o Correio do Estado detalhou sobre a situação do quadro de funcionários do Hospital Regional, após servidores ficarem doentes. 

No início da semana, 11 funcionários apresentaram sintomas gripais, e foram afastados de suas funções. O caso acabou acarretando uma sobrecarga no atendimento, o que fez o Hospital Regional cancelar as cirurgias e colocando restrição de visitas até hoje (20).  

"Hoje o hospital apresenta 2100 funcionários. Um enfermeiro e 10 auxiliares técnicos estavam afastados por causa da covid. O problema não é o surto de covid e sim a falta de servidores e abertura de novos concursos públicos", explicou o vice- presidente do Sintts (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social), Ricardo Bueno.  

Para a reportagem do Correio do Estado, Bueno relatou que o governo de Mato Grosso do Sul desde de 2014 não abre editais para novas vagas na saúde.


"Desde do governo de Reinaldo Azambuja tem se falado em abertura de novos concursos. Ano passado, o Riedel autorizou novamente, mas o projeto não saiu do papel. O problema do hospital não é o surto e covid e sim a falta de funcionários. Os enfermeiros estão sobrecarregados e doentes, se tivesémos uma lista de espera, poderiámos chamar os aprovados para trabalhar na escala dos que estão infectados com a covid", relatou.

Bueno ainda relatou que o problema pode piorar, caso o governo não agilize a abertura de novas vagas. "Depois que os casos de covid explodiu, me garantiram que até sexta-feira devem abrir um edital para concurso público de 280 vagas. Isto é muito pouco. Para que não ocorra nenhum problema de sobrecarregamento nos atendimentos, temos um déficit de 500 funcionários", explicou o vice-presidente da Sintts.

 

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estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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