Cidades

NATUREZA

Plantação de girassóis volta a fazer sucesso e promete virar 'ponto turístico' de Campo Grande

Quase 20 milhões de pés de girassóis ocupam uma área de 396 hectares na Fazenda Cinco Estrelas

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Os girassóis estão de volta para embelezar as fotos do campo-grandense e colocar o perfil das redes sociais em dia.

Milhões de girassóis floresceram instantemente e formaram um verdadeiro ‘mar amarelo’ na Fazenda Cinco Estrelas, localizada em uma estrada de terra que fica a 8 quilômetros do Indubrasil, a 40 minutos do centro de Campo Grande.

As plantas estão a cerca de 15 centímetros uma da outra e possuem, em média, 1,70 metros de altura.

Cerca de 19,8 milhões de pés de girassóis ocupam uma área de 396 hectares no local, de acordo com o gerente da fazenda, Carlos de Lima Rosa. 

As flores permanecerão belas e intactas pelos próximos 15 dias. Após esse prazo, irão murchar e secar. É possível contemplar o mar de girassóis e fazer lindos cliques, de graça, a qualquer hora do dia. 

ONDE FICA A PLANTAÇÃO DE GIRASSOL EM CAMPO GRANDE?

 

 

Em entrevista ao Correio do Estado, o gerente afirmou que o local pode se tornar um ponto turístico temporário, pois as visitas estão se tornando frequentes a cada dia.

 

“Vai virar um ponto turístico de novo. Está começando agora e vai bombar. O pessoal está divulgando e tirando fotos já”, afirmou o gerente.

 

Em 2018, a plantação bombou nas redes sociais pela beleza da imensidão amarela. Centenas de pessoas compareciam no local diariamente.

Ensaio fotográfico de casamento, book de 15 anos e gestação, yoga no meio das flores e vários outros cliques foram feitos no local. “Já teve tudo o que você imaginar aqui”, disse o gerente.

Foto: Naiara Camargo

 

Fazenda Cinco Estrelas, a 8 km do Indubrasil

GIRASSOL

O girassol é uma planta da família Asteraceae e do gênero Heliantheae. É nativo da América do Norte. 

É uma planta anual, que nasce, cresce, floresce uma vez por ano e morre logo em seguida.

Tem cerca de dois metros de altura e o recorde, já registrado no mundo, é de nove metros.

“Geralmente esses recordes ocorrem em regiões como o Alasca, que possuem verões com dias de sol que podem chegar até 24 horas seguidas dependendo da latitude, então a planta simplesmente não para o metabolismo”, afirmou o biólogo Pedro Isaac, em entrevista ao Correio do Estado

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É rico em reserva energética e estrutural, como açúcares, proteínas e ácidos graxos, sendo estes a matéria prima do óleo.

De acordo com o biólogo, o óleo é retirado da semente do girassol para consumo humano.

“No entanto, como o maior produto consumido é o óleo, naturalmente pode causar alguns problemas, contribuindo para a obesidade, doenças cardiovasculares, entre outras”.

As sementes também são utilizadas como alimento para animais, especialmente aves de estimação como periquitos e canários. 

"Seu cultivo é tanto devido à importância na indústria alimentícia quanto pelo uso ornamental por causa da beleza", explicou o biólogo.

É cultivado com matéria orgânica. "Não é das plantas mais exigentes quanto à adubação, podendo usar estrume, fertilizantes químicos e chorume de composteira, mas é bom sempre lembrar de diluir estes dois últimos e nunca usar fertilizantes demais, pois podem causar queimaduras químicas ou até intoxicar a planta" detalhou o Pedro Isaac. 

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

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02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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