Após terminar em fracaso em março deste ano, a licitação para contratação de empresa para construção do Hospital Municipal de Campo Grande será realizada na quinta-feira (19). De acordo com o cronograma, a abertura da sessão de disputa de preços está marcada para às 7h45.
O anúncio de que Campo Grande teria Hospital Municipal foi feito em setembro de 2023, pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pelo então secretário municipal de Saúde, Sandro Benites. Na época, nem projeto e nem local determinado para o hospital foram definidos.
Já o anúncio da licitação ocorreu em julho de 2024, ficou mais de um ano paralisado por questionamentos na justila e, em março deste ano, o processo licitatório restou fracassado.
Segundo relatório da concorrência, feito pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc), o fracasso foi “em virtude do não atendimento às condições de participação do certame pelas empresas participantes”.
Após o fracasso desta tentativa, um novo edital foi publicado pela prefeitura no Diário Oficial do dia 16 de março, para a implantação do Complexo Hospitalar Municipal da Capital.
O certame será realizado na modalidade concorrência eletrônica, com recebimento das propostas até às 7h44 do dia 19 de junho, um minuto antes da abertura da sessão de disputa, por meio do porta eletrônico de compras do município.
O processo prevê a contratação de pessoa jurídica para implantação do complexo hospitalar no modelo built to suit (locação sob demanda), que inclui a construção da estrutura, fornecimento de equipamentos e mobiliário, além da manutenção e operação das instalações hospitalares (facilities), garantindo o pleno funcionamento de todas as áreas da unidade.
A licitação é conduzida pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC), com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) como requisitante e interveniência da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Projeto
Conforme reportagem do Correio do estado, o projeto do Hospital Municipal de Campo Grande prevê que o local, que será construído em terreno localizado entre a Rua Raul Pires Barbosa e Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira, terá 259 leitos, destes, 49 serão para pronto atendimento – 20 leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) , 10 pediátricos e 10 adultos –, e 190 leitos de enfermaria (60 pediátricos, 60 adultos para homens e 70 adultos para mulheres).
O espaço terá Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e pediátrica, 10 salas de cirurgia, 53 consultórios e 19 salas de exame, incluindo audiometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergometria, hemodinâmica, mamografia, radiografia, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.
O hospital ainda prevê quatro pavimentos – um subsolo, térreo, primeiro e segundo andares –, além de um centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. No total, o hospital ocupará uma área de 14.914 metros quadrados.
Na época do primeiro edital o investimento previsto na construção era de R$ 210 milhões. O mobiliário, incluindo móveis, equipamentos médicos e hospitalares, teria um custo aproximado de R$ 80 milhões.
A manutenção de elevadores, jardim, ar-condicionado, segurança, dedetização e outros serviços, denominada facilite, tinha previsão de um gasto aproximado de R$ 20 milhões ao ano e ficará a cargo da empresa que construir o prédio.
A previsão é de que a obra, quando for iniciada, dure 24 meses.



