Cidades

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Após fotos vazadas de Marília Mendonça, advogados explicam medidas cabíveis

Tanto os responsáveis pelo vazamento das imagens quanto quem as compartilha cometem crime

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O vazamento de fotos da cantora Marília Mendonça sem vida chateou a família da artista um ano e meio após sua morte e motivou um desabafo da mãe dela nas redes sociais. A Polícia Civil de Minas Gerais abriu investigações.


Segundo a advogada e consultora jurídica Lorrana Gomes, tanto os responsáveis pelo vazamento das imagens quanto quem as compartilha cometem crime.


"Conforme o artigo 212 do Código Penal, a depender das circunstâncias específicas desse caso, ele pode se enquadrar em vilipêndio, o crime de humilhação e desrespeito cometido contra cadáveres. Isso pode levar a uma detenção de um a três anos, além de eventuais indenizações e agravantes", revela.


O advogado Demóstenes Torres afirma, no entanto, que a pena pode aumentar para até seis anos se demonstrado que os vazamentos geraram dano à administração pública ou a outrem, como o filho pequeno de Marília.

"Acredito que seja o caso. Mas em qualquer hipótese, apenas com os dados fornecidos pela imprensa, é quase impossível dar cadeia em regime fechado, pois mesmo que no máximo, que são seis anos, o criminoso vai começar no regime inicial semiaberto", analisa.


O advogado da família de Marília contou à imprensa que já toma as medidas cabíveis. Segundo a advogada da área de privacidade e proteção de dados Mahyra Milani, na esfera cível, é importante pontuar que parentes têm direito a proteger a imagem de um falecido.


"Há um parágrafo do nosso Código Civil que prevê a possibilidade de familiares requererem perdas e danos do falecido, como moral, por exemplo. Porém, a caracterização do dano vai depender do entendimento do juiz, conforme os detalhes do caso", explica.


Já sobre as redes sociais, a advogada diz que os perfis que publicam essas imagens podem violar as diretrizes e termos dessas plataformas onde o conteúdo for compartilhado. "Nesse aspecto, postagens que contrariem as regras poderão estar sujeitas às respectivas sanções, como bloqueio do perfil, etc.", diz.


As redes sociais, por conta própria ou mediante pedido da parte interessada, podem remover o conteúdo considerado ofensivo. Caso não o façam, a família poderá acionar a justiça.

 

"Monstruosidade"

A mãe da cantora usou as redes sociais para expressar indignação depois que fotos da autópsia de sua filha vazaram na internet na quinta-feira (13).


Ela disse que não se pronunciou antes para preservar o filho da cantora, que já tem idade para entender algumas situações. "A família está chocada com essa monstruosidade", diz Ruth Moreira, em um vídeo publicado no Instagram.


"O que está faltando é lei e justiça. As redes sociais não podem ser terra sem lei. A gente precisa que esses delinquentes paguem. Eles não respeitam a memória de uma pessoa que se foi nem a dor da família."


Depois que as imagens vazaram, artistas usaram as redes sociais para criticar a circulação das fotos e pedir respeito à cantora.
Nesta quinta, quando as imagens começaram a aparecer na internet, a cantora Anitta disse em seu perfil no Twitter que os responsáveis pelo vazamento são pessoas doentes. "Humanidade perdida. Antiprofissionalismo. Justiça. Respeitem @MariliaMReal."


O cantor Wesley Safadão pediu nas redes sociais que as imagens da autópsia não sejam compartilhadas. "Vamos lembrar a Marília Mendonça assim, a rainha da sofrência, que por onde passava arrastava multidões. Qualquer outra imagem não precisa nem deve ser compartilhada!"


A equipe da cantora afirmou à imprensa que o advogado da família, Robson Cunha, busca medidas para punir os responsáveis pelo vazamento.


"Começaram a circular em grupos de WhatsApp fotos do inquérito policial que trata do acidente e da morte da cantora Marília Mendonça", escreveu o time em comunicado à imprensa. "A mãe da cantora, dona Ruth, preferiu [no primeiro momento] não se manifestar com relação ao assunto, pedindo apenas que as pessoas tenham respeito e empatia e que entendam que há uma família que sofre toda vez que situações assim ocorrem."

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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