Cidades

Acidentes Aéreos

Nova queda de avião faz MS reviver histórico de acidentes aéreos

Acidente registrado em Campo Grande volta a chamar atenção para casos que marcaram a aviação no Estado, do desastre militar em Ponta Porã aos episódios mais recentes.

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A queda de um avião de pequeno porte na manhã de ontem sexta-feira (3), em Campo Grande, que matou o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, voltou a chamar a atenção para a segurança da aviação em Mato Grosso do Sul.

O acidente, cujas causas ainda serão apontadas pelas investigações, soma-se a uma série de ocorrências registradas nos últimos anos e reacende o debate sobre os desafios enfrentados pelo setor em um estado onde a aviação desempenha papel fundamental no agronegócio, no transporte executivo e em operações particulares.

Levantamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) mostra que, entre 2015 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências aeronáuticas.

Desse total, foram contabilizados 77 acidentes, 112 incidentes e 41 incidentes graves. Ao longo do período, 17 acidentes foram fatais e provocaram 24 mortes.

Das décadas de 1970 aos anos 2000

O histórico de acidentes aéreos em Mato Grosso do Sul remonta a décadas anteriores. Em setembro de 1974, um avião C-115 Buffalo, da Força Aérea Brasileira (FAB), caiu nas proximidades do Aeroporto de Ponta Porã durante uma tentativa de aproximação em meio a condições meteorológicas adversas.

O acidente, que vitimou uma comitiva militar de alto escalão, é lembrado como um dos mais graves da história da aviação no Estado. Anos depois, em 2000, um bimotor caiu na região do Pantanal e matou seis pessoas.

Em 2007, o desastre com o voo 3054 da TAM, em São Paulo, também teve reflexos em Mato Grosso do Sul ao vitimar o ex-secretário estadual José Américo Flores do Amaral.

Os episódios passaram a integrar uma sequência de acidentes que marcaram a história da aviação e reforçaram a importância das investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis para aprimorar a segurança dos voos.

Casos que marcaram a última década

Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em maio de 2015, quando o avião que transportava os apresentadores Luciano Huck e Angélica realizou um pouso forçado em uma fazenda no município de Rochedo. A aeronave perdeu potência em um dos motores durante a aproximação para Campo Grande.

Apesar do susto, os nove ocupantes sobreviveram com ferimentos leves. Posteriormente, a investigação concluiu que o acidente foi provocado por uma sequência de falhas mecânicas e operacionais.

Após alguns anos sem grandes tragédias de repercussão nacional, 2025 tornou-se o período mais letal da aviação sul-mato-grossense na última década.

O primeiro acidente fatal ocorreu em março, quando o piloto agrícola Paulo Roberto Crispim morreu após a queda de uma aeronave utilizada em pulverização em Nova Andradina. Meses depois, outro avião caiu em Iguatemi, provocando a morte do piloto agrícola Lucas Gomes Basílio Becker.

Em setembro daquele ano, duas novas tragédias voltaram a mobilizar as autoridades. O médico e pecuarista Ramiro Pereira de Matos morreu após a queda da aeronave que pilotava durante um voo na região norte do Estado.

Poucos dias depois, um avião caiu em uma fazenda na região do Pantanal, em Aquidauana, matando o piloto Marcelo Pereira de Barros, o arquiteto chinês Kongjian Yu e os documentaristas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Júnior.

As investigações apontaram que a aeronave tentou realizar um pouso em condições que ainda são analisadas pelos órgãos responsáveis.

Agora, em 2026, a queda da aeronave nas proximidades de Campo Grande volta a ampliar a lista de acidentes de grande repercussão registrados no Estado. Segundo as primeiras informações, o bimotor seguia em direção a Três Lagoas quando caiu pouco depois da decolagem.

As circunstâncias do acidente serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pelas investigações técnicas, e pela Polícia Civil.

Entre as hipóteses iniciais analisadas pelas equipes está a baixa visibilidade causada pela forte neblina registrada nas primeiras horas da manhã.

Os dados do Sipaer mostram que as ocorrências registradas em Mato Grosso do Sul envolvem diferentes fatores contribuintes.

Entre os mais frequentes estão perda de controle em voo, excursão de pista, falhas de motor e operações realizadas em baixa altitude, características comuns principalmente na aviação geral e agrícola.

As investigações conduzidas pelo Cenipa não têm finalidade de atribuir responsabilidade civil ou criminal, mas identificar fatores contribuintes e emitir recomendações capazes de aumentar a segurança das operações aéreas no país.

Acidente

Colisão frontal na BR-463 deixa três mortos e dois feridos em MS

Acidente entre dois carros mobilizou equipes de resgate, perícia e Polícia Rodoviária Federal; uma criança de colo e um dos motoristas foram socorridos ao Hospital Regional

04/07/2026 12h29

Foto: Policia Rodoviária Federal.

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Uma colisão frontal entre dois automóveis provocou a morte de três pessoas e deixou outras duas feridas na manhã deste sábado (4), na BR-463, em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai.

O acidente ocorreu por volta das 8h, no quilômetro 80 da rodovia, nas proximidades do Posto Capey, e mobilizou uma grande operação de resgate e atendimento das forças de segurança.

As vítimas fatais morreram ainda no local do impacto. Com a violência da batida, parte dos ocupantes ficou presa às ferragens, exigindo um delicado trabalho de desencarceramento realizado por equipes do Corpo de Bombeiros Militar.

Até a publicação desta reportagem, as identidades dos mortos ainda não haviam sido confirmadas oficialmente.

Além das vítimas fatais, uma criança de colo e um dos motoristas sobreviveram ao acidente. Ambos foram socorridos pelas equipes de emergência e encaminhados ao Hospital Regional de Ponta Porã. O estado de saúde deles não havia sido divulgado.

Segundo informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão envolveu uma Ford EcoSport Titanium e uma Chevrolet Zafira.

O impacto foi tão violento que um dos veículos permaneceu sobre a pista, no sentido Ponta Porã para Dourados, enquanto o outro saiu da rodovia e foi parar em uma área de mata às margens da BR-463.

Foto: Policia Rodoviária Federal. 

A ocorrência mobilizou equipes da PRF, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e do Instituto de Medicina Legal (IML), responsáveis pelos trabalhos de perícia, remoção dos corpos e levantamento das primeiras informações que irão subsidiar a investigação.

Durante o atendimento da ocorrência, o tráfego no trecho chegou a sofrer restrições para permitir o trabalho das equipes de resgate e da perícia. Após a conclusão dos procedimentos, o fluxo de veículos foi totalmente liberado.

A dinâmica do acidente ainda será apurada pelas autoridades. A perícia técnica deverá indicar fatores como velocidade, condições da pista, possíveis falhas mecânicas ou eventuais invasões de faixa que possam ter contribuído para a colisão.

A BR-463 é uma das principais ligações entre Ponta Porã e Dourados e registra intenso movimento de veículos de passeio e de carga, especialmente nos fins de semana.

Diante do acidente, a Polícia Rodoviária Federal reforçou a orientação para que motoristas redobrem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando os limites de velocidade e realizando ultrapassagens apenas em locais permitidos.

As investigações seguem em andamento e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades à medida que o trabalho pericial avançar.


 

ELEIÇÕES 2026

Restrições para pré-candidatos que ocupam cargos públicos iniciaram hoje

Servidoras e servidores públicos pré-candidatos devem se atentar a proibição de publicidade institucional no período de defeso eleitoral

04/07/2026 12h00

Reprodução / TSE

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Devido calendário eleitoral, com exatos três meses para o dia das eleições, a partir deste sábado (04), os pré-candidatos que trabalham em órgãos e instituições públicas devem seguir uma série de restrições sobre publicidade institucional que entraram em vigor com o chamado "defeso eleitoral".

O período estabelece proibições e regras sobre a administração pública prevista na Lei das Eleições, nº 9.504, e se estende a servidores públicos, estatutários ou não, bem como órgãos e entidades da administração pública direta e indireta, nas esferas federal e estadual.

Estabelecimentos públicos, como escolas da Rede Estadual de Ensino (REE) também devem se atentar as regras impostas a partir da data. A utilização de redes sociais com nomes, símbolos ou imagens fica restrito, devendo ser removidos toda e qualquer informação de sites oficiais que possa promover candidatos.

A medida estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) busca garantir a isonomia na disputa das eleições, restringindo a divulgação de atos, programas e obras que possam beneficiar candidatos. O período se estende até 25 de outubro.

Para candidatos que trabalham em órgãos públicos, as restrições vão além de publicidade institucional por redes sociais, e fica também proíbido aparições em inaugurações de obras públicas, bem como a destinação de verba pública para shows em eventos do tipo, pronunciamentos em cadeia de rádio e TV fora do horário eleitoral gratuito, entre outras.

Confira as proibições e restições divulgadas pelo TSE:

Na comunicação oficial:

  • Autorizar publicidade institucional de atos, programas, obras e serviços;
  • Slogans, marcas, símbolos ou imagens que identifiquem autoridades com cargos em disputa nos sites e nas redes sociais.

Em atos de pessoal e verbas:

  • Nomeação, contração, demissão sme justa causa ou transferência de servidores de ofício;
  • Nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais ou conselhos de contas e dos órgãos da Presidência da República;
  • Repasse de transferências voluntárias de recursos (União/estados), salvo obras em andamento ou calamidades.

Inaugurações e shows:

  • Contratação de shows artísticos com recursos públicos para inaugurar obras;
  • Comparecimento de candidatas e candidatos a qualquer inauguração pública;

Outras datas do calendário eleitoral que ocorrerão em julho incluem amanhã (05), em que iniciam as propagandas intrapartidárias, com a utilização de seus nomes, porém proibido o uso de rádio, TV e outdoor dentro do período de 15 dias antes da convenção do partido que define os candidatos para o pleito.

A partir de 7 de julho inicia o prazo para seleção de mesários, com a publicação do edital de convocação de eleitores que atuarão na função. A partir da data de publicação, os convocados ou convocadas, bem como partidos possuem um período de cinco dias para contestação da nomeação caso desejarem.

Em 20 de julho iniciam as convenções partidárias com prazo até 5 de agosto em que ocorre a escolha de candidatos e deliberação sobre coligações.

Ao fim do mês, em 31 de julho, o TSE divulga por meio de publicação a documentação e conclusão dos Testes Públicos de Segurança dos sistemas eleitorais realizados durante o mês com a urna eletrônica.

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