Cidades

PROFESSOR TEMPORÁRIO

Após reclamações de candidatos, prefeitura muda data de concurso para professor

Prova estava marcada para a "semana do saco cheio", mas foi adiada para o fim de outubro; inscrições seguem abertas

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Após diversas reclamações de candidatos, a Prefeitura de Campo Grande mudou a data do processo seletivo simplificado para professores temporários da Rede Municipal de Ensino.

Inicialmente, a prova estava marcada para o dia 8 de outubro e, agora, ficou para o dia 29 de outubro. A errata, com a nova data, foi publicada no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (11).

As inscrições do processo seletivo seguem abertas até o dia 15 de setembro.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a data inicial gerou reclamações de candidatos devido ao dia 8 de outubro ser um domingo que faz parte da chamada semana do saco cheio. Na semana, há os feriados dos dias 11 e 12, que celebram à criação de Mato Grosso do Sul e o Dia de Nossa Senhora Aparecida, respectivamente.

Tradicionalmente, nesta semana não há aulas nas escolas e muitas pessoas que trabalham na área da educação costumam aproveitar o feriadão para viajar, se programando com antecedência. Desta forma, há professores que se inscreveram ou desejam se inscrever para o processo seletivo que já estavam com viagem programada há muitos meses.

Ao Correio do Estado, o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP-MS) informou que, devido ao grande número de reclamações de interessados no concurso sobre a data, uma reunião foi realizada na Secretaria Municipal de Educação (Semed) para pedir por uma nova data para realização da prova.

A solicitação foi atendida pelo Executivo Municipal, que adiou a prova para o último domingo de outubro.

Conforme a errata publicada no Diário Oficial, com a alteração da data, foram consequentemente alteradas também as demais fases previstas no cronograma, como prazo para recurso, divulgação e homologação do resultado, entre outros.

O edital completo, com as erratas, está disponível no Diogrande nº 7.194, desta segunda-feira e também no site da organizadora do processo, a Fapec.

A classificação definitiva e homologação do resultado está prevista para o dia 27 de dezembro.

Inscrição

As inscrições para o processo seletivo podem ser realizadas até o dia 15 de setembro de 2023, pela internet, no site https://concurso.fapec.org.

No endereço, além do formulário de inscrição, também está disponível o edital completo do processo seletivo.

O candidato deve clicar na aba 'inscrições', selecionar o componente curricular ou etapa de ensino pretendido, conforme a formação acadêmica, e preencher a ficha de inscrição.

O processo seletivo é composto de três etapas, sendo a inscrição online, de caráter eliminatório; avaliação escrita, de caráter eliminatório, e prova de títulos, de caráter classificatório.

O processo seletivo terá validade de um ano, contados da data de publicação da homologação do resultado final, e poderá ser prorrogado por igual período.

Os profissionais selecionados irão compor o banco de cadastro de professores temporários da Reme, para atender às demandas e necessidades da Secretaria Municipal de Educação.

Para participar, o candidato deve cumprir os seguintes requisitos:

  • ser brasileiro nato ou naturalizado;
  • ter no mínimo 18 anos de idade completos;
  • ter cumprido as obrigações e encargos militares previstos em lei, se homem;
  • não ter sofrido nenhum tipo de condenação criminal transitada em julgado, em
  • nenhuma esfera judicial nos últimos cinco anos;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • possuir curso de licenciatura plena ou normal superior, de acordo com o componente
  • curricular ou a etapa de ensino para a qual se inscreveu, quando convocado para assumir
  • aulas temporárias.

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fenômeno

Eclipse parcial da Lua será visto em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira

Ponto máximo será às 00h31, no horário local, já na madrugada da sexta-feira, e poderá ser observado a olho nu

26/08/2026 18h00

Eclipse será visto a olho nu

Eclipse será visto a olho nu Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado

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Um eclipse parcial da Lua poderá ser visto na noite desta quinta-feira (27) e madrugada de sexta-feira (28) em Mato Grosso do Sul e todo o território brasileiro, a olho nu.

O fenômeno deve começar por volta das 22h30, no horário local, com o ponto máximo duas horas depois, às 00h30.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Oliveira do Nascimento, disse que é necessário ter paciência para observar o eclipse, pois ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua.

Por volta do horário previstom de 22h30, é quando a lua começa a entrar na umbra e será possível perceber a diferença.

Ela acrescentou que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua.

“É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou à Agência Brasil.

Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. 

“Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”.

Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, o eclipse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. 

“No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou.

De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”.

A astrônoma explicou ainda que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. 

“Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra. A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra. Todos os corpos que não são pontuais, recebendo uma fonte de iluminação, têm duas sombras. Uma mais clara, que a gente chama de penumbra, e uma mais escura, que é a umbra”, disse à Agência Brasil.

Transmissão

O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail [email protected].

* Com Agência Brasil

Descumpriu normas

Após morte em MS, AGU pede indenização de R$ 500 milhões ao Discord

Menina de 13 anos teve a morte transmitida ao vivo na plataforma em Naviraí, incentivada por grupo extremista que agia online

26/08/2026 17h30

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Após a morte da adolescente Lívia, de 13 anos, em Naviraí, no dia 22 de julho, que foi incentivada e obrigada a tirar a própria vida com transmissão ao vivo no Discord, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra a plataforma, pedindo indenização de R$ 500 milhões por descumprimento de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Marco Civil da Internet.

Além da multa, também é requerida a aplicação de medidas cautelares para forçar a empresa a se adequar às leis do Brasil.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (26) pelo ministro da Pasta, Jorge Messias, em entrevista coletiva.

A rede social já estava impedida de realizar transmissões ao vivo no País há duas semanas, após a morte da sul-mato-grossense.

O ato de sanção partiu da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que investiga o caso.

O ministro afirmou que a ausência da rede de proteção tem levado a situações de ordem criminal envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e animais.

“Nós não podemos tolerar que verdadeiras cracolândias digitais sejam criadas em um ambiente virtual brasileiro. E esta ação representa que a tolerância do Estado brasileiro é zero para esse tipo de prática. Todas as empresas que queiram participar do ambiente digital brasileiro são bem-vindas, mas devem cumprir integralmente a legislação brasileira.”

Na ação, a AGU requer que a Justiça obrigue o Discord a aprimorar os instrumentos de supervisão e controle parental, de controle de idade dos usuários, de detecção e remoção de conteúdos nocivos e de comunicação às autoridades.

Em caso de descumprimento, é solicitada aplicação de multa de R$ 500 mil por dia.

Segundo Messias, a ação civil pública foi protocolada devido ao fracasso das negociações junto à empresa.

“Tentamos, por duas semanas, construir um termo de ajustamento de conduta. A empresa, no primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas, infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Portanto, não nos restou outra saída que não a apresentação, o ingresso de uma ação civil pública.”

Caso Lívia

Encontrada morta na manhã de 22 de julho, em Naviraí,  Lívia foi incitada a automutilação e suicídio por grupos extremistas.

No dia 4 de agosto, a Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP).

A polícia descobriu que adolescentes e um jovem de 18 anos faziam parte de grupo que utilizava diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. 

Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica, que em casos extremos culminavam na indução ao suicídio.

“Nós podemos falar que existem escravos virtuais. Isso acontece principalmente com as meninas. Então, dentro dessa organização criminosa, eles têm aquelas pessoas que vão captando vítimas, fazem uma engenharia social. Os adolescentes, eles deixam, muitas vezes, suas redes sociais abertas, então, eles começam a procurar pela família, onde estudam e, diante de todas aquelas informações, se passam por outra pessoa”, explicou a delegada Anne Karine Sanches Trevizan Duarte.

No dia da morte de Lívia, o grupo teria ficado cerca de duas horas pressionando a jovem até que ela decidisse cometer o suicídio, que teria sido um “castigo” por não ter cumprido uma tarefa passada pelos administradores do que eles chamavam de “panela”.

A jovem teria que fazer o que eles chamam de “luz”, que seria matar o próprio gato. Com a recusa dela de machucar o animal, os administradores e também expectadores, segundo a delegada, teriam pressionado a jovem a cometer suicídio.

“É como se eles estivessem jogando um videogame, tem que passar de fase. Então, assim, é uma frieza muito grande, é uma violência muito grande, é desconsiderar a vida humana de forma absurda. Eles têm satisfação com esse resultado. Várias pessoas assistindo e incentivando que praticassem a automutilação, em outros casos, a morte mesmo em si”, contou a delegada.

Anne Trevisan ainda afirmou que outros suicídios também são investigados por ligação com esses grupos, mas não quis detalhar o estado onde eles teriam acontecido.

Ainda conforme a delegada, o adolescente infrator de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” que a adolescentes que morreu em Naviraí devia seguir para se suicidar.

* Com Estadão Conteúdo

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