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PROSSEGUIR

Campo Grande volta para a bandeira laranja e toque de recolher começará às 22h

Bandeira laranja é de risco médio; Capital estava oscilando entre grau alto e extremo

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Campo Grande voltou a apresentar melhoras nos indicadores relacionados à Covid-19 e passou da bandeira vermelha para a laranja, que indica grau de risco médio de contaminação.

Desde o início de fevereiro, a Capital não se enquadrava nessa faixa de classificação.

É o que aponta o boletim do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) divulgado nesta quarta-feira (12).

Conforme o Prosseguir, para os municípios da bandeira laranja, entre as recomendações está o toque de recolher das 22h às 5h. 

Desta forma, deve haver alteração na Capital, onde a proibição de circulação e fechamento de estabelecimentos não essenciais estava começando às 21h.

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Conforme o novo mapa situacional, duas cidades do Estado estão no grau de risco extremo, classificado como bandeira cinza, sendo Guia Lopes da Laguna e Juti.

Há ainda 44 municípios na bandeira laranja, de risco médio; 32 na bandeira vermelha, de grau médio; e um na bandeira amarela, de grau tolerável.

Nenhuma cidade se classifica na bandeira verde, de grau baixo da Covid-19.

O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Sérgio Murilo, afirma que é importante que todas as pessoas continuem cumprindo medidas de biossegurança, para garantir a melhoria da classificação nos graus de risco.

“Sabemos que muita gente tem sido vacinada, muita gente têm sido curada da Covid, mas os protocolos precisam continuar sendo seguidos, uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social são fundamentais”, afirmou.

Quanto ao toque de recolher, nas cidades com classificação das bandeiras verde, amarela e laranja será mais flexível, das 22h até às 5 da manhã; os municípios de bandeira vermelha a partir das 21h; e na cinza, o toque de recolher deve acontecer das 20h até às 5 da manhã.  

Classificação

Para gerar a classificação, o Prosseguir avalia indicadores municipais relacionados à disponibilidade de leitos de UTI, quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), busca por contatos de casos confirmados, redução da mortalidade por Covid-19 e disponibilidade de testes.

Também são consideradas a incidência na população indígena, redução de casos entre profissionais da saúde, redução de novos casos, fronteira ou divisa com estado que tenha aumento de casos e necessidade de expansão de leitos.

Grau extremo - bandeira cinza

  • Guia Lopes da Laguna
  • Juti

Grau alto - bandeira vermelha

  • Amambai
  • Anastácio
  • Antônio João
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Chapadão do Sul
  • Corguinho
  • Coronel Sapucaia
  • Corumbá
  • Costa Rica
  • Coxim
  • Dourados
  • Fátima do Sul
  • Iguatemi
  • Itaquiraí
  • Ivinhema
  • Ladário
  • Laguna Carapã
  • Miranda
  • Mundo Novo
  • Naviraí
  • Nova Andradina
  • Paranhos
  • Pedro Gomes
  • Porto Murtinho
  • Rio Brilhante
  • Rio Verde de Mato Grosso
  • Sonora
  • Tacuru
  • Terenos
  • Vicentina

Grau médio - bandeira laranja

  • Água Clara
  • Alcinópolis
  • Anaurilândia
  • Angélica
  • Aparecida do Taboado
  • Aquidauana
  • Aral Moreira
  • Bandeirantes
  • Bataguassu
  • Batayporã
  • Brasilândia
  • Caarapó
  • Camapuã
  • Campo Grande
  • Caracol
  • Cassilândia
  • Deodápolis
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Douradina
  • Eldorado
  • Figueirão
  • Glória de Dourados
  • Inocência
  • Itaporã
  • Japorã
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Jateí
  • Maracaju
  • Nova Alvorada do Sul
  • Novo Horizonte do Sul
  • Paraíso das Águas
  • Paranaíba
  • Ponta Porã
  • Ribas do Rio Pardo
  • Rio Negro
  • Rochedo
  • Santa Rita do Pardo
  • São Gabriel do Oeste
  • Selvíria
  • Sete Quedas
  • Sidrolândia
  • Taquarussu
  • Três Lagoas

Grau tolerável - bandeira amarela

  • Nioaque

NARCOTRÁFICO

PF mira grupo ligado ao tráfico e bloqueia R$ 50 milhões

Operação Suécia XXXV cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná

22/09/2026 09h00

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína Divulgação

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Suécia XXXV, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada pelo tráfico transnacional de pelo menos 1,3 tonelada de cocaína. A ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A Justiça também determinou medidas de sequestro de até R$ 50 milhões em bens dos investigados. Entre o patrimônio alcançado pelas ordens judiciais estão imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo estaria envolvido no transporte de pelo menos 1.302 quilos de cocaína que ingressaram no Brasil pelo Paraguai. A quantidade foi contabilizada a partir de quatro apreensões realizadas ao longo das apurações.

Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira, os policiais apreenderam imóveis, ativos financeiros, joias, relógios de luxo, veículos e armas de fogo que estavam em posse dos investigados.

A operação busca avançar na identificação dos integrantes da organização e atingir a estrutura patrimonial utilizada pelo grupo. O bloqueio e o sequestro de bens têm como objetivo impedir que recursos supostamente relacionados à atividade criminosa permaneçam sob controle dos investigados.

As diligências da Operação Suécia XXXV continuam nos três estados.

Segurança Pública

Mato Grosso do Sul tem salto de assassinatos em meio à guerra de facções

Briga entre Comando Vermelho e PCC por território influenciou no número de homicídios registrados este ano no Estado

22/09/2026 08h15

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS Foto: Agência Brasil

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A briga entre Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) por domínio de territórios em Mato Grosso do Sul tem contribuído para que 2026 seja o ano com mais mortes dos últimos nove anos. De janeiro a setembro, ocorreram 405 homicídios no Estado, um aumento de 22% em relação a 2025.

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que este foi o primeiro ano em que o Estado ultrapassou a marca das 400 execuções em nove meses desde 2018.

Em 2025, por exemplo, foram registradas 332 mortes de janeiro a setembro, isso contabilizando os 30 dias do mês, já os dados deste ano compreendem o período de janeiro até o dia 20.

O aumento está diretamente ligado a guerra entre as duas maiores facções criminosas do País, que, desde o ano passado, têm travado uma batalha sangrenta pelo domínio de regiões próximas às fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.

Matéria do Correio do Estado deste mês já apontava o ano como o mais sangrento da guerra entre as facções. Segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (Uicc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a estimativa é de que mais de 100 pessoas já tenham sido mortas em razão desse conflito neste ano.

“A guerra de facções já está aí há um tempo, e ela já fez várias vítimas aqui do Estado. A gente não tem o número exato, mas, talvez, seja o ano mais sangrento de Mato Grosso do Sul nessa guerra de facções. Mais de 100 [já morreram] só aqui”, afirmou o promotor, que participou de investigação sobre perfis de supostos membros do CV que estariam publicando fotos de pessoas que seriam membros do PCC e que estariam “marcadas para morrer”.

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

Segundo a investigação, pelo menos 24 pessoas, que seriam membros do PCC, estariam nessa lista de jurados de morte.

Por fazer fronteira seca com a Bolívia e com o Paraguai, Mato Grosso do Sul é usado por organizações criminosas como corredor para o transporte de maconha e cocaína, porém, a facção criminosa com maior presença no Estado sempre foi o PCC, originário de São Paulo, estado que faz divisa com MS.

Entretanto, nos últimos anos, o Comando Vermelho tem intensificado sua presença no Estado, principalmente na região norte, na divisa com o Mato Grosso, unidade federativa onde é mais atuante.

Um exemplo da briga entre as facções foi o triplo homicídio cometido neste fim de semana em Nova Andradina. Foram mortos Daniel Matos Alves, de 32 anos, Eliane Franco, de 37 anos, e Raissa Franco, de 21 anos. Segundo a polícia, o crime foi atribuído a integrantes do Comando Vermelho. Um adolescente de 14 anos também ficou ferido gravemente e foi encaminhado para o hospital.

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