Cidades

DOURADINA

Aquaplanagem foi causa de acidente com morte

Aquaplanagem foi causa de acidente com morte

DA REDAÇÃO

18/02/2012 - 07h52
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André Ricardo Simplício, de 32 anos, morreu na tarde de ontem (17), em um acidente no km 293, da BR-163, em Douradina.

Ele dirigia um Fiat Uno, de cor vermelha, com placas de Campo Grande, e bateu na lateral de uma carreta tipo furgão, com placas de Xanxerê (SC), que estava atrelada a um semirreboque, dirigido por Marcos Antonio Rusch, de 39 anos, que não sofreu ferimentos.

Segundo informações de  Marcos, no momento do acidente estava chovendo e ele percebeu quando o Uno começou a rodar na pista como se tivesse aquaplanado. Ele contou ainda que tentou evitar o acidente levando a carreta para o acostamento.

O corpo de André Ricardo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Dourados.

(Com informações do Dourados News)

Cultura

Seleção para artistas de MS com cachê de até R$ 20 mil encerra inscrições nesta segunda-feira

Os selecionados apresentarão seus trabalhos no 19º Festival América do Sul, em Corumbá, a partir do dia 14 de maio

03/05/2026 09h00

Festival 2026 acontece dos dias 14 a 17 de maio em Corumbá

Festival 2026 acontece dos dias 14 a 17 de maio em Corumbá Fundação de Cultura MS

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A 19ª edição do  Festival América do Sul 2026 está com inscrições abertas para seleção de artistas sul-mato-grossenses, até essa próxima segunda-feira (4). O evento acontece em Corumbá, dos dias 14 a 17 de maio. 

A seleção foi aberta pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Associação dos Artistas, em busca de atrações regionais para compor a programação do Festival. As vagas são para áreas de música, dança, teatro e moda. 

As inscrições começaram no dia 28 de abril e terminam nesta segunda-feira. O cadastro é feito somente pela internet, através de um formulário próprio (clique aqui). 

Artistas residentes em qualquer parte do Estado podem se inscrever. No entanto, propostas já apresentadas na edição passada do evento não serão aceitas. Cada candidato poderá enviar apenas um projeto e todos os espetáculos devem possuir a classificação livre para todos os públicos. 

Entre as vagas previstas no edital, estão na lista a música, teatro, dança, circo, cultura, ballroom e moda, com cachês que chegam a R$ 20 mil dependendo da categoria. 

Para a parte musical, serão escolhidos três apresentações. Já na moda, serão escolhidos oito estilistas para expor seus trabalhos e participar de um desfile.

Nas categorias de circo, teatro e dança, será selecionada uma apresentação de cada. Entre as oficinas de Cultura de Rua, envolvendo Ballroom e Batalha do Porto (rimas), apenas uma será escolhida em cada categoria.

A Fundação de Cultura não irá arcar com custos extras, ficando a acargo dos candidatos selecionados as despesas com deslocamento, alimentação, transporte e equipe. 

As propostas serão escolhidas por uma Comissão de Avaliação, composta por personalidades atuantes nas respectivas áreas artísticas, designadas pela Fundação de Cultura do Estado em conjunto com a Associação dos Artistas. 

Serão avaliados domínio técnico, engajamento e vitalidade, diálogo e inclusividade, e inovação e originalidade. Veja o edital completo aqui.

Em caso de dúvidas, as mensagens devem ser encaminhadas para [email protected]

O evento é gratuito e contará com a participação de nomes nacionais como o cantor Dilsinho, Marcelo D2 e DJ Dennis. Apesar dos dizeres "e muito mais" no banner de divulgação do evento, a Fundação de Cultura ainda não divulgou a programação completa do festival. 
 

Tensão

Vice-cacique é assassinado em área tensa de conflitos entre indígenas e policiais em MS

Givaldo Santos, de 40 anos, teria sido abordado por dois homens em uma moto e recebido, pelo menos, quatro tiros.

03/05/2026 08h15

Velório aconteceu no último sábado (2)

Velório aconteceu no último sábado (2) Aldeia Aty Guasu

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O vice-cacique das tribnos Kaiowá e Guarani, Givaldo Santos, de 40 anos, foi morto a tiros no início da noite da última sexta-feira (1) na Reserva Taquaperi, na região entre Coronel Sapucaia e Amambai. 

De acordo com relatos locais, ele foi abordado por dois homens em uma moto enquanto esperava o irmão voltar do trabalho em uma espécie de parada na MS-289 chamada Chapeuzinho. 

Em protesto, indígenas ameaçaram começar um movimento na rodovia, mas, após negociações com a Polícia, o movimento foi desfeito. 

Segundo a esposa de Givaldo, ele não nutria desavenças internas ou externas, nem havia recebido ameaças recentes. 

Pelo relato, dois homens teriam aparecido na residência da família perguntando por "Nivaldo". Como ele já havia saído, os homens seguiram seu caminho. Após o ocorrido, outras famílias relataram terem sido abordadas pelos mesmos homens durante o dia perguntando sobre outros indígenas. 

Velório aconteceu no último sábado (2)Escreva a legenda aqui

Indígenas que estavam próximos ao local da execução afirmaram que ouviram, pelo menos, quatro disparos. Um deles, atingiu a cabeça de Givaldo, que morreu no local antes da chegada do socorro. 

“Nos matam feito animais, não respeitam a nossa vida. Givaldo era pai de cinco filhos. Como ficam essas crianças agora? Será que temos de aceitar calados que nos matem, nos abatam como bichos? Cadê as autoridades para mostrar que existem leis nesse Brasil? Tudo isso logo depois da polícia fazer uma guerra na [Reserva] Limão Verde”, afirmou um indígena. 

Conflito policial

A região onde ocorreu o assassinato do vice-cacique Kaiowá-Guarani tem sido alvo de conflitos recentes entre indígenas e policiais. No dia 25 de abril, a comunidade da aldeia realizou a retomada da Fazenda Limoeiro, situada na Reserva Limão Verde, entrando em conflito entre funcionários da fazenda e a força policial. 

O embate resultou na prisão de cinco indígenas (dois homens e três mulheres), acusados de crimes como invasão, depredação e incêndio. Duas indígenas tiveram a prisão convertida em domiciliar por teres filhos pequenos. O caso segue investigado pela Justiça Federal.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Fazenda Limoeiro está situada em um território que faz parte de uma área indígena. A Reserva Limão Verde é uma das oito existentes em Mato Grosso do Sul, destinada aos indígenas por um Decreto Estadual em 1928, no tamanho de 2 mil hectares. Com o passar dos anos, fazendeiros invadiram a região, deixando os povos Guarani e Kaiowá com apenas 668 hectares.

Pouco antes da retomada da fazenda, uma caminhonete Hilux branca atingiu em cheio um Fiat Uno na MS-289, que transportava um grupo de indígenas. Rick Elison Batista Rios, de 12 anos, e Fabiano Lescano, indígenas Kaiowá-Guarani, morreram no local. Outros dois adolescentes estão hospitalizados. 

Testemunhas afirmaram que o motorista da Hilux é conhecido pelos indígenas, morados dao município de Coronel Sapucaia. Ele teria passado em alta velocidade pelos quebra-molas da aldeia, invadido a pista contrária e colidido frontalmente com o veículo ocupado pela família indígena. 

Em carta enviada ao Ministério Público Federal, os indígenas afirmaram que as vítimas da comunidade não receberam socorro imediato, que foi direcionado ao motorista não indígena. Além disso, o autor do acidente estaria sendo protegido por políticos da região, o que estaria dificultando o aprofundamento das investigações. 

Ainda na semana passada, o Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, enviou um ofício ao governador do Estado, Eduardo Riedel, e ao Secretário Estadual de Segurança Pública, solicitando a investigação mais aprofundada do acidente, com suspeita de ato criminoso. 

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas afirmou que está na região para coletar denúncias e ouvir as vítimas de violência e articular ações para garantir a segurança dos indígenas junto aos órgãos responsáveis. 

"O MPI atua no caso por meio do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (DEMED), que coordena o Gabinete de Crise Guarani Kaiowá e a Sala de Situação para Conflitos Fundiários. O órgão já adotou as primeiras medidas institucionais, entre elas a articulação para o deslocamento e pedido de reforço da Força Nacional de Segurança Pública na região; pedido de apuração de possíveis violações de direitos pela Polícia Federal; pedido de acompanhamento jurídico dos indígenas presos pelo Defensoria Pública da União (DPU) e Defensoria Pública do estado, bem como o acionamento da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul sobre denúncias da truculência policial", afirmou. 


 

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