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Aquário do Pantanal terá 4 novos laboratórios para pesquisas da biodiversidade

Aquário do Pantanal terá 4 novos laboratórios para pesquisas da biodiversidade

Milena Crestani

04/02/2013 - 20h15
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Com objetivo de ampliar os investimentos em pesquisa, o Aquário do Pantanal passará a contar com cinco laboratórios. O projeto inicial previa a construção de apenas um. A previsão é de que a obra seja concluída até o fim deste ano. Por enquanto, segundo o arquiteto Ruy Ohtake, responsável pelo projeto, não houve necessidade de aditivos financeiros para execução do empreendimento.

Ele relatou que a única alteração foi a ampliação no número de laboratórios, visando possibilitar que sejam feitas mais pesquisas sobre os peixes e a biodiversidade do Pantanal. “O Aquário do Pantanal será um novo atrativo turístico para Mato Grosso do Sul e também um local para que possam ser desenvolvidos estudos, inclusive com participação de universidades de outros países”, disse.

Além dos laboratórios, o Aquário do Pantanal vai dispor de auditório para 250 pessoas, biblioteca, livraria, jardim interno com fauna e flora pantaneiras e mirante. Ao todo, serão aproximadamente sete mil animais em exposição, entre peixes, invertebrados, répteis e mamíferos.

Obra
Nos próximos meses será feita a cobertura metálica do Aquário, seguindo o que estava definido no cronograma. Atualmente está sendo finalizada a parte do concreto e colocação dos chumbadores para receber a estrutura metálica. O passo seguinte - previsto para ocorrer em até cinco meses - será a cobertura de zinco.

Também acontece ainda neste ano a instalação do revestimento dos tanques com acrílico de até 60 centímetros de espessura, material que foi importado dos Estados Unidos e tem como principal diferencial evitar o reflexo dos flashes disparados por câmeras fotográficas. O ambiente inclui ainda um túnel com 180 graus e espaço para passeio de barco, para visitar seis tanques externos (os demais ficarão na parte interna).

Segundo Ruy Ohtake o grande desafio nestas etapas é porque muitos materiais tiveram de ser importados, já que não são fabricados no Brasil. “Nunca fizemos um Aquário deste porte no Brasil e por isso contamos também que as fabricantes cumpram o prazo para entrega”.

O arquiteto disse que, por enquanto, continua o prazo para que a obra fique pronta em outubro deste ano e negou a existência de problemas que poderiam acarretar em atrasos ou aporte maior de recursos. Eles esclarece que houve um afundamento no aterro do terreno, sem afetar a estrutura que está sendo construída.

O problema teria ocorrido em decorrência de movimentações na terra, comuns durante as obras ainda mais no período de chuva. Segundo Ohtake não há necessidade de intervenções imediatas no local e as equipes esperam para reparar o problema quando for feito o paisagismo, etapa final da obra do Aquário.

Até o fim do ano o Governo deve lançar edital de licitação para concessão do Aquário do Pantanal à iniciativa privada, visando manter sua operação.
 

Acidentes Aéreos

Nova queda de avião faz MS reviver histórico de acidentes aéreos

Acidente registrado em Campo Grande volta a chamar atenção para casos que marcaram a aviação no Estado, do desastre militar em Ponta Porã aos episódios mais recentes.

04/07/2026 13h58

Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A queda de um avião de pequeno porte na manhã de ontem sexta-feira (3), em Campo Grande, que matou o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, voltou a chamar a atenção para a segurança da aviação em Mato Grosso do Sul.

O acidente, cujas causas ainda serão apontadas pelas investigações, soma-se a uma série de ocorrências registradas nos últimos anos e reacende o debate sobre os desafios enfrentados pelo setor em um estado onde a aviação desempenha papel fundamental no agronegócio, no transporte executivo e em operações particulares.

Levantamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) mostra que, entre 2015 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências aeronáuticas.

Desse total, foram contabilizados 77 acidentes, 112 incidentes e 41 incidentes graves. Ao longo do período, 17 acidentes foram fatais e provocaram 24 mortes.

Das décadas de 1970 aos anos 2000

O histórico de acidentes aéreos em Mato Grosso do Sul remonta a décadas anteriores. Em setembro de 1974, um avião C-115 Buffalo, da Força Aérea Brasileira (FAB), caiu nas proximidades do Aeroporto de Ponta Porã durante uma tentativa de aproximação em meio a condições meteorológicas adversas.

O acidente, que vitimou uma comitiva militar de alto escalão, é lembrado como um dos mais graves da história da aviação no Estado. Anos depois, em 2000, um bimotor caiu na região do Pantanal e matou seis pessoas.

Em 2007, o desastre com o voo 3054 da TAM, em São Paulo, também teve reflexos em Mato Grosso do Sul ao vitimar o ex-secretário estadual José Américo Flores do Amaral.

Os episódios passaram a integrar uma sequência de acidentes que marcaram a história da aviação e reforçaram a importância das investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis para aprimorar a segurança dos voos.

Casos que marcaram a última década

Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em maio de 2015, quando o avião que transportava os apresentadores Luciano Huck e Angélica realizou um pouso forçado em uma fazenda no município de Rochedo. A aeronave perdeu potência em um dos motores durante a aproximação para Campo Grande.

Apesar do susto, os nove ocupantes sobreviveram com ferimentos leves. Posteriormente, a investigação concluiu que o acidente foi provocado por uma sequência de falhas mecânicas e operacionais.

Após alguns anos sem grandes tragédias de repercussão nacional, 2025 tornou-se o período mais letal da aviação sul-mato-grossense na última década.

O primeiro acidente fatal ocorreu em março, quando o piloto agrícola Paulo Roberto Crispim morreu após a queda de uma aeronave utilizada em pulverização em Nova Andradina. Meses depois, outro avião caiu em Iguatemi, provocando a morte do piloto agrícola Lucas Gomes Basílio Becker.

Em setembro daquele ano, duas novas tragédias voltaram a mobilizar as autoridades. O médico e pecuarista Ramiro Pereira de Matos morreu após a queda da aeronave que pilotava durante um voo na região norte do Estado.

Poucos dias depois, um avião caiu em uma fazenda na região do Pantanal, em Aquidauana, matando o piloto Marcelo Pereira de Barros, o arquiteto chinês Kongjian Yu e os documentaristas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Júnior.

As investigações apontaram que a aeronave tentou realizar um pouso em condições que ainda são analisadas pelos órgãos responsáveis.

Agora, em 2026, a queda da aeronave nas proximidades de Campo Grande volta a ampliar a lista de acidentes de grande repercussão registrados no Estado. Segundo as primeiras informações, o bimotor seguia em direção a Três Lagoas quando caiu pouco depois da decolagem.

As circunstâncias do acidente serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pelas investigações técnicas, e pela Polícia Civil.

Entre as hipóteses iniciais analisadas pelas equipes está a baixa visibilidade causada pela forte neblina registrada nas primeiras horas da manhã.

Os dados do Sipaer mostram que as ocorrências registradas em Mato Grosso do Sul envolvem diferentes fatores contribuintes.

Entre os mais frequentes estão perda de controle em voo, excursão de pista, falhas de motor e operações realizadas em baixa altitude, características comuns principalmente na aviação geral e agrícola.

As investigações conduzidas pelo Cenipa não têm finalidade de atribuir responsabilidade civil ou criminal, mas identificar fatores contribuintes e emitir recomendações capazes de aumentar a segurança das operações aéreas no país.

Se Apresentou

Motorista de ônibus se apresenta à polícia após acidente na BR-163

Condutor prestou depoimento à Polícia Civil, que apura as circunstâncias da colisão entre um ônibus de trabalhadores e uma carreta-cegonha em São Gabriel do Oeste

04/07/2026 12h58

Foto: Divulgação

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O motorista do ônibus envolvido no grave acidente de ônibus que transportava trabalhadores e uma carreta-cegonha na BR-163, em São Gabriel do Oeste, se apresentou à Polícia Civil nesta sexta-feira (4) para prestar depoimento.

O condutor, de 46 anos, era procurado pelas autoridades desde o acidente, ocorrido na última quarta-feira (1º), e agora passa a integrar formalmente as investigações.

Em depoimento, o motorista afirmou que deixou o local por receio de sofrer agressões. Segundo ele, esse foi o motivo de não ter permanecido na cena do acidente após a colisão.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e de afastar-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal ou civil.

À polícia, o motorista também declarou que não conseguiu visualizar a carreta-cegonha antes de acessar a rodovia. Conforme seu relato, outro caminhão teria comprometido seu campo de visão, impedindo que percebesse a aproximação do veículo de carga.

Segundo as informações apuradas, o ônibus realizava uma conversão à esquerda para acessar a BR-163, no sentido Bandeirantes para São Gabriel do Oeste, quando foi atingido na traseira pela carreta. Com o impacto, os dois veículos saíram da pista, e o ônibus acabou capotando.

A apresentação ocorre enquanto a Polícia Civil reúne elementos para esclarecer a dinâmica da colisão e apurar as circunstâncias que levaram o motorista a deixar o local após o impacto.

O depoimento será confrontado com os laudos periciais, imagens e relatos de testemunhas já colhidos durante a investigação.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus tentava acessar a BR-163 quando foi atingido transversalmente por uma carreta-cegonha que trafegava pela rodovia.

O motorista da carreta permaneceu no local, colaborou com as equipes de atendimento e foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou ingestão de álcool.

O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da concessionária responsável pela rodovia, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil.

Ao todo, 49 pessoas estavam no ônibus. Trinta e oito vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal de São Gabriel do Oeste, sendo que quatro, em estado mais grave, precisaram ser transferidas para a Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Civil prossegue com as diligências para esclarecer todos os detalhes da ocorrência. Além do depoimento do motorista, os investigadores aguardam a conclusão dos laudos periciais, que serão fundamentais para definir a dinâmica do acidente e eventual responsabilização dos envolvidos.

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