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Arauco agora faz mistério sobre construção de ramal ferroviário

Previsão era de que a construção começasse em setembro, mas somente agora saiu a licença de instalação. Fábrica de celulose deve ser ativada em dois anos.

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Anunciado desde o começo do projeto e apesar de ter obtido nesta semana a licença para instalação do ramal ferroviário de 47 quilômetros ligando a futura fábrica de celulose de Inocência à Ferronorte, a Arauco prefere agora fazer mistério sobre a obra e nem mesmo informa se realmente vai tirar o projeto do papel. 

Ao receber a licença de instalação, o comando da empresa se comprometeu a pagar uma compensação ambiental no valor de R$ 4.302.206,44, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado no dia 12 deste mês. O montante equivale a 0,64% do valor de referência da obra, de R$ 671.171.000,00. 

Procurada pela reportagem do Correio do Estado para falar sobre o cronograma da obra (início e fim) valor atualizado do investimento e andamento das negociações para indenização dos proprietários das terras pelas quais deve passar a ferrovia, a Arauco se limitou a informar que "não tem novas informações sobre o assunto". 

Indagada se efetivamente vai tirar o projeto do papel, a gigante da celulose não deu mais retorno. As concorrentes Suzano e Eldorado também obtiveram licença da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para construção de ferrovias, mas mantiveram engavetados os projetos para ligar Três Lagoas a Aparecida do Taboado, por onde passa a Ferronorte. Por enquanto, tudo é escoado por caminhões.

A fabrica de Ribas do Rio Pardo, da Suzano, despacha sua produção por caminhões até Inocência, onde construiu um terminal intermodal às margens da ferrovia.

A previsão inicial da Arauco era começar a construção do ramal em setembro deste ano, mas a licença de instalação foi concedida somente agora. Esta mesma previsão apontava um investimento da ordem de R$ 1 bilhão para instalação dos trilhos.

Além disso, existe a previsão de mais R$ 1,4 bilhão para compra de 23 locomotivas e aproximadamente 750 vagões, incluindo reservas, para formar sete comboios de 100 vagões cada. 

Com capacidade para produzir até 3,5 milhõs de toneladas por ano, o planejamento é de que um comboio com cem vagões saia da fábrica rumo ao porto de Santos diariamente levando 9,6 mil toneladas em uma única viagem, o que equivale a cerca de 200 camilhões.

Estes investimentos de R$ 2,4 bilhões não estão previstos no projeto original de construção da fábrica, que é da ordem de R$ 25 bilhões. O trajeto previsto da ferrovia, caso realmente saia do papel, será paralelo à MS-377.

De acordo com o cronograma original, a fábrica deve entrar em operação daqui a dois anos, no último trimestre de 2027. Até lá, em tese, ainda existe tempo hábil para conluir a ferrovia, já que a estimativa do comando da Arauco é de que seja possível construir o ramal em um ano e meio. 

Essa "folga", contudo, corre o risco de ser engolida por conta do impasse sobre a indenização dos 400 hectares de terras que terão de ser desapropriadas para dar lugar aos trilhos. 

A multinacional chilena está disposta a pagar uma média dee R$ 76 mil por alqueire. Os cerca de 30 proprietários afetados, porém, alegam que o valor de mercado está na casa dos R$ 260 mil. Caso consigam uma decisão judicial favorável, podem travar todo o projeto.

PLANO B

Mas, ao mesmo tempo em que faz os planos para construir a ferrovia, a Arauco também admite que estuda a possibilidade de a celulose ser despachada pela hidrovia dos rios Paraná  Tietê. 

Os chilenos estudam uma alternativa logística, combinando rodovia, hidrovia e ferrovia. Conforme esta alternativa, a celulose seria levada em caminhões até Três Lagoas, numa distância da ordem de 130 quilômetros. 

Depois,  a celulose seguiria pela hidrovia Paraná-Tietê até Pederneiras (SP), numa distância de 450 quilômetros e somente depois disso seria levada pela ferrovia até o Porto de Santos, percorrendo mais 550 quilômetros por trilhos. 

Caso opte por esta alternativa, não precisaria construir o ramal ferroviário. A viabilidade, porém, depende da análise dos impactos e custos dos múltiplos transbordos de carga. Segundo a Arauco, a hidrovia é mais competitiva que o transporte rodoviário, retirando mensalmente 6 mil caminhões das estradas e reduzindo em 80% as emissões de CO. Já o transporte ferroviário reduz as emissões em 60% em comparação ao rodoviário, 

 
 

Operação

Membro do PCC que matou PM em Corumbá morre durante emboscada

Rubens Zilio foi preso durante operação da PM em Corumbá e estava sendo transferido para o presídio de Campo Grande

05/07/2026 16h30

Rubens Zilio foi morto atingido por um tiro em um posto de combustível a 70 km de Corumbá

Rubens Zilio foi morto atingido por um tiro em um posto de combustível a 70 km de Corumbá Reprodução

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Rubens Zilio Neto, de 35 anos, preso pelo envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, em Corumbá, morreu na tarde do último sábado (4) enquanto era transferido para o presídio de Campo Grande. 

Segundo as informações do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), quando o comboio policial parou em um posto de combustível para realizar a troca de um pneu de uma das viaturas, foi surpreendido por tiros de arma de fogo de grosso calibre vindos de uma área de mata. 

Rubens havia sido levado pela escolta ao banheiro, foi atingido e não resistiu ao ferimento, morrendo no local. Nenhum policial ficou ferido. O boletim de ocorrência não detalha onde o custodiado foi atingido nem se o projétil foi recolhido. 

O posto fica próximo à ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Morrinho, a cerca de 70 km de Corumbá. Ainda de acordo com os policiais, com a chegada dos reforços, foram realizadas inspeções e varreduras na área da mata ao redor do posto, mas com o anoitecer, as buscas foram suspeitas. Nenhum suspeito foi localizado. 

Também estiveram no local um oficial de dia do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar), para adoção dos procedimentos de PJM (Polícia Judiciária Militar), o delegado da Polícia Civil e a equipe da Perícia Criminal, para os trabalhos de praxe.

Testemunhas que estavam no local tiveram os depoimentos colhidos pelas autoridades responsáveis, bem como o gerente do posto. Também foram arrecadas imagens das câmeras de segurança, que foram anexadas ao processo. 

Morte de policial 

Marcelo Pimenta morreu durante um ataque a tiros contra uma residência em Ladário no dia 1 de julho. 

O crime teria sido motivado por uma briga interna entre supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que fizeram disparos de fuzil contra uma casa. Ao averiguar o fato, o PM e outros policiais que trabalhavam em ronda teriam sido alvejados.

O grupo criminoso realizou o atentado no município de Ladário, no Bairro Almirante Tamandaré, fazendo dezenas de disparos de fuzil e de outros armamentos durante a noite de terça-feira. O alvo seria uma casa onde outro integrante da facção residia.

Durante a fuga após esse ataque – que não resultou em vítimas –, a guarnição de PMs que fazia patrulhamento com três motocicletas encontrou os criminosos. O veículo em que eles estavam chegou a parar e houve disparos contra os policiais militares em serviço, atingindo Marcelo, que morreu na Santa Casa de Corumbá.

Dois homens foram localizados: Everton da Silva Viana, de 41 anos, e Rubens Zilio Neto, de 35 anos. Um terceiro homem segue foragido.

Logo depois da prisão em flagrante dos dois suspeitos, a Polícia Militar estava em busca das armas do crime. Enquanto vistoriavam possíveis esconderijos, segundo a polícia, Everton da Silva Viana tentou roubar uma arma de um PM e entrou em luta corporal.

Por conta da situação, ele acabou alvejado e faleceu depois de ter sido socorrido ao pronto-socorro de Corumbá.

Nessa operação de emergência, mais de 100 policiais foram mobilizados, envolvendo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Choque, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) do BPMRv, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), o Grupamento Aéreo da PMMS (GPA), a Polícia Civil, a Polícia Penal e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenada pela Polícia Federal.

Investigação

Depois que as equipes policiais vistoriaram diferentes locais em Corumbá, principalmente na região de fronteira com a Bolívia, o armamento utilizado no ataque foi encontrado em uma casa na Rua Joaquim Murtinho. Quem vive no local é a namorada de Everton da Silva Viana.

Por conta do flagrante de posse ilegal de armamento restrito, com dois fuzis, além de drogas, duas pistolas, revólver .38 e muita munição escondida em sacos pretos, Kalissa das Neves Guadalupe, de 35 anos, que não tinha passagens, acabou presa em flagrante.

“Depois do ataque, policiais militares do 6º Batalhão que estavam de folga se predispuseram a realizar barreiras nas saídas da cidade. Isso já dificultou a fuga dos suspeitos. Tivemos o apoio de policiamento de fora e da Bolívia. Ainda um trabalho do setor de inteligência, compartilhamento de informações entre polícias. Destaco aqui a Polícia Civil e a Polícia Federal compartilhando informações com a gente.

Aguardamos, em breve, conseguir capturar a terceira pessoa”, detalhou o comandante do 6º Batalhão em Corumbá, tenente-coronel Samuel Castilho.

A Polícia Civil em Corumbá prossegue com as investigações e instaurou inquérito para investigar a morte do PM Marcelo Pimenta, que chegou a trabalhar na imprensa como cinegrafista na TV Morena de Corumbá antes de assumir o cargo na corporação.

Também há apurações sobre a origem dos fuzis apreendidos e o ataque ocorrido na casa em Ladário. Sobre os investigados, tanto Everton, que faleceu, como Rubens já têm passagens policiais.

“Confiem no trabalho da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, bem como das forças de segurança. Tenham certeza que as ações estarão fortalecidas aqui e em todo o Estado. Não queremos que nenhum cidadão perca a vida”, afirmou o comandante da PM.

*SAIBA

Conforme levantamento do Correio do Estado, há cinco anos a segurança pública no Estado não sofria a perda de um policial durante serviço. Nos últimos 10 anos, três policiais perderam a vida durante o trabalho, após ataque de criminosos.

 

Colaborou Rodolfo César

Corrida

Maratona de Campo Grande supera participantes do ano anterior e prova tem bicampeão

A edição de 2026 teve recorde de público e inscrições, além de uma nova modalidade

05/07/2026 15h30

Maratona reuniu mais de 5,3 mil inscritos na edição de 2026

Maratona reuniu mais de 5,3 mil inscritos na edição de 2026 Divulgação/Assessoria

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A edição de 2026 da Maratona de Campo Grande teve recorde de público este ano. Segundo a assessoria do evento, cerca de 15 mil pessoas passaram pela Arena da Maratona, localizada no Comper Itanhangá, nos três dias de evento. 

Além disso, a prova contou com 5.306 inscritos, sendo 544 na maratona, 1,6 mil no percurso de 5 km e na prova kids e 3.611 nos percursos de domingo (milha, 10km, 21km e 42 km). O número representa um aumento de mais de 16% nos inscritos em relação ao ano passado, e de 56% em relação à edição de 2024.

A premiação de R$ 30 mil foi distribuída entre os 5 primeiros colocados de cada categoria, sendo:

1º Lugar Masculino e Feminino – R$ 4.000,00
2º Lugar Masculino e Feminino – R$ 3.500,00
3º Lugar Masculino e Feminino – R$ 3.000,00
4º Lugar Masculino e Feminino – R$ 2.500,00
5º Lugar Masculino e Feminino – R$ 2.000,00

A prova foi distribuída em dois dias. No sábado, os atletas participaram do trecho de 5km, com largada às 6h. A prova kids teve largada às 9h. No domingo, a largada começou às 5h, com os participantes dos percursos maiores, de 10km a 42km. 

Pódio

O campeão da categoria masculina do percurso de 42 km foi o atleta olímpico Franck Caldeira de Almeida, que realizou a prova em 2 horas e 29 minutos. Franck subiu ao pódio pela segunda vez em Campo Grande, se consagrando bicampeão da categoria na Capital. 

Maratona reuniu mais de 5,3 mil inscritos na edição de 2026Campeão da prova 42km / Assessoria

Atualmente, Franck reside em Bonito, mas disse estar de mudança para a Capital e afirmou que a prova está se tornando uma das maiores maratonas do Brasil. 

"Tô muito feliz, obrigado a todos que torceram bastante para que eu pudesse repetir o feito do ano passado. Acabou que deu dois recordes, né? Recorde do percurso novo e recorde do percurso antigo no ano passado. São renovações de votos com o esporte de alto rendimento. Fiquei muito agradecido com a minha performance, essa prova está se tornando uma das maiores maratonas do Brasil, então em breve a gente terá muitos atletas fortes correndo aqui, e isso nos ajuda e nos motiva".

Maratona reuniu mais de 5,3 mil inscritos na edição de 2026Campeã da prova 42km feminino / Assessoria

Na categoria 42km feminino, a campeã foi Elisângela Cruz, de 48 anos. Ela veio de Natal (RN) para correr e disse que a prova foi "sensacional". 

"Minha primeira vez em Campo Grande, lá em Natal eu tenho uma assessoria de corrida, sou personal trainer, e sou dona de casa, esposa, mãe. Sensacional a prova, eu tinha estudado um pouquinho o percurso então já sabia onde ia ser difícil e onde ia ser mais fácil. O primeiro lugar pra mim foi surpresa, não que não treinei para isso, mas foi melhor do que eu imaginava", afirmou.

Para Kassilene Cardadeiro, organizadora da Maratona de Campo Grande, a intenção da prova é de continuar trazendo inovações para a cidade, para os atletas e, principalmente, aumentar a permanência de turistas na Capital. 

"Hoje a gente finaliza mais uma edição da Maratona de Campo Grande. Foram três dias de evento e foi um desafio realmente, muitas novidade esse ano, mas a gente gostou demais. Os atletas estão bem satisfeitos, a gente teve recorde de público e com maior permanência na cidade. Essa é a intenção, né? Trazer uma competição de alto nível e aumentar a permanência aqui em Campo Grande. Trabalhamos bastante, bastante correria nos bastidores, mas estamos com muitos feedbacks positivos dos percursos novos, todos com altimetria negativa, a gente lançou essa ideia de um percurso para bater RP e o corredor confirmou com os resultados de ontem e de hoje".

Confira as colocações por categoria:

5 primeiros colocados pódio MARATONA 42 km categoria masculina

  1. Vencedor: Franck Caldeira de Almeida, 43 anos, tempo: 2:29:22
  2. Segundo lugar: Marcos Antonio da Silva Conceição, tempo: 2:43:39
  3. Terceiro lugar: Gianfranco Barbosa dos Santos, tempo: 2:44:01
  4. Quarto lugar: Alvaro Schmidt, tempo: 2:48:32
  5. Quinto lugar: Ricardo Gomes de Oliveira, tempo: 2:48:58

5 primeiros colocados pódio MARATONA 42 km categoria feminina

  1. Vencedora: Elisângela Maria da Cruz, 48 anos, tempo: 3:10:44
  2. Segundo lugar: Jacqueline Pereira Severino, tempo: 3:14:51
  3. Terceiro lugar: Josana Carvalho Oliveira, tempo: 3:17:16
  4. Quarto lugar: Marilene de Jesus Ferreira, tempo: 3:27:42
  5. Quinto lugar: Rosilene Pereira Bizerra, tempo: 3:29:03

Primeiros colocados milha masculino

  1. Peterson Santos Ribeiro, 23 anos, tempo: 04:27
  2. Luiz Gustavo Santos das Virgens, tempo: 04:30
  3. Icaro Vieira dos Santos, tempo: 04:46

Primeiros colocados milha feminino

  1. Isabelle Cristina de Almeida, 25 anos, tempo: 05:19
  2. Esther Peixoto do Nascimento, tempo: 05:49
  3. Hariella de Oliveira Campos, tempo: 06:07

Primeiros colocados 10 km masculino

  1. Pedro Antonio Froes Teixeira, 20 anos, tempo: 33:09
  2. Claiton Dineire da Silva, tempo: 33:20
  3. Kaua Moreira, tempo: 33:23

Primeiros colocados 10 km feminino

  1. Melanie Arguello de Souza, 29 anos, tempo: 38:25
  2. Bruna de Oliveira Nunes, tempo: 41:26
  3. Aline Soares da Silva, tempo: 41:40

Primeiros colocados 21 km masculino

  1. Fabio Rodrigues de Souza Cordeiro, 25 anos, tempo: 1:08:15
  2. Hiago Silva de Oliveira Silva, tempo: 1:08:34
  3. Glenison Gilbert de Caravalho, tempo: 1:09:31

Primeiros colocados 21 km feminino

  1. Evelin Lima Eich Ribeiro, 34 anos, tempo: 1:28:33
  2. Andreia Rocha da Silva, tempo: 1:28:37
  3. Danielle Lemoigne, tempo: 1:29:51

 
 


 

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