Cidades

PONTO DE PARADA

Caminhoneiros ganham espaço gratuito para descanso na BR-163 em MS

Estrutura oferece aos caminhoneiros espaço adequado para descanso, alimentação, higiene, bem-estar e segurança

Continue lendo...

A Motiva Pantanal iniciou as atividades do primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) da BR-163 no Estado, em São Gabriel do Oeste, localizado no km 638+600. O espaço oferece aos caminhoneiros melhores condições de descanso, conforto e segurança durante as viagens.

O espaço é gratuito para os caminhoneiros e foi projetado para atender às necessidades de quem passa longos períodos na estrada.

Para o diretor-presidente da Motiva Pantanal, Nelson Soares Neto, a entrada em operação do primeiro PPD gratuito do Estado reforça uma nova forma de cuidar de quem utiliza a rodovia.

“O início das operações do PPD de São Gabriel do Oeste representa um marco para a BR-163 em Mato Grosso do Sul. Pela primeira vez, os caminhoneiros contam com um espaço gratuito, estruturado e pensado especialmente para suas necessidades. Mais do que uma parada, queremos oferecer um lugar onde eles possam descansar, se cuidar e seguir viagem com mais segurança e tranquilidade”, destaca.

Com um investimento de aproximadamente R$ 18,9 milhões, a estrutura foi montada em um espaço de 334,34 m² de área construída, que possui refeitório com capacidade para 48 pessoas, sanitários completos e adaptados, lavanderia, sala de descanso e fraldário.

O espaço também dispõe de uma academia ao ar livre, com aproximadamente 97 m², equipada com aparelhos para a prática de atividades físicas. Além disso, o complexo possui um estacionamento com 62 vagas para caminhões e cinco para veículos leves.

O PPD de São Gabriel do Oeste é o primeiro dos três previstos pela Motiva Pantanal, que ainda construirá outros dois espaços, sendo um em Dourados e outro em Jaraguari.

Objetivo

A criação de pontos adequados para descanso está diretamente relacionada à promoção da segurança viária. De acordo com a Motiva Pantanal, ao oferecer infraestrutura para que o caminhoneiro possa interromper a viagem e realizar uma pausa adequada, a concessionária contribui para melhores condições de condução e para a redução dos riscos associados à fadiga.

A entrega integra o conjunto de investimentos e melhorias previstos para a BR-163 em MS no novo ciclo da concessão, que prevê a ampliação da infraestrutura, dos serviços e das condições de segurança ao longo dos 845,4 quilômetros da rodovia.

 

Investigação

Empresa sem contrato recebe R$ 5,5 milhões da Santa Casa

Valor foi pago em 10 parcelas para suposta execução técnica da filial de Dourados; investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta falta de contrato, de estudos de viabilidade e de comprovação dos serviços

14/09/2026 08h20

Na semana passada, agentes do Gaeco e do Gecoc foram até a Santa Casa para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão

Na semana passada, agentes do Gaeco e do Gecoc foram até a Santa Casa para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Operadora Santa Casa Saúde pagou R$ 5,57 milhões à empresa Duarte Soluções Creditícias Ltda. ao longo de 2025 sob a justificativa de execução técnica para a abertura da filial da unidade de saúde em Dourados. De acordo com a investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o contrato que deveria respaldar os pagamentos não foi apresentado ao Conselho Fiscal, assim como documentos capazes de comprovar a realização dos serviços.

Ainda de acordo com a investigação, os pagamentos foram realizados em 10 parcelas de R$ 557 mil, entre março e dezembro de 2025, totalizando R$ 5.570.000. Os lançamentos contábeis foram classificados como despesas de “execução técnica para abertura da filial da Santa Casa Saúde em Dourados (MS)”.

O caso é destrinchado na Operação Antidotum, deflagrada pelo MPMS na sexta-feira contra integrantes da estrutura da Santa Casa. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia. A apuração envolve, além dos contratos da Operadora Santa Casa Saúde, um segundo núcleo relacionado à contratação de serviços de digitalização de prontuários.

A investigação aponta que os contratos, pagamentos e documentos de prestação de contas teriam sido sonegados dos órgãos de controle. O MPMS apura ainda se os recursos pagos às empresas vinculadas ao grupo investigado foram efetivamente utilizados para os serviços contratados.

PAGAMENTOS

Outro ponto considerado relevante pelo MPMS é a cronologia da operação. Os pagamentos à empresa começaram em março de 2025 e seguiram até dezembro, enquanto a formalização societária da filial de

Dourados ocorreu somente no fim daquele ano.

Segundo a investigação, a ausência de documentação impediu que o Conselho Fiscal verificasse a correspondência entre os valores pagos e os serviços que teriam sido realizados.

O processo sustenta ainda que a contratação teria sido utilizada para retirar R$ 5,57 milhões do caixa da operadora, sem que fossem apresentados o instrumento contratual, a formação do preço ou documentos que comprovassem a execução dos serviços.

A investigação afirma que as medidas determinadas pela Justiça buscam, entre outros pontos, identificar o destino dos recursos e os beneficiários finais dos pagamentos.

Além do contrato, segundo o MPMS, não foram apresentados estudos de viabilidade, propostas comerciais, cronogramas, ordens de serviço, relação dos profissionais envolvidos, documentos de entrega, relatórios mensais ou memória de formação do preço.

A própria descrição de “execução técnica para abertura da filial”, conforme a investigação, seria genérica e não permitiria identificar de forma precisa quais atividades teriam sido realizadas em contrapartida aos pagamentos.

LIGAÇÃO

A Duarte Soluções Creditícias Ltda. aparece no processo entre as empresas vinculadas ao advogado Paulo da Cruz Duarte, que também mantinha relação profissional com a Santa Casa e com a operadora.

De acordo com a investigação, Paulo Duarte atuava como advogado da Santa Casa e da Operadora Santa Casa Saúde e, simultaneamente, figurava como sócio-administrador de empresas contratadas pela operadora. O MPMS aponta a situação como possível conflito de interesses.

O processo também descreve uma relação profissional anterior entre Paulo Duarte e Alir Terra Lima, que presidiu a Santa Casa. Os dois teriam trabalhado juntos como advogados e compartilhado escritório antes da chegada de Alir à presidência da instituição.

Ainda de acordo com a investigação, empresas ligadas a Duarte passaram a atuar em diferentes áreas da operação do plano de saúde, incluindo cobrança, emissão de boletos, comercialização, administração de beneficiários, telemedicina, publicidade e serviços relacionados à abertura da filial de Dourados

O pagamento de R$ 5,57 milhões pela abertura da filial representa a maior despesa individual apontada na análise dos contratos envolvendo empresas ligadas a Paulo Duarte.

Somente em 2025, essas empresas receberam mais de R$ 9,6 milhões da Operadora Santa Casa Saúde, segundo o processo. Além da chamada execução técnica para abertura da filial, os valores incluíam pagamentos por assessoria jurídica, cobrança, emissão de boletos, comissões, agenciamento e publicidade.

Em outro contrato analisado, a Duarte Soluções Creditícias recebeu R$ 1,18 milhão em comissões e agenciamento e mais R$ 96 mil por publicidade durante 2025. Também há no processo questionamentos sobre um contrato que previa remuneração de R$ 180 mil mensais para serviços de gestão e cobrança.

FISCALIZAÇÃO

As inconsistências nos contratos vieram à tona durante a análise de documentos pelo Conselho Fiscal da Santa Casa. Segundo o MPMS, a falta de contratos e relatórios dificultava a identificação dos serviços correspondentes aos pagamentos.

A investigação também aponta resistência à apresentação de documentos solicitados por órgãos de controle. No caso da Operadora Santa Casa Saúde, a administração teria deixado de fornecer à Controladoria-Geral do Estado (CGE) documentos e informações sobre despesas requisitados durante auditoria especial.

O Conselho Fiscal já havia identificado problemas em outro contrato, relacionado à digitalização de documentos, e recomendado a suspensão da contratação após constatar pagamentos sem comprovação correspondente da execução. Segundo o MPMS, a recomendação não teria sido atendida naquele momento.

A apuração reúne duas frentes principais: os contratos relacionados à Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., responsável por serviços de digitalização, e os contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde com empresas ligadas a Paulo Duarte.

A decisão judicial aponta elementos que, neste momento da investigação, foram considerados suficientes para indicar materialidade e autoria em relação aos fatos investigados. Entre as suspeitas estão crimes relacionados a organização criminosa, fraudes contratuais, falsidade documental e ocultação ou dissimulação de valores.

A prisão preventiva foi decretada contra seis investigados. Paulo da Cruz Duarte não está entre os seis presos. Contra ele foram determinadas medidas como busca e apreensão, afastamento de funções e proibição de acesso às instalações da Santa Casa e da operadora.

* Saiba 

As informações apresentadas na reportagem são baseadas nas alegações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) . 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Churrasco de amigos termina com jovem baleado no interior de MS

Rapaz foi alvejado por dois tiros após tentar defender o amigo com um pedaço de madeira

14/09/2026 08h15

Caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá

Caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá Divulgação: PCMS

Continue Lendo...

A equipe da Força Tática da Polícia Militar atendeu uma ocorrência de disparo de arma de fogo, na noite deste domingo (13), em Corumbá, após um atirador perseguir um rapaz, invadir a residência de outro e alvejar um terceiro, no bairro Aeroporto. 

De acordo com o boletim de ocorrência, um rapaz identificado como Ivan relatou aos policiais que retornava de um churrasco realizado na casa de seu colega Vitor, quando ocorreu o crime.

Segundo Ivan, ao chegarem em frente à sua residência, percebeu que havia um veículo tipo sedan, de cor branca, estacionado nas proximidades da entrada da vila. Após desembarcar do carro do amigo e seguir em direção à entrada, um indivíduo, trajando calça jeans e casaco branco, com aproximadamente 1,70 metro de altura, desceu do veículo, sacou uma arma de fogo e apontou em sua direção, ordenando para colocar a mão na cabeça.

Ivan entrou em luta corporal com o indivíduo armado. Em determinado momento, após escorregar, conseguiu se desvencilhar do agressor e correu até a residência de seu primo, onde buscou abrigo.

Relata que o indivíduo armado passou a acompanhá-lo e também invadiu a residência. Nesse momento, Micael, que se encontrava no imóvel, saiu por outra porta portando um pedaço de madeira e avançou em direção ao criminoso armado.

Na sequência, o autor efetuou dois disparos de arma de fogo contra Micael, atingindo-o na região do peito, próximo à clavícula, e na região do glúteo. O primeiro tiro transfixou o corpo da vítima.

Após os disparos, o atirador deixou a residência, retornou ao veículo sedan e fugiu do local, tomando sentido à Rua Firmo de Matos.

Micael foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal para atendimento médico, onde passou por cirurgia.

Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada a 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá para apuração e adoção das providências cabíveis. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).