Com o título de Cidade Árvore do Mundo pelo sexto ano consecutivo, concedido pelo programa Tree Cities of the World, Campo Grande apresenta o modelo que garantiu o título de capital mais verde do país na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, em Belém (PA).
A apresentação será no painel “Florestas urbanas no foco das NDC: uma infraestrutura essencial para moldar a resiliência das cidades no sul global”, no dia 17 de novembro, das 9h30 às 11h, na Zona Verde da COP30.
Será exibido o Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), elaborado em 2011, que está sendo atualizado e se encontra em fase final de tramitação para se tornar uma política pública.
A exibição técnica será feita pela auditora fiscal de Meio Ambiente Sílvia Rahe Pereira, que atua na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).
“A participação na COP30 será uma oportunidade de apresentar esse modelo de governança, que alia base legal sólida, equipe técnica qualificada, participação social e integração com políticas de desenvolvimento urbano”, destacou a pasta por meio de nota.
Durante o painel, serão compartilhadas ações como o Projeto Via Verde, que realiza plantios em larga escala priorizando bairros vulneráveis, e o Viveiro Municipal Flora do Cerrado, responsável pela produção e distribuição de mudas nativas e frutíferas à população.
Planejamento técnico
O Plano Diretor de Arborização Urbana, idealizado em 2011, passa por alterações, segundo a pasta, e está em processo de finalização. A atualização traz a proposta idealizada pelo Centro para a Investigação de Soluções de Biodiversidade (NBSI), no início de 2021, que estabelece a métrica 3-30-300.
Uma cidade saudável, para o NBSI, deve seguir a regra 3-30-300, que consiste em cada morador ver ao menos três árvores de sua casa e residir em um bairro com 30% de cobertura arbórea.
A regra também implica que o munícipe esteja a até 300 metros de um espaço verde de alta qualidade.
Em entrevista ao Correio do Estado, Sílvia Rahe afirmou que parte dessas diretrizes foi elaborada em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e que a pasta já trabalha para aplicar essa métrica nos bairros da Capital.
“Daqui para a frente, a gente vai começar a olhar e a planejar nossas ações com esse viés. Não por acaso, esse vai ser o indicador utilizado pelo Ministério do Meio Ambiente [e Mudança do Clima] para monitorar o Plano Nacional de Arborização Urbano. A gente está superbem colocado, porque a gente foi a primeira cidade que fez o mapeamento e já vai começar alguns projetos com esse enfoque de acrescentar o olhar das áreas públicas com a urbanização, para que os moradores tenham acesso e obtenham os benefícios em termos de saúde com relação a isso”, declarou Silvia.
Conferência do clima
O Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindafis) entendeu a importância de apresentar o trabalho técnico dos auditores fiscais municipais em um evento reconhecido internacionalmente, que fez uma doação para auxiliar a servidora com custos envolvem deslocamento e alimentação, a princípio, seriam arcados por Sílvia Rahe.
Enquanto a Semades arcou com a hospedagem e as passagens da servidora.
“Entendemos que o apoio do Sindafis será um reconhecimento da atuação de destaque da auditora Sílvia Rahe e um investimento na visibilidade e valorização das nossas carreiras de auditoria fiscal de Campo Grande, no cenário nacional e internacional”, destacou o sindicato.
** Colaborou Daiany Albuquerque




