Cidades

Olha a festa junina

Arraial de Santo Antônio terá cinco dias de festa em Campo Grande

Evento chega a sua 22ª edição, recheado de comida típica e diversas atrações musicais

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Preparativos estão em pleno andamento para a celebração da 22ª edição do Arraial de Santo Antônio, um dos eventos juninos mais emblemáticos da capital sul-mato-grossense, Campo Grande. Marcada para ter início no dia 12 de junho, a festança vai contar com cinco dias de duração tendo como local a Praça do Rádio Clube.

A festa, que já se tornou um marco cultural no calendário da cidade, reúne famílias, amigos e turistas para celebrar as tradições juninas com animação. Este ano, a programação inclui uma variedade de apresentações musicais com artistas renomados, barracas de comidas e bebidas tradicionais, além de espaço kids.

O evento também contará com uma área destinada à venda de artesanatos, onde os visitantes poderão adquirir produtos confeccionados por artesãos locais, promovendo a economia solidária e a valorização da cultura regional.

Na primeira noite, a música fica por conta do Grupo Tradição às 19h. Ainda no dia 12 de junho, a dupla sertaneja Munhoz e Mariano se apresenta às 21h.

Na quinta-feira (13), dia de Santo Antônio, haverá procissão dos fiéis do padroeiro de Campo Grande com saída prevista às 18h da Catedral Santo Antônio em direção até a Praça do Rádio Clube. Às 19h será celebrada a Santa Missa no local. Os shows da noite ficam por conta da Fraternidade São João Paulo II às 20h, e na sequência, a dupla sertaneja João Haroldo e Betinho às 21h30.

Na sexta-feira (14), a animação fica por conta da dupla Pedro e Evandro às 19h, Tostão e Guarani às 20h e Trio Violada às 21h. No dia 15, às 19h, Max Henrique agita a penúltima noite de festa no Arraial às 19h, e às 21h, a dupla Victor Gregório e Marco Aurélio se apresenta às 21h. O encerramento dos shows, no domingo (16), fica por conta do grupo de forró Ipê da Serra às 18h, seguido da dupla sertaneja Alex e Ivan, que se apresenta às 20h.

A prefeita Adriane Lopes destaca a importância do evento. “O evento é tradicional e esperado pelos campo-grandenses. A iniciativa e a organização é muito importante para a Capital, pois o Arraial movimenta a economia local, proporciona momentos de lazer e cultura e reúne as famílias”.

De acordo com a secretária municipal de Cultura e Turismo, Mara Bethânia Gurgel, é estimado que por dia, pelo menos 8 mil pessoas passem pela festa. “Não faltará diversão para as famílias campo-grandenses, teremos uma grade especial de shows nacionais e regionais, comidas típicas e brinquedos. A partir do dia 13 de junho, os fiéis podem comprar o tradicional bolo do Santo Casamenteiro das 6h até às 13h na Catedral Santo Antônio e a partir das 18h, no próprio Arraial’, salientou.

O evento é promovido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) em colaboração com o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC),

CAUSAS SOCIAIS 

O Arraial de Santo Antônio de Campo Grande é aguardado com ansiedade por muitas Organizações Sociais sem fins lucrativos que veem neste período uma oportunidade de levantar renda com a venda de produtos durante todos os dias de evento. As barracas que serão montadas na festa terão autorização para a comercialização de alimentos, bebidas e artesanatos nos cinco dias de festa.

Para a coordenadora-geral do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), Adir Diniz, além de aproveitar as delícias da culinária típica de festa junina, quem frequentar o 22º Arraial de Santo Antônio vai contribuir com diversas causas sociais. “As instituições foram escolhidas por meio de sorteio, conforme previsto no edital e esperamos que as vendas de seus produtos sejam um sucesso para que mais recursos sejam angariados para que seus atendimentos sejam ampliados à comunidade”, relatou.

Conforme a representante da Associação Pantanal dos Surdos de Mato Grosso do Sul, Alessandra Souza da Cruz, o dinheiro arrecadado com a venda de alimentos e comidas nos cinco dias de evento beneficiará 150 pessoas assistidas pela instituição.

“É a primeira vez que vamos participar e pretendemos vender todos os tipos de bebidas autorizadas conforme o edital, além de cachorro-quente. Durante o evento, vamos contar com a participação de diversas pessoas da nossa associação e tenho a certeza que conseguiremos ajudar muitas pessoas com o valor arrecadado na festa”, salientou.

Presente desde a primeira edição do Arraial de Santo Antônio, a Associação dos Ostomizados do Estado de Mato Grosso do Sul (AOMS), venderá durante os dias de festa diversas comidas típicas e bebidas para melhorar a estrutura da instituição.

“Queremos concluir a pintura do nosso espaço para confeccionarmos bonés, camisetas e canecas com as máquinas que nós ganhamos. Estamos presentes há 22 anos no Arraial e esperamos que essa seja mais uma edição de sucesso”, disse a presidente da (AOMS), Márcia Damásio da Silva.

PROGRAME-SE

Evento: 22ª Edição do Arraial de Santo Antônio
Data: 12 a 16 de junho
Local: Praça do Rádio Clube
Horário: A partir das 18h
Entrada: Gratuita

 

aviação

Comissários e pilotos têm maior risco de morrer de câncer relacionado à radiação, diz estudo

Exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes

13/09/2026 23h00

MARCELO VICTOR

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Comissários de bordo e pilotos correm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação - ainda mais do que pessoas que trabalham com materiais radioativos, de acordo com um novo estudo. A radiação cósmica vem do espaço. Apenas uma pequena quantidade atinge a superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.

Até agora, havia evidências limitadas, provenientes de pequenos estudos, sugerindo que a exposição à radiação se traduz em taxas mais altas de mortalidade por câncer entre pessoas que viajam de avião com frequência - particularmente pilotos e comissários de bordo. A nova pesquisa "traz novas e importantes evidências para essa questão", escreveram dois especialistas em radiação australianos que não participaram da pesquisa, em um comentário que acompanha o estudo.

O trabalho, publicado em agosto na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados de mais de 12 milhões de certidões de óbito dos Estados Unidos, com informações sobre as ocupações das pessoas. Os autores analisaram as taxas de mortalidade por cânceres relacionados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.

Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo apresentaram a maior porcentagem de mortes por cânceres relacionados à radiação, seguidos pelos pilotos, segundo os pesquisadores. Para essas duas profissões, a probabilidade de morte foi excepcionalmente alta para cada tipo de câncer relacionado à radiação.

Nenhum dos grupos apresentou taxas de mortalidade acima do normal por cânceres não relacionados à exposição à radiação, observaram os autores do comentário, Catherine Olsen e Ken Karipidis. Esse fato "apoia a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores socioeconômicos ou de estilo de vida, é a causa do excesso observado", escreveram eles

Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chances de morrer de câncer relacionado à radiação do que a população trabalhadora em geral, e os pilotos tinham cerca de 36% mais chances.

Em termos de risco absoluto, cerca de 6,9% das mortes de comissários de bordo foram causadas por esses tipos de câncer - aproximadamente 1 em cada 14. Entre os pilotos, o índice foi de 6,7%. Para a população trabalhadora em geral, foi de 5%, afirmou o primeiro autor do estudo, Vishal Patel, da Faculdade de Medicina de Harvard.

Os autores reconheceram algumas limitações em seu estudo. Eles não sabem quanta exposição cada comissário de bordo e piloto teve durante o voo ou por outras fontes. Também é possível que as ocupações tenham sido classificadas incorretamente em algumas certidões de óbito.

Eles também não conseguiram explorar outro possível fator específico das profissões: o risco de câncer pode ser agravado pela interrupção frequente do relógio biológico, que pode ser afetado pelo jet lag, pela travessia de fusos horários e por horários de trabalho irregulares.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos reconhece que as tripulações aéreas estão expostas à radiação ionizante, mas o governo americano não estabelece limites de dose nem exige monitoramento, observaram os autores. "Não se pode gerir uma exposição que se decidiu não medir", disse Patel por e-mail.

Sara Nelson, que lidera um sindicato que representa 55 mil comissários de bordo, afirma que o relatório reforça a necessidade de levar a exposição à radiação a sério, como a entidade vem sugerindo há anos.

"O risco é conhecido, mas a tripulação não é treinada nem informada. E ninguém está assumindo a responsabilidade", avalia Sara, presidente da Associação de Comissários de Voo (AFA-CWA).

Exames dermatológicos anuais podem ser recomendados para todas as pessoas que trabalham em voos de alta altitude, e mulheres nessas profissões podem querer fazer mamografias mais cedo ou com mais frequência, escreveram Olsen e Karipidis. Os médicos que atendem pilotos e comissários de bordo também devem ter um "alto nível de suspeita" de câncer ao avaliar esses pacientes, afirmaram.

saúde

Ranking aponta melhores hospitais da América Latina com Einstein no topo

Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking

13/09/2026 21h00

Foto: Reprodução Instagram @hosp_einstein

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O ranking IntelLat 2026 aponta o Hospital Israelita Albert Einstein como melhor hospital da América Latina e outras duas entidades brasileiras entre as cinco primeiras posições: o Hospital Sírio-Libanês está na quarta posição e o Moinhos de Vento na quinta.

Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking, que classifica 105 hospitais na região. Destes, 15 estão entre os 50 primeiros colocados e sete entre os 20 melhores.

Também compõem a lista o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Nove de Julho, que pertence à Rede Américas, Hospital do Coração (Hcor) e Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Em 2025, havia seis instituições brasileiras entre os 20 primeiros do ranking.

Ranking por especialidades

Os hospitais brasileiros também se destacam no segmento de especialidades. Em pneumologia, cinco hospitais brasileiros estão entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (7º), Hospital Moinhos de Vento (8º), Hospital Nove de Julho (9º) e Hospital Santa Joana Recife (10º)

Em oncologia, quatro instituições do País estão entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (2º), Hospital Moinhos de Vento (3º) e Hcor - Hospital do Coração (9º). Ao todo, 14 instituições brasileiras estão entre os 35 hospitais classificados na especialidade.

Em ginecologia e obstetrícia, quatro instituições do País aparecem entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Moinhos de Vento (6º), Casa de Saúde São José (9º) e Hospital Santa Joana Recife (10º). O Brasil tem 12 instituições entre os 35 classificados.

Em cardiologia, três hospitais brasileiros estão entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (7º) e Hospital Moinhos de Vento (10º). São 13 instituições brasileiras entre os 35 classificados.

Em pediatria, também são três brasileiros entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (6º) e Hospital Moinhos de Vento (8º). Ao todo, 14 hospitais brasileiros integram a lista de 35 classificados.

Em neurologia, o Einstein Hospital Israelita ocupa a 1ª posição, seguido pelo Hospital Moinhos de Vento, em 12º, e pelo Hospital Nove de Julho, em 13º. Em ortopedia e traumatologia, o Einstein Hospital Israelita também está em 1º lugar, enquanto o Hospital Sírio-Libanês aparece em 6º e o Hospital Vitória, em 15º. Já em endocrinologia e diabetologia, o Einstein Hospital Israelita ocupa a primeira posição e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) está em 8º.

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