Benditas as mãos que acolhem. Benditas as mãos que possuem algo a repartir. Bem aventuradas às mãos que dispõem de tempo para acalmar corações abatidos, almas sofridas e sonhos desfeitos.
São santas as mãos que abençoam e que perdoam. São santas as mãos que acariciam crianças inocentes abandonadas pelos caminhos da fome, da doença e da violência. São santas as mãos que indicam caminhos de esperança. São santas as mãos que apontam soluções a tantos problemas que ferem consciências machucadas.
Assim o mundo encontrará caminhos possíveis para quem ainda se encontra mergulhado nas dúvidas e nas descrenças, ainda não descobriram possibilidades em superar dificuldades no campo dos sentimentos e se veem sem segurança no campo da fé.
Muitas são as pessoas que, tendo possibilidades, preferem guardar para si por medo de se comprometer. Guardam para si, algo que poderia, talvez, solucionar problemas que beneficiaria o grupo, ou a própria comunidade preferem se omitir e abandonar a causa de tantos e tantas que seriam mais participativos e felizes.
Na Bíblia Sagrada nos é apresentado um fato que, ainda hoje, repercute na sociedade como exemplo de alerta para quem pensa apenas em seu comodismo e omissão na participação buscando possíveis soluções.
No Evangelho escrito por João (Jo. 6,1-15), o Mestre dos mestres, após um dia de estafante caminhada no anúncio do conteúdo do Reino, vê à sua frente uma multidão cansada e faminta. A caminhada foi longa. Encontravam-se distantes de suas casas e de seus familiares.
Nada mais correto do que reconhecer o momento como um momento difícil de solucionar. Mesmo porque, se alguém tiver algo para se alimentar, estaria escondendo para si e garantir a longa caminhada que ainda restava.
Mas o Mestre estaria guardando, entre tantas, atitudes já reveladas. Mostra-se preocupado com a situação. E questionou o grupo como alimentar esse povo, já que o lugar era deserto. E o que fazer. O grupo teria alertado que mandasse para suas casas assim mesmo.
Mas o Mestre retrucou para que eles resolvessem o problema mandando que dessem de comer. Com certeza percebera que muitos, ou todos, estariam escondendo algum lanche. Mas ninguém revelou para não passar apuros. Contudo, Deus sempre terá alguma maneira de solucionar.
Uma criança, iluminada pela inocência, se apresenta com dois peixinhos e alguns pães. Mas isso não seria suficiente. Aí vem o milagre. Alguém se dispõe a colocar em comum o pouco que possui. É o suficiente para saciar a multidão de famintos.
Se a humanidade entendesse isso, as mãos, não precisaria se estender para pedir, mas para servir. E a fome estaria sanada. Não apenas a fome de pão. Mas também a fome de paz em nossa sociedade, a fome de amor em nossas famílias, à fome de respeito entre pais e filhos.
Uma das mais sérias seria a fome de Deus. Um grande sofrimento hoje é sentir a necessidade de Deus e não encontrar quem satisfaça. Mas, não desanime o Senhor já está próximo de quem o procura. Acredite.



