Em um tempo em que os cidadãos e as instituições estão vulneráveis quanto à proteção à informações e patrimônio, a boa informação é o caminho para ter mais segurança.
A segurança das informações foi, certamente, um dos assuntos que mais se destacaram ao longo desta semana. E nada mais salutar que a preocupação com o que fazemos quando estamos online, ou mesmo da segurança de dados e informações que devem ser preservadas pelas instituições bancárias.
As pessoas físicas, e também as instituições, entraram em um dos estágios da revolução tecnológica que foi muito pouco pensado na década passada, época em que os serviços e as facilidades proporcionadas por meio de aparelhos, sejam eles computadores, telefones celulares, tablets, automóveis ou eletrodomésticos, sempre se sobressaíram em relação aos efeitos negativos destas transformações.
Em meio à transferência de nosso cotidiano às nuvens de dados, os cidadãos e às instituições se sentem, poderosos - pois têm o poder de acumular muita informação - e vulneráveis ao mesmo tempo. E é neste segundo ponto, o da vulnerabilidade, onde ainda existem mais perguntas do que respostas.
Nesta semana, por exemplo, a Polícia Federal desencadeou operação em que foram presas quatro pessoas no interior do Estado de São Paulo, sob suspeita de elas terem invadido celulares de ministros, do presidente da República, e de deputados e procuradores. O inquérito continua em andamento, e as notícias ainda são muito mais baseadas nos depoimentos dos suspeitos do que, propriamente, nos dados encontrados. Sem entrar no mérito da questão, o que está claro, é uma suposta vulnerabilidade das conexões estabelecidas online pelas autoridades.
Nesta edição, também trazemos um outro caso, de vulnerabilidade, porém, esta, de uma instituição. Destacamos a facilidade que criminosos tiveram para enganar a Caixa Econômica Federal, e dar um prejuízo de R$ 500 mil ao banco público. Felizmente, a Polícia Federal detectou o golpe, e deve concluir o caso em breve. Ao banco e seus gestores, fica a lição de que o sistema merece mais proteção, para que seus clientes não paguem a conta desta fragilidade.
Para quase a totalidade dos cidadãos, que de alguma forma estão inseridos no mundo virtual, cabe a busca para o único antídoto que atenua os males provocados pelas vulnerabilidades do sistema: a informação, checada e justificada. É ela que nos dá a segurança necessária para transitar com segurança neste mundo onde as coisas - às vezes a extensão de nós mesmos - existem, mas não podem ser tocadas.


