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Discriminação: do pretexto à realidade

Entre outras situações, chamou a atenção um estabelecimento carioca que mencionou, explicitamente, que cidadãos americanos e israelenses não eram bem-vindos

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Nos últimos tempos, houve diversos relatos na mídia sobre discriminação na sociedade, como de costume, mas com um elemento cada vez mais presente: a tentativa de atribuir algum motivo supostamente nobre ao ato vil.

Entre outras situações, chamou a atenção um estabelecimento carioca que mencionou, explicitamente, que cidadãos americanos e israelenses não eram bem-vindos. O ato e a forma como foi acolhida tal manifestação pela comunidade são tópicos que merecem alguma reflexão.

O aviso acima mencionado foi escrito em língua inglesa e exposto na frente de um bar em certo bairro boêmio do Rio de Janeiro, principal destino turístico de lazer do País e lugar que representa o Brasil no imaginário estrangeiro em diversos sentidos.

Como se já não bastasse o conteúdo claramente discriminatório da placa, algo que mereceria repúdio independentemente de quem fosse o objeto da restrição, dois elementos chamaram atenção: a forma como a sociedade reagiu à situação e o argumento utilizado na defesa da atitude do estabelecimento.

Quanto à reação da comunidade, cabe notar que houve um aumento exponencial de seguidores do bar nas redes sociais, fato que levou, inclusive, à tentativa de arrecadação de valor entre os apoiadores do estabelecimento para o pagamento da multa aplicada pela prefeitura do Rio.

Em vez de a comunidade rejeitar a atitude discriminatória, portanto, houve apoio ao referido comportamento, o que demonstra o poder aglutinador e destrutivo que o ódio tem na sociedade atual.

A existência da placa, que deveria provocar ojeriza a qualquer ser humano (seja ele norte-americano, israelense, palestino ou brasileiro), acabou por galvanizar apoio entre os indivíduos que já foram tomados pela politização de todos os aspectos da vida, mas que parecem ter ficado míopes quando o assunto é a dignidade humana.

Além disso, utiliza-se, com frequência, o argumento de que o apoio em casos como esse é uma manifestação favorável aos cidadãos do Oriente Médio que sofrem os efeitos dos ataques realizados, nos últimos tempos, por Estados Unidos e Israel na região, alegando-se, ainda, a necessidade de não confundir o antissionismo com o antissemitismo.

Esse tópico, bastante sensível no debate público, também merece ser analisado com cuidado, pois pode levar a distorções perigosas para o convívio social.

Primeiramente, não parece ser muito produtivo e eticamente correto, sob a ótica dos direitos humanos, discriminar uma parcela da população pelos atos que os respectivos entes estatais produzem internacionalmente.

Ademais, não é tão clara a linha que separa o antissionismo, contrário à existência do Estado de Israel na região da Palestina, do antissemitismo, que consiste no preconceito contra o povo judeu.

Considerando-se que a maior parte da população israelense é de origem judaica, é razoável imaginar que há grande possibilidade de que o antissionismo guarde em seu bojo uma marca antissemita.

É alarmante, portanto, o apoio ao ato discriminatório observado no referido estabelecimento carioca, mais um comportamento entre tantos repudiáveis notados no território nacional e em outros países.

Serve como elemento de reflexão que o ato ignóbil, em vez de provocar repulsa, granjeou apoio ostensivo na comunidade.

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Etarismo: uma forma silenciosa de violência naturalizada

Existe, porém, uma forma mais silenciosa e igualmente corrosiva de violência que passa despercebida todos os dias: o etarismo corporativo

26/06/2026 07h45

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No mês do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, é comum associarmos o tema a situações explícitas de negligência, abuso ou abandono.

Existe, porém, uma forma mais silenciosa e igualmente corrosiva de violência que passa despercebida todos os dias: o etarismo corporativo.

Dentro das empresas, ele se manifesta de maneira sutil. Está nas oportunidades negadas sem explicação, na preferência automática por perfis mais jovens, na desvalorização da experiência e no rótulo de obsolescência atribuído a profissionais mais maduros. Não grita, não escandaliza, mas exclui, limita e desumaniza.

Ser consciente no palco da vida e do trabalho é também um ato ético. Porque toda escolha comunica valores.

Quando líderes ignoram o etarismo, quando empresas não criam espaço para diferentes gerações coexistirem de forma respeitosa, elas estão, na prática, performando um papel de indiferença. E, no palco social, a omissão também é uma forma de violência.

A Inteligência Cênica nos convida a olhar para essas dinâmicas invisíveis. Ela nos lembra que toda organização é uma espécie de encenação coletiva e que a inclusão verdadeira começa quando todos têm o direito de estar em cena, sem precisar esconder partes de si para serem aceitos.

Isso inclui, necessariamente, a valorização da experiência, da trajetória e do repertório que só o tempo constrói.

O etarismo não é apenas uma falha de diversidade. É uma falha de percepção. Revela um ambiente que privilegia velocidade em detrimento de profundidade, novidade em detrimento de consistência, aparência em detrimento de conteúdo.

E isso não empobrece apenas quem é excluído, pois empobrece a própria organização.

Combater o etarismo exige mais do que políticas formais. Exige uma reeducação emocional e cultural. Exige líderes capazes de pausar antes de reproduzir vieses automáticos, de substituir julgamento por escuta e de transformar a diferença em ativo e não em obstáculo.

O futuro do trabalho não será sustentável se não for intergeracional. Ambientes saudáveis são aqueles onde experiências se encontram, onde saberes se complementam e onde ninguém precisa disputar legitimidade por idade.

Nesse cenário, o papel do líder é claro: ser guardião de uma cultura em que todos tenham espaço para contribuir e existir com dignidade.

A Inteligência Cênica nos lembra que cada profissional tem direito a ser protagonista da própria história. E que o papel mais nobre que podemos desempenhar, nas empresas e na sociedade, é garantir que ninguém seja empurrado para fora de cena por causa de sua idade.

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O PSDB e a verdadeira democracia do Brasil

O partido escolheu a socialdemocracia como modelo de governo, conciliando o sistema capitalista com justiça e igualdade

26/06/2026 07h30

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Com sua fundação em 25 de junho de 1988, o PSDB mostrou ao País a necessidade de um partido comprometido com a reforma do Estado e a consolidação da democracia.

O partido escolheu a socialdemocracia como modelo de governo, conciliando o sistema capitalista com justiça e igualdade.

Num momento decisivo, em um Brasil recémsaído de um regime de exceção, Mario Covas foi o primeiro candidato à Presidência em 1989. Poucos anos depois, em 1994, Fernando Henrique Cardoso foi eleito e governou por dois mandatos consecutivos.

A população ainda recorda conquistas marcantes desse período, como o combate à hiperinflação por meio do Plano Real, as reformas econômicas e administrativas, a privatização de empresas ineficientes, a criação de programas sociais e a modernização da educação.

Entre os avanços destacamse a Bolsa Escola e a universalização do Ensino Fundamental; a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef); a Nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação); o Programa Nacional do Livro Didático; o surgimento do Enem, do Provão e do Fies; e a criação dos medicamentos genéricos, democratizando o acesso à Saúde. 

O PSDB mudou o País, inaugurou uma nova visão de mundo e segue firme com os mesmos propósitos que inspiraram sua criação: justiça social, responsabilidade econômica e fortalecimento da democracia.

Ao longo de sua trajetória, consolidou importante contribuição para a vida pública brasileira, participando ativamente dos grandes debates nacionais e defendendo a construção de instituições sólidas, transparentes e comprometidas com o interesse coletivo.

O Partido atuou para fortalecer a estabilidade política e econômica, o desenvolvimento do País e a ampliação das oportunidades oferecidas à população, tornando-se referência na formulação de políticas públicas voltadas para a plena cidadania.

Governadores, prefeitos, parlamentares e lideranças tucanas deixaram marcas em diferentes regiões do Brasil, contribuindo para a modernização da sociedade.

Desde sua origem, o partido uniu lideranças e a população no comprometimento com valores democráticos.

Manteve sempre o respeito às liberdades individuais e a busca permanente do equilíbrio entre crescimento econômico e inclusão social.

Essa combinação permitiu ao PSDB ocupar papel relevante na consolidação da democracia brasileira e na defesa de um projeto nacional baseado na responsabilidade e no diálogo: a busca da conciliação.

O PSDB continua sua história ao celebrar mais um aniversário de fundação, ao reafirmar princípios que nortearam sua criação e continuam atuais nesses desafios contemporâneos.

São quase quatro décadas de história marcadas pela defesa da democracia, pela participação ativa na construção do País.

Filiados, lideranças e cidadãos que acreditam na política como instrumento de transformação. Um partido que acredita na capacidade do Brasil de avançar por meio do diálogo, da liberdade e do respeito às diferenças.

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