Aconclusão das obras de ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande, nesta semana, pela concessionária Aena, marca um avanço importante – e há muito esperado – para a capital de Mato Grosso do Sul.
Mais do que uma obra física, trata-se de uma correção de rumo em uma infraestrutura essencial que, por anos, ficou aquém das necessidades de uma cidade estratégica no Centro-Oeste brasileiro.
Durante muito tempo, Campo Grande figurou entre as poucas capitais do País sem um aeroporto com padrão compatível ao seu porte. A reforma anterior, iniciada no fim da década passada e concluída apenas após a pandemia de Covid-19, ilustra bem essa defasagem.
Apesar de intervenções internas e troca de pisos, faltou o principal: a ampliação efetiva do terminal e a instalação de pontes de embarque, estrutura básica para garantir mais conforto, agilidade e segurança aos passageiros.
A nova etapa, enfim, supre essas lacunas. Com um terminal ampliado e a implantação das pontes de embarque, o aeroporto passa a oferecer uma experiência mais digna ao usuário, além de melhorar a eficiência operacional.
O impacto é direto não apenas para quem embarca e desembarca, mas para toda a dinâmica econômica da cidade.
Os benefícios se espalham por diferentes setores. No ambiente de negócios, a melhoria da infraestrutura aeroportuária fortalece a imagem de Campo Grande como polo regional, facilitando a chegada de investidores e executivos.
No turismo, representa um salto de qualidade na recepção de visitantes, funcionando como um cartão de visitas mais condizente com as belezas e potencialidades do Estado.
É preciso reconhecer o mérito da Aena, que entrega uma obra aguardada há anos pela população. Trata-se de um investimento que não apenas atende a uma demanda reprimida, mas também sinaliza confiança no crescimento da cidade.
Ao oferecer um aeroporto mais moderno e funcional, a concessionária contribui para reposicionar Campo Grande no mapa da aviação regional.
Ainda que tardia, a entrega chega em momento oportuno. A capital sul-mato-grossense vive um processo de transformação e busca ampliar sua relevância econômica. Ter um aeroporto à altura é condição básica para sustentar esse movimento.
O desafio, a partir de agora, é não interromper esse ciclo de avanços. A modernização do aeroporto deve ser acompanhada por outras melhorias estruturais e por políticas que estimulem o desenvolvimento. Campo Grande dá um passo importante.
Cabe agora garantir que ele seja apenas o início de uma trajetória mais consistente de crescimento.

