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Da inteligência artificial à evasão universitária, os desafios da Educação Superior no Brasil

Inteligência artificial, digitalização de processos e cadeias produtivas globais estão redesenhando atividades profissionais em praticamente todos os setores da economia

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Mais da metade dos estudantes universitários no Brasil abandona o curso antes da formatura em diversas áreas do Ensino Superior.

Em alguns cursos, as taxas de evasão chegam a ultrapassar 50%, revelando um dos maiores desafios estruturais da Educação Superior no País.

O dado se torna ainda mais preocupante quando confrontado com outra realidade: o Brasil precisa ampliar rapidamente a sua capacidade de inovação, produtividade e competitividade.

Para isso, depende cada vez mais de profissionais qualificados em diferentes áreas do conhecimento – da tecnologia à saúde, da gestão às ciências humanas.

Temos, portanto, uma contradição evidente. O País precisa fortalecer sua formação profissional justamente quando enfrenta dificuldades para manter os estudantes na universidade e prepará-los para um mercado de trabalho em transformação.

Ao mesmo tempo, o mundo do trabalho passa por mudanças profundas. Inteligência artificial, digitalização de processos e cadeias produtivas globais estão redesenhando atividades profissionais em praticamente todos os setores da economia.

Sistemas automatizados já executam tarefas antes restritas a especialistas, enquanto novos desafios exigem soluções cada vez mais complexas.

Nesse cenário, dominar conhecimentos técnicos continua essencial – mas já não é o suficiente. Profissionais do século 21 precisam combinar formação acadêmica com competências humanas sofisticadas.

Pensamento crítico, criatividade, capacidade de adaptação e tomada de decisão tornaram-se habilidades cada vez mais valorizadas.

O relatório Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, indica que quase metade das competências profissionais atuais deverá mudar até o fim da década.

Organizações buscam cada vez mais profissionais capazes de aprender continuamente e atuar em contextos de rápida transformação tecnológica.

É nesse ambiente que ganha força o conceito de Educação 5.0. Diferentemente dos modelos tradicionais, centrados na transmissão de conteúdo, essa abordagem coloca o estudante no centro do processo formativo.

Mais do que incorporar tecnologia às salas de aula, propõe integrar inovação digital, metodologias ativas e desenvolvimento socioemocional.

O objetivo deixa de ser apenas transmitir conhecimento e passa a ser formar profissionais capazes de compreender problemas complexos e construir soluções relevantes para a sociedade.

Essa mudança exige repensar profundamente a formação universitária. Currículos excessivamente fragmentados e distantes da realidade profissional contribuem para a evasão e, muitas vezes, formam profissionais pouco preparados para enfrentar os desafios contemporâneos.

Hoje, organizações e projetos profissionais envolvem equipes multidisciplinares, integração digital de processos e decisões tomadas em ambientes de alta incerteza.

Nesse contexto, profissionais de diferentes áreas precisam dominar conhecimentos técnicos – mas também liderar equipes, comunicar ideias com clareza e tomar decisões estratégicas.

Reformular a formação universitária deixou de ser apenas uma necessidade educacional. É uma escolha sobre o tipo de país que o Brasil pretende ser no futuro.

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Saneamento nas eleições de 2026

É de extrema importância o eleitor saber o que os candidatos pensam a respeito e o que pretendem fazer para melhorar o acesso da população a serviços adequados

16/04/2026 07h45

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Estamos em mais um ano eleitoral e, ainda que as campanhas políticas não estejam ocorrendo de forma oficial, os pré-candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital (para o caso do Distrito Federal) já estão se posicionando sobre diversos temas considerados relevantes para o eleitorado.

No entanto, praticamente em todas as eleições, inclusive as municipais, um assunto de extrema importância para toda a população brasileira é frequentemente ignorado e fica de fora dos debates políticos: saneamento básico (ou a falta de).

Hoje, aproximadamente 43% dos brasileiros vivem sem coleta de esgoto e 16% ainda não têm acesso à água potável. Além disso, quase metade do esgoto gerado no País não é tratado. Isso significa que mais de 5 mil toneladas de dejetos são despejadas diariamente nos corpos de água pelo País.

A situação ilustra um problema com graves consequências para o nosso desenvolvimento econômico, ao meio ambiente e para a saúde da nossa população: em 2024, o Brasil registrou mais de 350 mil internações hospitalares por doenças relacionadas à falta de saneamento.

Ou seja, é de extrema importância o eleitor saber o que os candidatos pensam a respeito e o que pretendem fazer para melhorar o acesso da população a serviços adequados para o fornecimento de água limpa e para a coleta e tratamento de esgoto.

Desde que o Marco Legal do Saneamento passou a vigorar, os investimentos no setor cresceram consideravelmente, mas em alguns estados pouco se avançou, especialmente nas Regiões Norte e Nordeste.     

O Marco Legal do Saneamento estabelece como meta que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% seja atendida com serviço de coleta e destinação correta do esgoto até o ano de 2033. Porém, pelo que se observa, os esforços até aqui não estão sendo suficientes.

Para alcançar esse objetivo, o País deveria investir, em média, R$ 225 por habitante. Mas levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil aponta que em localidades com os piores índices de saneamento a média de investimentos entre 2020 e 2024 foi de R$ 77,58, 66% abaixo do indicado.

Investir em saneamento é deixar o atraso no passado e acreditar em um Brasil mais moderno e com desenvolvimento social e econômico, permitindo à população mais pobre uma vida digna.

Portanto, neste ano de eleições, caberá a nós eleger quem de fato esteja comprometido com políticas públicas de saneamento que saiam do discurso e se convertam em programas, metas, orçamento, cronograma e entregas.

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Dia Mundial da Voz reforça a importância dos cuidados com a saúde vocal

A voz acompanha o ser humano em todos os momentos da vida, tornando-se um elemento indispensável para a interação social

16/04/2026 07h30

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Celebrado em 16 de abril, o Dia Mundial da Voz é uma data dedicada à conscientização sobre a importância desse instrumento tão essencial à vida humana.

Muito mais do que um simples meio de comunicação, a voz é uma das expressões mais marcantes da identidade de cada pessoa, revelando emoções, intenções e até traços da personalidade.

A comunicação é vital para a convivência em sociedade, e a voz ocupa lugar central nesse processo. É por meio dela que compartilhamos conhecimentos, experiências, sentimentos e ensinamentos, construindo relações pessoais, profissionais e afetivas.

A voz acompanha o ser humano em todos os momentos da vida, tornando-se um elemento indispensável para a interação social.

Para muitas pessoas, a voz é também o principal instrumento de trabalho. São os chamados profissionais da voz, grupo que inclui professores, jornalistas, advogados, radialistas, dubladores, cantores, cerimonialistas, atendentes, palestrantes, entre outros.

Nesses casos, a preservação da saúde vocal é ainda mais importante, uma vez que alterações na voz podem comprometer diretamente o desempenho profissional e a qualidade de vida.

A voz, no entanto, não é sempre a mesma. Existe a voz do ambiente de trabalho, a voz utilizada em família, entre amigos, em situações formais ou descontraídas.

Ela também se modifica de acordo com o estado emocional: a voz da tristeza, da alegria, da euforia, do desânimo ou da irritação. Essas variações são naturais e refletem a flexibilidade vocal do ser humano.

Nesse contexto, a psicodinâmica vocal é a área que estuda a relação entre emoções, personalidade e produção vocal.

Essa análise observa como o estado emocional influencia características acústicas da voz, como timbre, intensidade, velocidade e entonação, além do impacto que a voz do profissional – seja narrador, repórter, professor ou cantor – exerce sobre quem a escuta.

O acompanhamento de profissionais especializados é fundamental para a manutenção da saúde vocal. Fonoaudiólogos atuam tanto na prevenção quanto no tratamento de alterações da voz, enquanto, para os cantores, o apoio de professores de canto também é essencial para o uso técnico e seguro da voz.

É importante estar atento a sinais de alerta como rouquidão persistente, voz soprosa, falhas na fala, dor ao falar ou sensação frequente de garganta irritada.

Nessas situações, a recomendação é procurar um profissional de saúde, como otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, para avaliação adequada.

A prevenção, contudo, ainda é o melhor caminho. Pequenos hábitos diários, conhecidos como higiene vocal, ajudam a preservar a qualidade da voz.

Entre os principais cuidados estão a hidratação constante, com ingestão regular de água, evitar choques térmicos, especialmente com bebidas muito geladas ou exposição excessiva ao ar-condicionado, não falar em ambientes ruidosos, para evitar esforço vocal, evitar pigarrear, hábito que pode provocar lesões nas pregas vocais, manter alimentação equilibrada, reduzindo alimentos gordurosos, não fumar nem consumir bebidas alcoólicas em excesso e respeitar períodos de repouso vocal, evitando gritos, cochichos e falas prolongadas.

Cuidar da voz é cuidar da própria saúde, da comunicação e da forma como cada indivíduo se apresenta ao mundo. Neste Dia Mundial da Voz, a orientação é clara: ouvir os sinais do corpo e valorizar esse instrumento único e insubstituível.

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