Artigos e Opinião

Editorial

Fertilizantes e a soberania produtiva

Garantir segurança para a UFN3 é, portanto, garantir segurança para o agronegócio nacional. Trata-se de um ativo estratégico localizado em Mato Grosso do Sul

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A garantia de que a Petrobras terá gás natural suficiente para abastecer a Fábrica de Fertilizantes de Três Lagoas, conforme revelado nesta edição, traz um elemento essencial para o agronegócio brasileiro: previsibilidade.

Em um setor altamente dependente de insumos e sujeito a oscilações externas, assegurar o fornecimento da principal matéria-prima é, na prática, garantir condições para que a produção avance com mais estabilidade.

Se há segurança no suprimento de gás, há também segurança para o agro de Mato Grosso do Sul e do Brasil prosperar. Trata-se de uma relação direta.

A produção de fertilizantes nitrogenados depende desse insumo, e qualquer incerteza nesse elo compromete toda a cadeia produtiva, do plantio à colheita.

Nesse sentido, a sinalização de que existem alternativas para suprimento, inclusive em cenários de eventual escassez nas jazidas bolivianas, reforça a robustez do projeto e reduz riscos.

Esse ponto é crucial. A dependência externa sempre foi uma vulnerabilidade histórica do Brasil no setor de fertilizantes.

Ao indicar que há caminhos para contornar eventuais interrupções no fornecimento internacional, a Petrobras amplia a confiabilidade da operação e fortalece a segurança produtiva nacional.

Mais do que uma questão empresarial ou regional, a reativação da fábrica não pode ser reduzida a disputas políticas. O debate precisa ser elevado ao seu devido patamar estratégico.

As recentes tensões globais expuseram fragilidades no conceito de livre mercado irrestrito, especialmente quando interesses nacionais entram em jogo. A circulação de mercadorias, antes tratada como garantida, passou a sofrer interferências, restrições e incertezas.

É nesse contexto que a unidade de Três Lagoas ganha relevância ainda maior. A UFN3, sozinha, tem potencial para suprir cerca de 15% da demanda brasileira por fertilizantes.

Não resolve integralmente o problema da dependência externa, mas representa um avanço significativo rumo à autonomia. Em um cenário global instável, cada ponto percentual de produção interna conta.

O Brasil consolidou-se como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Essa posição, no entanto, exige bases sólidas. Não basta produzir em larga escala; é preciso garantir o acesso contínuo aos insumos que sustentam essa produção. Fertilizantes são parte central dessa equação.

Garantir segurança para a UFN3 é, portanto, garantir segurança para o agronegócio nacional. Mais do que uma obra industrial, trata-se de um ativo estratégico.

Em tempos de incerteza global, investir em capacidade produtiva interna deixa de ser opção e passa a ser necessidade.

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ARTIGOS

Rene Siufi: o legado de uma advocacia que atravessa o tempo

São mais de 40 anos de exercício ininterrupto na advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais

18/04/2026 07h30

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Rene Siufi é um nome que se tornou sinônimo de uma advocacia que atravessa o tempo sem perder a identidade e o respeito. Em um cenário jurídico marcado pela busca incessante por visibilidade, a trajetória de Siufi impõe-se pela permanência.

São mais de 40 anos de exercício ininterrupto na advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais, na consistência técnica das sustentações orais e na confiança sedimentada ao longo de décadas.

Sua atuação, especialmente no Tribunal do Júri, consolidou um estilo inconfundível. Distante de excessos retóricos ou teatralizações desnecessárias, a advocacia de Rene é marcada pela firmeza, pela clareza de raciocínio e por uma presença que se impõe pela substância dos argumentos.

Ele compreende que o convencimento não reside no espetáculo, mas na coerência entre a tese jurídica, a ética e a credibilidade pessoal.

Nesta longa jornada, a lealdade é um pilar fundamental. Ao lado de Rene Siufi, destaca-se Honório Suguita, seu fiel escudeiro e advogado que trabalha ao seu lado há vários anos.

A parceria entre ambos transcende a relação meramente profissional, baseando-se em uma confiança mútua e em uma visão compartilhada em que a discrição e o rigor técnico são inegociáveis.

Enquanto Rene conduz os grandes embates, Honório atua com a precisão de um estrategista, sendo peça fundamental na manutenção desse padrão de excelência que marca a trajetória do escritório.

Essa solidez profissional reflete a essência do homem por trás da toga. Discreto e culto, Rene Siufi prefere a profundidade dos vínculos verdadeiros à superficialidade das relações sociais amplas.

Sua vida pessoal é um pilar de estabilidade: ao lado da esposa, Olga Siufi, construiu uma trajetória de cumplicidade que se estende aos filhos, o promotor de justiça Renzo Siufi e a professora de redação Raquel Siufi, exemplos de seriedade e decência, além da alegria trazida pelos netos.

A atuação de Rene também deixou marcas na esfera institucional. Como ex-presidente da OAB-MS, ele assumiu a missão de guardião de princípios como a ética e as prerrogativas profissionais, compreendendo que o advogado é um pilar essencial para o equilíbrio democrático.

Para as novas gerações, a história de Rene Siufi, amparada pela lealdade de Honório Suguita, funciona como um verdadeiro norte. Ela prova que a relevância não reside na exposição efêmera, mas na solidez da reputação.

Celebrar Siufi é reconhecer que a excelência não se improvisa; é fruto de uma construção diária, feita de escolhas éticas e respeito sagrado pela justiça. Enquanto muitos buscam atalhos, essa trajetória reafirma que a advocacia, exercida com rigor, propósito e retidão, é um legado que resiste ao tempo.

EDITORIAL

Enfim, um aeroporto à altura da Capital

Com um terminal ampliado e a implantação das pontes de embarque, o aeroporto passa a oferecer uma experiência mais digna ao usuário, além de melhorar a eficiência

18/04/2026 07h15

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Aconclusão das obras de ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande, nesta semana, pela concessionária Aena, marca um avanço importante – e há muito esperado – para a capital de Mato Grosso do Sul.

Mais do que uma obra física, trata-se de uma correção de rumo em uma infraestrutura essencial que, por anos, ficou aquém das necessidades de uma cidade estratégica no Centro-Oeste brasileiro.

Durante muito tempo, Campo Grande figurou entre as poucas capitais do País sem um aeroporto com padrão compatível ao seu porte. A reforma anterior, iniciada no fim da década passada e concluída apenas após a pandemia de Covid-19, ilustra bem essa defasagem.

Apesar de intervenções internas e troca de pisos, faltou o principal: a ampliação efetiva do terminal e a instalação de pontes de embarque, estrutura básica para garantir mais conforto, agilidade e segurança aos passageiros.

A nova etapa, enfim, supre essas lacunas. Com um terminal ampliado e a implantação das pontes de embarque, o aeroporto passa a oferecer uma experiência mais digna ao usuário, além de melhorar a eficiência operacional.

O impacto é direto não apenas para quem embarca e desembarca, mas para toda a dinâmica econômica da cidade.

Os benefícios se espalham por diferentes setores. No ambiente de negócios, a melhoria da infraestrutura aeroportuária fortalece a imagem de Campo Grande como polo regional, facilitando a chegada de investidores e executivos.

No turismo, representa um salto de qualidade na recepção de visitantes, funcionando como um cartão de visitas mais condizente com as belezas e potencialidades do Estado.

É preciso reconhecer o mérito da Aena, que entrega uma obra aguardada há anos pela população. Trata-se de um investimento que não apenas atende a uma demanda reprimida, mas também sinaliza confiança no crescimento da cidade.

Ao oferecer um aeroporto mais moderno e funcional, a concessionária contribui para reposicionar Campo Grande no mapa da aviação regional.

Ainda que tardia, a entrega chega em momento oportuno. A capital sul-mato-grossense vive um processo de transformação e busca ampliar sua relevância econômica. Ter um aeroporto à altura é condição básica para sustentar esse movimento.

O desafio, a partir de agora, é não interromper esse ciclo de avanços. A modernização do aeroporto deve ser acompanhada por outras melhorias estruturais e por políticas que estimulem o desenvolvimento. Campo Grande dá um passo importante.

Cabe agora garantir que ele seja apenas o início de uma trajetória mais consistente de crescimento.

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