Artigos e Opinião

ARTIGO

José Angelini Aquino: "Seres extraterrestres: anjos ou demônios?"

Professor de Grego e Hebraico, bacharel em Teologia

Redação

27/08/2015 - 00h00
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Serei sintético e conciso nas minhas palavras: Essa concepção do fenômeno UFO deve ser resumida assim:  “Anjos ontem, extraterrestres hoje”. Ou em uma outra vertente: Demônios ontem, extraterrestres hoje. 

A ufologia foi inaugurada como objeto de estudo, oficialmente, em 24 de junho de 1947, quando o aviador  e empresário americano Kenneth Arnold teve seu relato amplamente divulgado, de um avistamento de um objeto voador não identificado. A partir de  então, sucessivas aparições se espalharam pelo planeta,  como o famoso  “Caso Roswell” nos anos de  1950, em que uma suposta nave alienígena teria caído no deserto do Novo México, ocasionando a morte dos tripulantes – os quais, posteriormente, teriam sido capturados pelas  forças armadas dos Estados Unidos. Após este acontecimento, sucessivos relatos de aparições desencadearam-se por diversos pontos e continentes do planeta. Anos de 1960, 1970, com casos de abduções, raptos de seres humanos, amplamente difundidos, pela BBC de Londres, CNN, jornais da época etc... Atualmente, até a Nasa já fala de contatos extraterrestres. 

Inclusive, três fatos proeminentes ocorreram no Brasil, o primeiro em 1977, em  Colares, município que fica a 1 hora e 35 minutos da capital de Belém do Pará; neste episódio, houve inclusive o envolvimento das Forças Armadas. Naquela ocasião, foram expressamente ditas pelo coronel da aeronáutica Uyrangê Hollanda, chefe de um contingente de mais de uma centena de soldados que desceram o Rio Amazonas em direção à região do Salgado, as seguintes declarações enfáticas: 

“- Diversos objetos discoides sobrevoam a foz do Rio Amazonas, inclusive um objeto em formato cilíndrico parou a 50 metros de nossa guarnição, e um ser extraterrestre desceu flutuando e nos olhou por 2 minutos, sem qualquer contato; telepático ou de qualquer natureza”. Essas foram as palavras do coronel. Depois, tivemos  a “Noite dos Ufos”, em 1986, que envolveu diretamente  as forças armadas do Brasil. Em 19 de maio de 1986, foram detectados pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) diversos óvnis sobrevoando os céus do País. Por último, o famoso “Caso Varginha”, que todos conhecem; este envolvendo o Exército brasileiro, que teria capturado alienígenas, no ano de 1996, que, posteriormente, foram supostamente enviados aos EUA. Os três casos podem ser encontrados na internet, com vídeos e depoimentos de ufólogos e autoridades da época. 

À luz da Bíblia, todos esses fenômenos são efetivamente classificados como atuações luciferinas ou satânicas. O próprio apóstolo Paulo expressa em (2 Co 11 vs 14): “É de maravilhar-se que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz”. Para entendermos de  forma bem mais elucidativa esta questão, que envolve os Ufos e os demônios, tomaremos emprestado a palavra demônio do português e, então, saberemos que sua origem é grega: Daimon –  o equivalente em português à palavra “demônio”, cuja tradução é : povos ou raças; assim sendo, quem são os demônios? São raças de seres e potestades que habitam as regiões celestiais. Veja o que diz o apóstolo Paulo nesta outra passagem bíblica, “Efésios 6:10-12 (parte do versículo)”: Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” 

 

EDITORIAL

Uma história de 72 anos de confiança

Os números do Correio do Estado mostram que a tradição construída ao longo de décadas no papel migrou para o universo digital sem perder sua essência

07/02/2026 07h15

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Os anos mudam, o tempo passa, as tecnologias se transformam – mas o Correio do Estado permanece. Neste dia 7 de fevereiro, completamos 72 anos de história, uma marca que poucos veículos de comunicação no Brasil podem ostentar.

Pouquíssimos, aliás. Em um país onde jornais nascem e desaparecem com rapidez, atravessar mais de sete décadas é, antes de tudo, um atestado de relevância, resistência e confiança.

Ao longo desses 72 anos, o Correio do Estado foi testemunha e narrador de profundas transformações sociais, políticas, econômicas e culturais. Viu Campo Grande crescer, Mato Grosso do Sul nascer e se consolidar, e acompanhou gerações inteiras em momentos decisivos de sua história.

Também presenciou – e enfrentou – mudanças radicais na forma de produzir, distribuir e consumir informação. Da prensa ao offset, do papel ao digital, do impresso ao tempo real das redes, cada virada exigiu mais do que investimento tecnológico: exigiu visão, coragem e fidelidade a princípios.

E é justamente esse equilíbrio entre adaptação e permanência que explica nossa longevidade. O Correio do Estado soube incorporar novas linguagens, plataformas e ferramentas sem abrir mão de seus valores basilares.

O compromisso com o jornalismo responsável, com a informação independente, com o contraditório e com a verdade dos fatos sempre foi – e continua sendo – o alicerce sobre o qual construímos nossa trajetória.

Não é exagero afirmar que o que nos fez durar tanto tempo foi, sobretudo, a confiança do nosso público. Confiança não se impõe, se conquista. E se renova diariamente, edição após edição, reportagem após reportagem.

É essa relação de credibilidade com o leitor que nos trouxe até aqui e que nos impulsiona a seguir em frente, mesmo em tempos de desinformação, polarização e ataques ao jornalismo profissional.

Neste espaço, portanto, mais do que celebrar, renovamos um compromisso. Um compromisso com você, que nos lê, que nos acompanha, que consome nossas notícias e que conta conosco para contar a história de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Seguiremos atentos ao interesse público, vigilantes ao poder, abertos ao debate e firmes na defesa da boa informação.

Neste aniversário, também é justo destacar nosso crescimento no ambiente digital. Os números mostram que a tradição construída ao longo de décadas no papel migrou para o universo digital sem perder sua essência. A audiência cresce, o alcance se amplia, e os valores permanecem inabaláveis.

O Correio do Estado de hoje dialoga com novas gerações, novos hábitos e novas plataformas, sem renunciar àquilo que sempre nos definiu.

Por fim, neste 7 de fevereiro, a palavra que melhor resume este editorial é gratidão. Gratidão a você, leitor, que faz parte dessa história. São 72 anos porque você esteve conosco. E é com você que seguiremos escrevendo os próximos capítulos.

ARTIGOS

Soberania, desenvolvimento e geopolítica

No cenário global, é evidente que o agronegócio brasileiro não é apenas um setor de exportação de commodities

06/02/2026 07h45

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Não é raro que o debate público brasileiro reduza o agronegócio a uma disputa entre o rural e o urbano, como se aquele representasse um setor arcaico, sem tecnologia nem empregos e destruidor do meio-ambiente. Essa visão, contudo, é perigosamente enganosa.

Ao olharmos para o cenário global – marcado por tensões bélicas, insegurança alimentar e a urgência climática –, torna-se evidente que o agronegócio brasileiro não é apenas um setor de exportação de commodities; é um argumento central da nossa estratégia soberana e a ferramenta mais potente de nossa geopolítica.

A verdadeira independência de uma nação é construída pela sua capacidade de garantir a dignidade de seu povo e a estabilidade de seus parceiros. Nesse sentido, o Brasil ocupa uma posição singular. Não somos apenas o “celeiro do mundo” por vocação geográfica, mas por competência tecnológica e científica. A nossa produção de alimentos é o lastro que garante a segurança alimentar planetária.

Num mundo onde a fome volta a ser uma arma de guerra, a capacidade brasileira de produzir em escala, com regularidade e qualidade, transforma-se em “soft power” diplomático.

Somos, em última análise, embaixadores da paz social em diversas nações que dependem do nosso campo.

Mas a importância estratégica vai além da porteira. O agronegócio moderno é um complexo industrial sofisticado que impulsiona a produção de insumos, fomenta a biotecnologia e ancora a reindustrialização do País em bases modernas. É um erro crasso dissociar o agro da indústria; eles são elos da mesma corrente de desenvolvimento.

Ainda além, é na transição energética que nossa vantagem geopolítica se torna avassaladora. Enquanto potências globais lutam para descarbonizar suas matrizes a custos proibitivos, o agro brasileiro já nos oferece a solução: biocombustíveis, biomassa e uma agricultura regenerativa que sequestra carbono.

O mundo busca a “economia verde”; o Brasil já a pratica em seus canaviais e florestas plantadas. Isso nos coloca não como coadjuvantes pedindo licença em conferências climáticas, mas como protagonistas que detêm a tecnologia da sobrevivência ambiental.

Falar em preservação ambiental, aliás, exige honestidade intelectual. A tecnologia tropical desenvolvida aqui permitiu que poupássemos milhões de hectares de vegetação nativa por meio do aumento de produtividade vertical. O agro sério, legalista e tecnológico é o maior interessado na preservação, pois entende que seu maior ativo é o capital natural.

Portanto, fortalecer o agronegócio é uma política de Estado para a soberania nacional. É ele que garante as divisas que permitem ao Estado financiar políticas públicas de inclusão social e infraestrutura. É ele que nos dá voz ativa no cenário internacional.

O Brasil não precisa escolher entre ser uma potência agrícola ou uma nação ambientalmente responsável e industrializada.

Nós somos a síntese dessas potencialidades. Reconhecer a centralidade do agronegócio na nossa estratégia geopolítica é o primeiro passo para deixarmos de ser o país do futuro e assumirmos, finalmente, nossa cadeira na liderança do presente.

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